sábado, 15 de janeiro de 2011

LÍNGUA(GEM) DA INTERNET: COMUNICAÇÃO DO POVO

Já se passaram várias décadas em que a revolução provocada pela escrita propagada através da impressa, quando Gutemberg facilitou o acesso de boa da população mundial a linguagens, saberes, conhecimentos e identidades até então resumidas àqueles que se mantinham no poder  por meio do dominio da leitura do código escrito, tendo com isso controlado a participação nos mais diversos meios sociais, politicos e culturais de sujeitos de classe sociais subalternas. Todavia, a popularização dos meios de comunicação de massa auxiliou na construção de novas mentalidades e, consequentementente, têm permitido que as pessoas em quase todos os lugares do mundo produzam e publiquem informações em tempo real, mantendo vivas suas identidades através de uso da língua(gem) da internet.
A internet por meio de seus recursos, incluindo sites de relacionamentos e programas instituicionais ligados à educação e à comunicação oferece a sociedade contemporânea oportunidades de se comunicar e, assim, dividir entre "cidadãos do mundo" criações e recepções tanto de literaturas quanto de problemas sociais. Cita-se como exemplos, as atitudes de governantes déspotas que, arbitrariamente, fecham emissoras de rádio, televisão e jornais, contudo o mundo inteiro por meio de redes sociais construidas por meio da internet e, que têm no celular e computadores pessoais socializado esses acontecimentos usando uma lingua(gem) específica que não pode ser retida pela censura.
Na verdade, o que estas questões nos mostra, talvez, seja a participação de classes populares no processo de criação e exposição de identidades sociais. Nesse sentido, a comunicação entre povos de diferentes culturas e continentes hoje, ocorre em virtude de existir uma língua(gem) que, às vezes, tem ares de código secreto noutro tem aspectos sociais e inclui a todos sem que haja a necessidade de se afirma, pois todos de misturam.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

WEBLOG: HORIZONTES PARA A AQUISIÇÃO E ENSINO DE ESCRITA

Existem indicativos de que as tecnologias de informação e comunicação têm colocado em destaque posicionamentos didáticos e pedagógicos até então vigentes, sobretudo no que diz respeito à aquisição e ao ensino de linguagem por meio dos usos efetivos do computador e da internet como mecanismos de inserção dos sujeitos ao mundo da linguagem digital que, por essência, é quirográfica.
Compartilha-se aqui parte desse ideal, porque se entende que o weblog além de sua posição como artefato tecnológico, constitui-se ainda como hipergênero, pois permite a prática de aquisição e ensino de gêneros outros. Assim sendo, o profissional da educação, especialmente os professores de linguagem, código e suas tecnologias ao compreenderem que essas questões poderão de fato inseri-lo, bem como seus estudantes à pratica de escrita e, por conseguinte, à aquisição de linguagem por meio do universo da escrita proporcionada pelo mundo digital.
Para entendimento melhor da tese e filiação à ideia de que o weblog constitui-se em hipergênero, argumentar-se-á ponderando que: o ato de interlocução via internet ocorre através de escolhas realizadas pelos interagentes discursivos. Significa, à proporção que os envolvidos no processo criativo: professores e estudantes preenchem os “vazios” comunicativos sugeridos pela demanda comunicacional, os textos seguirão seus conceitos de gêneros.
A integração de linguagem escrita por meio do trabalho professoral, voltado para a aquisição dos elementos da escrita nesse contexto contemporâneo representa o ideal de que existem formas de aprender e apreender novas competências comunicativas através da prática de escrita no weblog é, sem dúvida, uma de milhares de forma de realizar ações pedagógicas que aproximam professor e estudantes em torno de uma questão comum, o uso das ferramentas digitais possibilitadas pela internet.
Mediante isso, coloca-se em questão o perfil do profissional da educação, assim como, as exigências que o mundo e a escrita no mundo virtual exigem de todos. Logo, há de se reconhecer que existem dificuldades por partes do professores de linguagens em colocar em atividade efetiva a presença dos gêneros textuais em sala de aula. Entretanto, os estudantes já os praticam em sala virtuais, especialmente, nos seus weblogs pessoais.
Nesse mister, a preparação dos professores para vivência com as práticas de linguagem no mundo virtual, cada vez mais se torna fundamental assim como é preciso uma formação em que os gêneros textuais se façam presentes de modo que eles possam associar os conceitos abstratos das língua, às tentativas em que se incluam as produções textuais ao nível do weblog.
É basilar entender que no weblog criar, experienciar, trocar e avaliar sejam vistas como atividades horizontalizadas, uma vez que o espaço de produção se constitui de modo aberto, isto sé, os interagentes da escrita participam de modos a se expressarem livremente. Porém isso não significa que eles perdem o cerne da questão, até porque ambos conhecem a linguagem e o código que artefato tecnológico demanda.
Questiona-se então: caberia a quem a inserção de professores à teoria do ensino de gêneros textuais, bem como ao ambiente de escrita virtual, uma vez que os estudantes já se apropriaram da ideia da escrita livre nas redes sociais? Sabe-se que tentativa para incluir as tecnologias digitais no ambiente escolar de forma a atenderem as demandas da escrita e da leitura tanto de professores quanto de estudantes tropeça, sobretudo no que diz respeito ao despreparado de professores em quererem superar ações cristalizadas nas quais ainda restam defesas em nome de um ensino substancialmente reprodutivista em que o professor concentra em si mesmo o poder de dizer o que deve ou não ser produzido ao nível da aquisição da linguagem e dos elementos fundantes da escrita.
Essas concepções levam a horizontes que apontam caminhos para que o professor por meio do uso das tecnologias digitais, com destaque para o Weblog, estimule seus estudantes à prática de aquisição de linguagens e códigos que a tecnologia da escrita potencializa no ambiente virtual. Entretanto, para que isso ocorra de maneira sistemática é necessário que o profissional da linguagem se comprometa em atuar de forma aberta, garantindo aos envolvidos o direito a participação.
Para tanto, é capital estimular a pesquisa e a aprendizagem dos profissionais da linguagem, códigos e tecnologias, informando-os de que a escola e sociedades contemporâneas solicitam uma atuação mais equânime entre aqueles que ensinam e aqueles que se põem no lugar de aprendentes, trocando saberes, informações e habilidades tanto no campo da tecnologia quanto no campo da linguagem.
No que diz respeito às habilidades com a escrita digital, os estudantes são exímios praticantes, cabendo ao professor em sua função (pro) ativa e sistemática, atuar no plano da orientação para que as técnicas e sejam mais bem aplicadas quando da produção de linguagem, especialmente, quando esta ativada no ambiente virtual.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ESCREVER E VESTIR É UMA QUESTÃO DE ESTILO

Tem quem diga que cada sujeito, a sua maneira de ser e estar; de acordo com o contexto no qual atua e produz ações de linguagem como se estivesse usando uma roupa de alta costura ou não. No que diz respeito à escrita, existem os estilistas da língua que, tomando as regras da língua as transformam em elementos essenciais para a construção de uma boa comunicação, alta costura!? Por outro lado, aqueles que trabalham no campo da moda, estilistas. Estes, por sua vez, colocam suas intuições a serviços da criação de peças de roupas que, mesmo sendo esquisitas e até consideradas inapropriadas em determinados contextos, às vezes, as vemos usadas no cotidiano, estão nas ruas.
Diante dessa questão é interessante dizer que se evidencia um problema filosófico: a Estética. Filósofos sempre discordaram a respeito desse conceito, até porque a beleza e o belo são de inteira responsabilidade daquele que ver, observa o que lhe é apresentado em dado contexto a partir de suas referências.
Escrever tem sido ao longo dos tempos, considerado uma arte e, portanto, estava reservado aos gênios e artistas da língua. Entretanto, a sociedade contemporânea tem possibilitado várias formas de manifestação de pensamento por meio das atividades de linguagens, sejam elas orais ou escritas. Lembrando sempre que a comunicação escrita é a que permanece como ponto central da sociedade, mas tem sua articulação baseada na beleza da vestimenta oralidade.
Desse lugar, escrever através das tecnologias digitais vem se constituindo um novo modo maneira de se repensar a ideia de belas letras. Acontece que, sites de relacionamentos são colocados no ar, permitindo a todos aqueles que navegam no ambiente digital, produzir suas próprias roupas através dos fios livres que as linguagens digitais permitem às ousadias.
Nesse contexto cabe a cada um, escolher quais são as melhores maneiras de escrever e se vestir, uma vez que estão à disposição vários recursos linguísticos e estilísticos a todos que, podem se vestirem conforme a alta costura da comunicação escrita, formal ou podem se valer de costura iconoclasta. Sugere-se então que, todas as formas de escrever e vestir são válidas e, certamente, tem sua beleza e respaldo de sua comunidade.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CONVERSAS NA FILA DOS MILHÕES

Estava na fila da lotérica e mil histórias eram criadas ao redor da ideia de se ganhar 200.000.000.00.
- Ajudaria a toda minha família e ficaria livre de todos os problemas que ela me causa, principalmente da minha sogra que, não me deixa viver em paz, com minha mulher. Também pudera, minha casa é na laje acima da casa dela.
- Faria uma viagem para conhecer o mundo inteiro e dava uma banana para todos os meus parentes.
- Pegaria um monte de gostosas...
- Faria uma ou melhor várias palsticas e chutaria o meu marido pão duro.
- Comparia um prédio de apartamentos e alugaria todos e ia para a ilha curtir com a minha família.
- Trocaria minha velha por uma nêga de 16 e dai ja viu, né?
- Compraria viagra para o meu marido.
- Com esse dinheirama toda faria um plano de saúde para minha mulher.
De todas essas histórias a última é a que mais demonstra o qué o mais importante não é o dinheiro, mas sim, a saúde da companheira e do amor entre ambos, visto que o depoente citado era um senhor de aparência e feição modesta.
Estas são poucas das milhões de histórias, sonhos e desejos que os 200.000.000,00 da Mega sena da virada está despertando nas cabeças dos brasileiros.

NÃO É NÃO!

Começou a cobiçar... não teve o desejo retornado, então... Perseguir seria uma chance de estar perto daquele que desejava tê-lo em...
A noite o seguia em sonhos alucinantes: eis-me cá! Devora-me ou te devorarei mesmo que em sonhos não te abandonarei até que me...
Não! Afasta-te de mim, oh insano pecado...
Se não me devorares, será para sempre desejado e...
Não, não e não! Porque Não é não! E mais: não sois tão palatável como achas que sois.
Então, não é não!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FESTANÇAS NATALINAS

Prezados webleitores,

Depois de uma ano de muita escritas poética e científica, peço-lhe um momento, uma trégua para os meus humildes neurônios os quais precisam novas sinapses para em 2011 poderem produzirem.
Felicidades a todos!
Abç e flz 2011

terça-feira, 30 de novembro de 2010

WEBLOG HIPERGÊNERO DIGITAL

A sociedade é constituida de elementos fundamentais, dentre estes, encontram-se os gêneros textuais que, por seu turno levam ao ensino e aprendizagem de linguagem e escrita, sobretudo do ponto de vista da comunicação via web, especialmente no weblog.
A tese continuo mais tarde...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“UM OUVIDO, POR UM OLHO”: DICOTOMIA ORALIDADE- ESCRITURA

 Enquanto a fala humana se constitui de sons, a escrita depende de sinais visuais. Lajolo; Zilberman, 2010, p. 50

A sociedade contemporânea tem nos dito e lembrado a todo instante por vários meios de comunicação de que somos sujeitos da cultura escrita e, por excelência, grafocêntricos. Entretanto, importa dizer que os maiores e mais emocionantes momentos de nossas vidas são expressos através da oralidade. Dizendo de outro modo, quando estamos muito felizes ou tristes expressamos oralmente nossas emoções por meio de gritos, choros e exclamações – que não comportaria nesse texto citá-las – mas, todos sabem como eles nos vêem à boca.
Dessa maneira, Zumthor (2010) sugere que a vocalização de palavras é, em si, um ato humano espontâneo, porque a voz constitui-se na exposição do acontecimento de modo a acompanhar o movimento corporal de seu enunciador; além do visual e do tátil conforme seria se tal expressão fosse veiculada pela escrita.

Por outro lado, se tem a discussão que aponta a escrita como responsável pelo enfraquecimento da dinâmica social do pensamento oral – Platão – uma vez que, os sentimentos fixados no papel impedem à dinamicidade de sua interpretação tal qual ocorreria quando de sua exposição verbal na praça pública.
Nesse contexto, Lajolo e Zilberman (2010) corroboram com essa discussão quando chama a atenção para o processo homogeneizante que a cultura da escrita assume sobre a oralidade, visto que a tradição popular que antes se mantinha na perspectiva de transmissão de saberes e conhecimentos “boca a boca” de geração a geração, agora precisa da reificação da escrita. [...] sacramentada pelo discurso da crítica – sempre escrito – que a tradição popular oral parece ganhar legitimidade, como se para ser reconhecido e valorizado, o mundo da voz precisasse da chancela letrada. (LAJOLO; ZILBERMAN, 2010, p. 44).
Histórico e culturalmente, a ideia da cultura escrita que sobrepôs à cultura de oralidade, se fundam em princípios civilizatórios impostos pelos europeus, uma vez que eles detinham a partir da tradição religiosa, o conhecimento dos dois códigos escrito e oral. Isto, sem dúvida, os diferenciava dos outros povos de cultura oral. Logo, considera-se que tal deferência feita à escrita ao longo de séculos de dominação só ampliou o domínio social, político, econômico e cultural dos que escreviam e liam sobre aqueles que não conheciam o mundo das letras e, permaneciam atuando no plano da comunicação oral.
Ainda que esta dicotomia seja uma realidade, há comunidades que, talvez por atraso sócio-econômico ou escolar e cultural tentam manter em seus costumes através da oralidade; principal tecnologia de transmissão do conhecimento. Não obstante a presença contínua de “oralidade secundária” via mídia massa tente-se fortalecer esses traços distintivos, Lajolo e Zilberman (2010) afirma que em tais contextos é perceptível que “escrita e oralidade comunicam-se, entrelaçam-se, misturam-se. Imbricam-se, fundem-se; afastam-se, reaproximam-se, reafastam-se. Sobrepõem em um incansável e sempre renovado modo de ser.” (LAJOLO; ZILBERMAN, 2010, p. 45).
As autoras mostram ao longo de suas teses, exemplos retirados de literaturas regionais, nos quais os interlocutores, mesmo que distintos social e culturalmente, trocam experiências por meio da oralidade, todavia, há sempre aquele que ver no registro escrito de algo que chama a atenção ambos na conversação como sendo necessário, prevalecendo assim, o olho sobre o ouvido. Vale ressaltar aqui, como essas questões se articularam muito bem na microsserie global, Hoje é dia de Maria na qual se compilaram falas da cultura popular, fazendo modificações semânticas e pragmáticas na escrita.
Para Lajolo e Zilberman (2010) isto equivale à ideia de que a escrita está carregada de nuances, isto é, a pontuação se encarrega de articular o ritmo da leitura do texto escrito “Um dos domínios nos quais, com maior clareza, escrita e leitura rendem vassalagem à fala é a pontuação” (Lajolo; Zilberman, 2010, p. 50).
No contexto de comunicação face a face, na qual o interlocutor faz uso de estratagemas presentes na oralização, tentando diminuir as suspeições que pairam sobre a fala. Já no que diz respeito à produção oral, a enunciação, graças à voz tem valor moral na comunidade de tradição popular, porém para ela ganhar ar de verdade e ser respeitar é fundamental que seja escrita. “escreve ai o que lhe digo e verás que é verdade”. Zumthor (2010) corrobora com essa ideia ao defender que também na oralidade se realiza consciência linguística, porque nela expressam-se pensamentos míticos e religiosos através da oralização desses saberes.
Por fim, na cultura contemporânea em que se vive hoje, a escrita sobrepõe a oralidade a tal ponto, que reclama para si a todo instante, o reconhecimento de técnica comunicacional e expressiva humana de caráter superior à tradição oral. Todavia, há gêneros que requerem, no mínimo uma equalização, sendo esta uma escolha ideológica do enunciador. Para além dos exemplos clássicos de literatura citados pelas autoras, cita-se, sem querer compara as qualidades estilística e poética de Rosa, Lobato, claro; na peça Marido a preço da China, de minha autoria, na qual os personagens Côca e Damião dialogam através de uma escrita oralizada, pois se manteve na escrita de tal gênero, os princípios da escrita da oralidade no presente no labor com o cordel e a literatura populares.

Bibliografias:
LAJOLO, Marisa. ZILBERMAN. A oralidade visita a escrita. In. LAJOLO, Marisa. ZILBERMAN.Das tábuas da lei à tela do computador: a leitura em seus discursos. 1. ed. São Paulo: Ática, 2009, pp. 43-55.
ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

ARTIGO NA REVISTA HIPERTEXTUS

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POR UMA PEDAGOGIA DA CIBERLINGUAGEM1: EXPLORANDO. REDES SOCIAIS ORKUT, TWITTER E WEBLOG: Robério Pereira Barreto*. (UNEB/CEFAPRO-MT) jpgbarreto@gmail.com ...


www.hipertextus.net/volume5/Roberio-Pereira-Barreto.pdf

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CAMINHANÇA A TRÊS




Nas campinas monocromáticas do sertão, eu, o amor e a solidão andamos juntos tal qual siameses nascem e, solitariamente estão ligados.
    Nessa caminhada pergunto:
- Amor o que queres tu tão colado a mim, se nessa caminhada estamos do mesmo lado da estrada da vida, perdidos?
- e você Solidão? Por que nos faz companhia nesse dia de horas lentas e continuas?!
Ambas juntos respondem:
- Não queremos que sofras sozinho! És tu um mal companheiro de travessia, isto sim.
Pasmei diante de clara constatação:
Quanto egoísmo pensar que meus companheiros têm interesses diferentes dos meus. Não, eles são partes de mim que não conheço.
Depois dessa prosa a minha caminhaça não será mais solitária.
Levo comigo parceiros inseparáveis: o Amor e Solidão.
- Parceiro, caminhar sozinho é a oportunidade de encontrar a si mesmo em constante desalinho, murmura a Solidão.
- Verdade, confirmando a voz da Solidão, o Amor se lança a filosofia.
- Um dia, sem mim tudo poderá chegar ao fim. Veja aqueles que se deslocaram de mim por egoísmo e fantasia, estão pertos de ti, Solidão!
A Solidão foi provocada então responde ao Amor:
Amor, aqueles que chegam até a mim vem porque se afastaram de todos e, principalmente de si mesmos, e agora não se reconhece e dizem: Tu, Ele e Aquela são as minha parceiras.

sábado, 6 de novembro de 2010

A MENINA DAS PERNAS DE LOUÇA

Branquinha e de beleza angelical, a menina desfila na rua com as pernas lisas e brinhantes à luz do sol que, sem piedade insiste em queimar tamanha branquitude. Iresoluta, a menina desafia o furor da luz, ofuscando-na com sua limpidez e brancura.
A menina de pernas de louça, meiga como a boneca chinesa timidamente é exposta a luz... A menina de pernas de louça caminha na minha frente e nem posso tocá-la... que decepção! Tão linda e escultural e, infelizmente não tocá-la me faz mal.
Menina das pernas de louças desfila, desfila e destila...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

AUTONOMIA: ESTRATÉGIA PARA APRENDIZAGEM NO AMBIENTE ON-LINE

Há inúmeras discussões sobre as formas que as tecnologias de informação e comunicação têm possibilitado a aprendizagem de estudantes, bem como os desafios que o professor enfrenta ao atuar nesse contexto de ensino e aprendizagem. Isso acontece por que em cursos on-line os professores e estudantes precisam de forma individualizada, didatizar os processos, os mecanismos, as tecnologias e os conhecimentos de comunicação e, automaticamente, adequá-los aos seus objetivos curriculares, tirando o mais que podem do poder motivacional a elas (TIC) inerentes em tempo que tenta fazer a diminuição do potencial das ameaças do discurso face a face na interação mediada por computador que, até então era feita no curso presencial pelo professor.

No que diz respeito à autonomia de aprendizagem suscitada pelas tecnologias de informação e comunicação empregadas nos cursos em que a aprendizagem on-line é a prática interacional, de acordo com Brown (1994) citado por Parreiras (2010) os métodos usados pelo aprendiz no seu processo de aprendizagem on-line são tão ou mais importantes que os utilizados pelo professor para ensinar.

Para Brown (1994) esta ação é denominada de Principio do Investimento Estratégico no qual se registra o nível de dedicação individual que cada aprendiz faz em termos de tempo, esforço e atenção à sua aprendizagem. Isso é observado quando se analisam as maneiras como os estudantes empregam suas estratégias para a compreensão e produção de conhecimentos em rede, on-line.

Para Parreiras (2010) o que há nesse contexto é

A multiplicidade de estratégias a que o autor se refere denota as diferenças individuais dos aprendizes e representa o grande dilema pedagógico do professor em ambiente presencial. Ele precisa se preocupar em atender tais diferenças ao mesmo tempo em que se preocupa em garantir o sucesso do grupo como um todo. (PARREIRAS, 2010, p. 225).

Dessa maneira, o professor que atua no âmbito da educação e aprendizagem on-line, mesmo sem haver uma formação ou treinamento específico tenta amenizar o problema, dizendo sempre aos aprendizes que são capazes de enxergarem a si próprios e a tirarem o maior proveito das suas experiências e talentos. Assim, eles ganham independência, cuja autonomia para a aprendizagem é considerada uma estratégia fundamental para a aquisição e compartilhamento de saberes em rede.

Diante desse quadro vale dizer que a UNESCO em 1972 publicou um relatório no qual afirma que a autonomia do individuo é um dos principais objetivos da educação. O processo de autonomia tem sido a melhor estratégia para a educação em rede, até porque nesse contexto os aprendizes assumem uma série de procedimentos em que a autonomia

focalizada desse ângulo pressupõe a independência do aprendiz no que concerne a onde, quando, e o que estudar. Com as tecnologias da informação e da telecomunicação, a importância da autonomia individual é mais pragmática do que ideológica. (PARREIRAS, 2010, p. 225)

Essa questão traz possibilidades em que a autonomia torna-se uma realidade necessária para a aprendizagem on-line. Logo o processo de auto-aprimoramento, o que é essencial, junto à segurança e à auto-estima, para a sobrevivência de indivíduos, sistemas sociais, corporações, países até mesmo no planeta, ganha o suporte das tecnologias da informação e da comunicação, “a noção de autonomia ligada à auto-aprendizagem abre caminhos para que o indivíduo cumpra o seu direito e obrigação de se auto-aprimorar.” (PARREIRAS, 2010, p. 226).

Há autores que, dedicando-se a compreender como esta autonomia auxilia na construção de relações e interações em sala de aula virtual, afirmam que o aluno se assume como sujeito de sua aprendizagem e, portanto, autorrealiza-se como aprendente. Com isso o processo de aquisição de conhecimento em rede é superior a média, em que os estudantes são tutelados pelo ensino presencial no qual o professor é o centro do processo de ensino-aprendizagem.

Diante dessas afirmativas e considerando que a autonomia no processo de ensino-aprendizagem é uma estratégia fundamental desenvolvida por cada aprendiz, passa-se compreender que ser autônomo no ambiente virtual é produzir e socializar conhecimentos.

Ademais, questiona-se:

a) afinal, o ambiente virtual tem mesmo a capacidade de promover certa autonomia no aprendiz, ou se o aprendiz que o procura já é potencialmente mais autônomo. E, mais,

b) em que medida a autonomia de aprendizes no ambiente virtual pode ser atribuída a estratégias utilizadas por eles quando de suas interações de aprendizagem em rede.

Na conformação dessa ideal Blin (1999) citado por Parreiras (2010) afirma que

Aprendizes dão o primeiro passo em direção à autonomia quando eles aceitam conscientemente a responsabilidade por sua própria aprendizagem; e desenvolvem autonomia através de um esforço contínuo para entender o que, como, porque e com que grau de sucesso eles estão aprendendo. (PARREIRAS, 2010, p. 231).

É interessante pensar que, ao elaborar seus pensamentos de maneira individual para em seguida socializar na rede, o aprendiz vai ao encontro de sua autonomia. Portanto, a interação produzida a partir do encontro on-line no qual “autonomias” se encontram e certamente se promove a aprendizagem de caráter reflexivo e, com isso, a há diminuição de intervenções feitas pelo professor, aumentando assim, a autonomia do aprendiz o que automaticamente é transformado em motivação extrínseca, conforme Tsui.

No que diz respeito à aprendizagem on-line é preciso reconhecer que o ambiente virtual tem certa dominância sobre a autonomia do aprendiz em relação ao meio presencial.

O meio virtual ainda é um ambiente predominantemente textual no Brasil. Isso tem implicações no controle que o aprendiz tem sobre o seu processo de aprendizagem, e ocorre até mesmo para os aprendizes mais habilidosos nas estratégias de comunicação, oral, por exemplo, ao terem que encontrar soluções compensatórias para a ausência de interação face a face. (PARREIRAS, 2010, p. 228).

Por um lado, a aprendizagem no ambiente on-line ocorre através de textos que requerem leituras e, portanto, demanda tempo para a compreensão e maturação das ideias. Em face disto, os aprendizes reclamam não ter o tempo suficiente para a resolução dos problemas. Além desse empecilho há ainda a questão do suporte técnico, uma vez que há insuficiência de conexão em tempo para que as atividades sejam postadas e reconstruídas no coletivo da rede.

Não obstante à problemática da conexão, os aprendizes no ambiente on-line indicam que a falta de habilidade com as plataformas de comunicação impendem ações no sentido de administrar a combinação de conhecimento tecnológico e os recursos para encontrar formas de se chegar aos objetivos pretendidos na ação de aprender on-line, conforme Parreiras.

A despeito de quaisquer problemas, Blin (1999) pondera sobre essa questão ao reconhecer que “Aprendizes dão o primeiro passo em direção à autonomia quando eles aceitam conscientemente a responsabilidade por sua própria aprendizagem; [...]” (BLIN, 1999 citado por PARREIRAS, 2010, p. 231).

Esta autonomia normalmente é iniciada quando o aprendiz chega ao curso de pós-graduação seja ela on-line ou presencial, visto que motivações intrínseca e extrínseca orientam a aprendizagem desses sujeitos. Assim sendo, a autonomia se soma a mais uma das estratégias individuais que cada um já possui para realizar seus objetivos de formação intelectual.

Outro ponto que deve ser levando em consideração nessa modalidade de ensino e aprendizagem, é que os sujeitos que procuram a aprendizagem on-line não podem ser considerados mais ou menos autônomos do que aqueles que vivenciam a aprendizagem presencial.

Cada aprendiz ao procurar um meio de formação seja inicial ou continuada precisa trazer consigo estratégias que, somadas à questão da autonomia, potencializem suas aprendizagens independentemente de qual seja a modalidade.

Referencias

BLIN, Françoise. CALL and the development of learner autonomy: towards an activity-theorical perspective. In DEBSKI, Robert; LEVY, Mike (Ed.) world CALL: Global Perspective on computer-Assisted Language Learning. Lisse: Swets &Zeitlinger, 1999, p. 133-147.

BROWN, H. Douglas.teaching by principles: na intecative approch to language pedagogy. Englewood Cliffs: Prentice Hall Regents, 1994.

PARREIRAS, Vicente Aguimar. Estratégias de aprendizagem on-line e autonomia: uma relação biunívoca ou antagônica. In: MENEZES, Vera Lúcia. (Org.) Interação e aprendizagem em ambiente virtual. 2. Ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ATIVIDADE DE CONSTRUÇÃO E USO DE GÊNEROS TEXTUAIS EM REDE

EM (CANTOS)

Robério Pereira Barreto

A noite andando com passos lentos parecia denunciar o que veria acontecer. Na penumbra, corpos desenhados à mão da sombra se expunham esculpidos em molduras dos feixes de luz que passeavam entre prédios.
Perambulando a esmo, os pensamentos iam e vinham ao encontro do passado vivido numa cidade do interior, onde a praça era local de encontros à luz da lua cheia. Ali se vivi as historias de um futuro que para poucos chegaria; conhecer e viver na cidade grande seriam a realização do sonho de infância.
Hoje, à noite as sombras lhe fazem companhia e em (cantos) que jamais apareceram nas histórias de infância, lhes revelam a solidão do mundo entre escuros humanos que se revelam em cada esquina.
Prosseguir sem destino...!? Parar e contemplar as vitrines da vida é sentir-se exposto nela. Então, vagabundear pelos em (cantos) da vida às escuras e às sombras de si passou a ser o seu destino.
Aqui e ali, passado, presente e futuro se confundem e não revelam muito de escuras esquinas que ainda estão por vir. Televisores ligados por detrás de vidraças revelam em (cantos) que não sei existem ou hão de existir. O que se ver são sombras a iludir...

Irecê – BA, 29 de junho de 2010.

Considera-se que através de prática promovidas pela Internet, especialmente, no weblog o sujeito se ergue, e a partir dela se edifica no e para o mundo da linguagem e das práticas com textos orais e escrito, vindo inclusive, a se tornar parte dele. “Por intermédio do discurso escrito, oral e eletrônico, o sujeito constrói o mundo como objeto e constrói-se a si mesmo. (GREIMAS & COURTÉS, 1979, apud LOZANO, 2002, p. 100).

Pesquise e use os conceitos de conto e escrita para dar continuidade ao conto Em (Cantos), apresentado acima.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MSN: ORALIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO E DA LINGUAGEM

Ensaia-se aqui, a ideia de que a produção de linguagem no MSN possibilita e, até pontecializa a oralização da linguagem, uma vez que se aplica na comunicação a li realizada, principios econômicos ofertados pela fonêntica e a fonologia.
Diante disso, adota-se como categoria central, a oralidade, em virtude de os participantes-comunicantes no MSN, ao tornar e ou tomar a palavras na comunicação oralizadas, os interlocutores retomam as vozes textuais no sentido de, por meio, da escrita digital valoriza a função da "voz escrita" na produção de mensagem.
a voz que diz texto certamente leva em conta a função linguistica, mas também uma outra, musical ritmada (grifo meu) a  voz do contador é apta a se dobrar à diversidade dos personagens ou das emoções. uma menina palavra, um único pronome podem transmitir múltiplas mensagens. (BAJARD, 1999, p. 97).
Comprende-se que para uma comunicação oralizada no MSN, o papel do comunicador - enunciador - mais experiente é determinante para a interação, porque nela estão dispostas capacidades linguisticas e semiologicas nas quais, ambos, locutor e interlocutor são levados a intermediarem a relação por meio do uso de expressões em que a acentuação e a disposição das palavras são corroboradas pela entonação da "escrita vocalizada", o que certamente determina o ritmo e a velocidade da comunicação.
Disponibiliza-se nesse espaço algumas bibliografias que poderão servir de base teórica para estudos sobre oralidade e cultura escrita, bem como sobre estudos que tenham a voz como elemento central dessa discussão.

Assim sendo, toma-se aqui a discussão de Paul Zumthor sobre o conceito de vocalidade em vez de oralidade. Segundo esse autor:

Vocalidade é a historicidade de uma voz: se uso. Uma longa tradição de pensamento,é verdade, considera e valoriza a voz como portadora da linguagem, ja que na voz e pela voz se articulam as sonoridades significativas (1993, p.21)

Nessa perspectiva, aparece a distinção de Bajar (1999) sobre oralizar e dizer. Para este autor oralizar é uma atividade de identificação das palavras através da voz; dizer é uma terminologia empregada a atividade de comunicação vocal de um texto preexistente. Dessa maneira, o texto escrito se torna um novo texgto, multicodificado com a música da voz. (BAJAR, 1999, p. 111).

São elas:


 
Gêneros orais e escritos, de Joaquim Dolz e Bernard Schneuwly;



Escritura e nomadismo, de Paul Zumthor;



A letra e a voz, de Paul Zumthor;



Oralidade e cultura escrita, de Walter Ong;



Cultura escrita e Oralidade, de David Olson;



Ler e dizer, de Elie Bajar.







segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A ESCRITA COMO ATIVIDADE LEIGA


Discute-se que a nossa cultura é fundamentalmente de escrita e, portanto, têm havido estudos significativos sobre a presença desta tecnologia no processo educacional e formativo de todos. Desse ponto, de vista Ivan Illich, apresentou seu apelo à pequisa em cultura escrita a partir da compreensão de que há uma escrita leiga em nossa sociedade e, por isso, é constituida a partir do pensamento de que tudo na sociedade é possivel de ser reconhecido através de discurso que podem ser fixados no tempo e espaço da enunciação, podendo a esperiência desse procedimento descritiva.
Assim sendo, este espaço busca compreender as travessias que a escrita fez ao longo de sua história e fixação no inconsciente coletivo como tecnologia intelectual capaz de ancorar e decupar mensagens em variados níveis sociais e políticos.

sábado, 2 de outubro de 2010

DESCULPAS NOSSAS DE CADA DIA

O que seria de nós, pobres e incopetentes humanos que arranjamos subterfúgios para não assumirmos nossas fraquezas e preguiças, se não fossem os virus de computador? Pois, bem é com essa imagem que provoco as nossas imcopletudes diante de nossas realidades. Com a palavra o leitor!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BRANCAS NOITES

Agora estou em meio as minhas brancas noites
e nelas imagens daquele querer em loucas
e perigosas horas fizeram de ti...

domingo, 26 de setembro de 2010

Caminhar à luz da lua é vivenciar lucidez
da existência humana...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

VOCÊ POR UM INSTANTE

A vida é uma constante loucura
e nela se vivem as mais imprudentes
e deliciosas insanidades.

Nessa loucura queria ter você
nem que fosse por uma única vez
e tudo seria eterno...

Só de fechar os olhos sinto teu toque,
tua respiração em ritmo ofegante
misturada com a minha.

domingo, 12 de setembro de 2010

SIMPLESMENTE FICOU

A boca a degustar o sabor do seu corpo
Que, em assalto foi roubado furtivamente,
aumentando o desejo de querer
nem que seja por um insante mais;

No inconsciente o desenho escultural
de seu Ser sendo desnudado na fúria
de mãos incontroláveis, passeando
nas curvas delineadas pela nudez inesperada.

Nas lembranças os momentos não vividos,
mas queridos com muita euforia.
Quiça o tempo reconsidere e...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ESPECIALIZAÇÃO EM METODOLOGIA DE ENSINO EM LINGUA PORTUGUESA



O Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias da Universidade do Estado da Bahia, Campus XVI – Irecê-BA, abre inscrições para o curso de especialização – lato sensu – em Metodologia de Ensino em Língua Portuguesa e das Literaturas será presencial com 465h, em 12 meses com encontros a cada quinze dias. A autoria do projeto é professor Robério Pereira Barreto e da Professora Marcia Lanza, a qual coordenará as atividades do curso. O quadro do professores é composto por mestres e doutores, ambos da Uneb. As inscrições para o curso poderá ser realizadas na sede do Campus, no período de 01 a 30 de setembro, no valor de R$100,00 (cem reais) e a mensalidade será de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) e tem como público alvo portadores de diploma nível superior em Letras ou áreas afins.
Maiores informações poderão ser obtidas pelos telefones (74)3541-4532/8108/3503 -Ramal 36 com o servidor Dan Silva.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O RECONHECIMENTO DE SI NA ESCRITA NO WEBLOG

É interessante observar que na conversação escrita praticada no ciberespaço, mais precisamente no weblog, objeto de nossa pesquisa, as leis da linguagem e discurso tendem a ser criadas e respeitadas pelos cibernautas a tal ponto que se criou uma “ética” lingüístico-discursiva primordial para sua realização no espaço virutal da escrita.
Essa escrita normalmente se articula em torno das necessidades de comunicação entre os interagentes da comunicação virtual. A exemplo temos osblogueiros que realizam suas comunicação visando encontrar intelocutores que os reconheçam na mesma perspectiva de si, isto é, haverá sempre alguém disposto a reconhecer e legitimar tanto a produção de linguagem quanto a sua semântica. Isso se transforma naquilo que se convencionalizou social e virtualmente compreender que "“as leis tendem a ser respeitadas se os indivíduos que as acatam tiveram a liberdade necessária para poderem reconhecer-se como inventora na sua construção e na sua difusão”. (ZUIN, 2008, p. 21).
Nesse movimento e raciocínio a criações de linguagem no ciberespaço pode ser compreendidos a partir dos imperativos lingüístico-discursivos universalizados e legitimados no contrato discursivo firmado pelos participantes de cibercomunidades.
A esse respeito pode-se que a realização desse processo ocorre de maneira livre, isto é, os cibernautas ousam e vão além dos princípios uso da língua(gem) estabelecidos pela escola e a sociedade da escrita formal. Por esse ato tenciona o saber instituído pelo uso “formal” da tecnologia intelectual escrita usada no suporte material papel, na produção de linguagem usando a escrita como tecnologia intelectual no suporte digital, chat e weblog.
Esse aspecto educativo-linguistico da contemporaneidade precisa ser, a nosso ver, atribuído ao papel da escola a qual deve explorar com toda a seriedade os limiares possíveis existentes entre o uso e reconhecimento da produção de linguagem através da escrita no fazer comunicativo da sala de aula, bem como da escrita como tecnologia intelectual presente nas relações sociais dos cibernautas.
É nessa expectativa que a análise da linguagem realizada pelos cibernautas no Território de Identidade de Irecê se pauta, ou seja, é na compreensão da alteridade discursiva entre significante e significado das expressões e palavras postadas e ditas tanto no chat quanto no weblog que consagram o desejo de ser daqueles que constrói argumentos para se expressarem e serem reconhecidos a partir de seus lugares de fala e de escuta.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

WEBLOG: COMUNICAÇÃO, DIALOGISMO E FORMAÇÃO CONTINUADA

O weblog em sendo uma tecnologia intelectual em que todos podem dialogar de maneira assíncrona, certamente, possibilita aprendizagens continuadas e, assim, poderá servir de meio pelo qual todos passam a pertencer a determinados contextos socioculturais e assim produzir e socializar conhecimentos.

    Nesse contexto, diz-se que a relação dialógica entre enunciados – post e comentários – , mesmo os que estão separados no tempo, é que permite fazer uma interlocução com Bakhtin para dar suporte as formas de relação como os ambientes virtuais recentes, como é o caso dos weblogs.

    Quando se escreve um post, automaticamente se pensa no superdestinatário que, segundo Bakhtin é aquele que interage responsivamente com o autor. Isso produz uma reação em cadeia, de maneira que, na maioria das vezes se constrói uma rede de aprendizagem. Por outro lado, essa ação promove "primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação" (BAKHTIN, 2000, p. 376). "Cooperação que parte do reconhecimento da existência de zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação." (GUTIERREZ, 2005, p.12).

    Ao se considerar o post como uma produção textual de sentido completo, busca-se assim compreender Bakhtin (2000) entende que cada enunciado é em si mesmo completo e irreproduzível. O simples repetir já muda o sentido do que foi repetido. Um enunciado é sempre inédito, embora criado sobre algo de antemão dado, um sentimento, uma visão de mundo: "o objeto vai edificando-se durante o processo criador" (BAKHTIN, 2000, p.349).

    Assim, weblog edifica-se como espaço de formação continuada em rede, visto que a maioria dos enunciados postados possibilita a interação entre os sujeitos – autor e leitor – que ao fazer seus comentários esclarecem e até desconstroem sentidos até então considerados válidos.


 

Num blog, cada post, é um enunciado completo, aberto para comentários e que, assim, engendra uma relação dialógica com outros enunciados. Cada post ou comentário é um enunciado novo, irreproduzível, que vai além de refletir algo dado e externo. O aspecto público de um post é uma condição que não apenas permite, mas que propõe o diálogo. (GUTIERREZ, 2005, p.12).

    

    É interessante que se compreenda que no weblog os textos são publicizados de maneira a permitir que o leitor interatue. Com isso, assume lugar de autoria ao colocar publicamente suas compreensões da discussão proposta no e pelo post. Logo, Um post está, deste modo, sempre aberto às novas vozes que se somam ao diálogo e compõem polifonicamente outros textos, posts, comentários num diálogo que não se fecha, sentido sempre inacabado. Pondera (GUTIERREZ, 2005, p.13).

    Nesta perspectiva, estabelece-se o dialogismo entre os cibernautas que, por meio de uma ação individual, promove o diálogo e o acesso à formação continuada e em rede, pois cada um que participa com comentários vai construindo e entrelaçando visões diferenciadas sobre o objeto.

    Assim sendo, atuar no weblog tanto por meio de post quanto através de comentários, conforme propõem Bakhtin (2000, p. 352), é "tornar se parte integrante do enunciado do texto [...]", e, por sua vez um enunciado considerado em sua relação com a realidade, com o sujeito real e com outros enunciados, torna-se uma ação dialógica.

    Por fim, há na produção publicada no weblog o que Bakhtin denominou de relação dialógica entre enunciados, mesmo os que estão separados no tempo, suportam as relações e estabelecem sentidos entre si. Então, quando escreve e/ou se ler um post e se compreende, automaticamente vira se parte deste texto, passando a compor o "terceiro num diálogo [...]" (BAKHTIN, 2000, p. 355), o superdestinatário que interage responsivamente por meio dos comentários ou de outros posts interlinkados. O comentário num post pode possibilitar "primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação" (BAKHTIN, 2000, p. 376).

    Para Gutierrez, (2005) a cooperação existente entre os cibernautas que participam da blogosfera partem do reconhecimento de que há "zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação." (GUTIERREZ, 2005, p.14).

    Diante desse quadro, pode-se inferir que no weblog está a potência e a possibilidade de se vivenciar atos de comunicação que, levando ao dialogismo que reconhece os sujeitos como participe da produção e socialização do conhecimento, certamente, promovem a formação continuada entre aqueles que estão abertos a desconstrução e, consequentemente, a reformulação de novos pensamentos.


 

Bibliografias consultadas.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GUTIERREZ, Suzana. Distribuição de Conteúdos e Aprendizagem On-line. Revista Novas Tecnologias na Educação - Renote Porto Alegre: CINTED-UFRGS, v. 2, n. 2, nov. 2004 . Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/nov2004/artigos/a6_distribuicao_conteudos.pdf, acesso em 20 mar 2005.

GUTIERREZ, Suzana. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 233p.

GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. In. Novas Tecnologias CINTED-UFRGS na Educação, 2005.


 

sábado, 21 de agosto de 2010

PALESTRAS REALIZADA NA ESCOLA CLARICE GAMA, EM SÃO GABRIEL-BA

ADOLESCENTES, REDES SOCIAIS E INTERAÇÕES EM AMBIENTES DIGITAIS



Robério Pereira Barreto



Esta palestra intui discutir por meio de dados de pesquisa realizada em escolas de Irecê –Ba, o modo como os adolescentes se relacionam na redes sociais da Internet. Faz parte da pesquisa discutida em dissertação de Mestrado: Tecnologias intelectuais chat e weblog: modus de produção de linguagem na web (2009-2010) no Programa de Mestrado em Educação e Contemporaneidade da PPGEduc – da Universidade do Estado da Bahia, Campus I – Salvador – BA, quando se debateu questões relacionadas à forma como os cibernautas do Território de Irecê – BA, a partir das lan houses produziam seus relacionamentos e interagiam por meio de uma linguagem própria, especialmente desenvolvida para tal processo comunicacional, o internetês.

Esta exposição esta dividida em dois momentos que os considero a didatização da palestra. No primeiro faz-se a exposição teórica que sustenta a falas, em seguida, far-se-á a exposição dos dados quantitativos e qualitativos coletados durante a pesquisa a campo.

Por um lado, apresentar-se-á em justaposição a discussão de Recuero (2008) sobre as redes sociais na Internet, livro homônimo, tendo-o como ponto de ancoragem teórica. Por outro lado, far-se-a uma interlocução com Bakhtin (1981) no sentido de explicitar o contexto e o conceito de interação verbal em que se promove a comunicação via redes sociais na web. Ainda na conjuntura da interação se partilha do pensamento de Primo (2007), sobre a interação mediada por computador, visando com isso, situar os processos de criação e socialização de capital social e cultural via redes sociais Que, neste caso, especificamente trata-se da interação feita através dos comentários realizados em weblog, post no Twitter, Folotolog, etc.

Nesses lócus, a possibilidade de situar e evidenciar os conceitos de interação socio-verbal e, por consequência o modus de produção de linguagem dos cibernautas interagentes.

Atesta-se que as tecnologias intelectuais suportadas pela web ocupam e promovem dinâmicas e constantes mudanças na sociedade de vida social intensa, tendo nas redes sociais o meio de se produzir linguagem de acordo com o cotidiano da comunidade.

De acordo com Fragoso (2008)

a natureza , motivos, prováveis e possíveis desdobramentos dessa alterações, por sua vez, são extremamente complexos, e a velocidade do processo tem sido estonteante. (...) é difícil resistir à tentação do determinismo tecnológico, que traduz em respostas encantadoramente simples a máxima de que a tecnologia define a sociedade. (FRAGOSO, 2008, apud RECUERO, 2008, p. 12).

Para Recuero (2008) as redes sociais por se constituírem em complexos interacionais apoiadas em tecnologias digitais de comunicação fazem com que os agrupamentos humanos na web se encontrem e revelem suas formas de comportamentos pessoais. “When a computer network connects people and organization it is a social network ” (GARTON, HAYTHORNTHWAITE e WELLMAN, 1997, p. 1).

Diante dessas questões, se prioriza as redes sociais da web, Weblog por se compreender que há nessa tecnologia intelectual um modus de produção de linguagem, por meio da qual a conexão e a interação entre os cibernautas se completam e solidificam.

Essas relações em rede sociais ocorrem devido ao acordo estabelecido entre os participantes das comunidades que, falando um mesmo código e partilhando o capital social nela existente edificam a interação social.

Essas interações, na Internet, são percebidas graças à possibilidade de se manter os rastros sociais dos indivíduos, que permanecem ali. Um comentário em um weblog, por exemplo, permanece ali até que alguém o delete ou o e weblog saia do air (sic). Assim acontece com a maior parte das interações na mediação do computador. Essa interações são, de certo modo, fadadas a permanecer no ciberespaço, permitindo ao pesquisador percepção das trocas sociais mesmo distante, no tempo e no espaço, de onde foram realizadas. (RECUERO, 2008, p. 30).

Na realidade, o modus de produção de linguagem no âmbito das tecnologias intelectuais, com destaque para o weblog, baseia-se, sobretudo no principio da interação social em que, segundo Bakhtin (1981) há um Eu e Outro que compartilham ações de linguagem e capital social no ato de interação via Weblog.

Recuero (2008) ao tratar da questão da interação nas redes sociais, enfatiza o conceito de interação de Parsons e Shill (1975) “compreende sempre o alter e o ego como elementos fundamentais, onde um constitui-se em elementos de orientação para o outro. A ação de um depende da reação do outro, e há orientação com relação às expectativas.” (RECUERO, 2008, p. 31).

Isto leva à inferência de que cibernautas ao se constituírem como atores sociais na rede, buscam em suas ações de linguagem e comunicação a reciprocidade, esta por sua vez pode acontece instantaneamente como também podem acontecer a posteriori, visto que os comentários dos post de weblog normalmente correm por meio de assincronias.

Nicolelis (2009) mostra esta questão de maneira interessante no livro O blog da família, quando o seu protagonista Pirata relata as vivências da família por meio de posts na web. Consequentemente, cada post é avaliado pelo weblogleitores que, interagindo assicronicamente com ele, deixam suas impressões, inclusive duvidam de seu perfil a partir das marcas estilísticas no modo de narrar os fatos de sua casa.

Deise, de Florianópolis (SC): qual é, cara? Pelo seu jetio de escrever, vc já é meio grandinho pra usar o nickname Pirata, não ? Tô achando tb que essa sua família é de mentirinha. Deixa de embromação, mane. De qquer forma, confesso q me diveri muito.

De Pirata para Deise: Qual é sua, Deusa? Já chega chutando o balde? Logo vc vai saber p q esse nickname. Vc é uma gatinha de garras mto afiadas, sabia? Um beijo e continue acessando o blog. Vem coisa quente por ai.

Apresenta-se nessa interlocução a ideia de que “A interação, é, portanto, aquela ação que tem um reflexo comunicativo entre individuo e seus pares como reflexo social” (RECUERO, 2008, p. 31).

A palavra dirige-se a um interlocutor: ela é função da pessoa desse interlocutor: variará se se tratar de uma pessoa do mesmo grupo social ou não, se esta for inferior ou superior na hierarquia social, se estiver ligada ao locutor por laços sociais mais ou menos estreitos (pai, mãe, marido, etc.). (BAKHTIN, 1981, p.112)

A noção de interação verbal via discurso realizado no weblog é gerada pelo efeito de sentidos originado pela sequência verbal, pela situação, pelo contexto histórico-social, pelas condições de produção e também pelos papéis sociais desempenhados pelos interlocutores. Ou seja, além dos aspectos linguísticos as condições de produção do discurso são definitivas para compô-lo.

Assim sendo, é importante entender que no decorrer da interlocução mediada pelas tecnologias digitais se vai além das mediações tradicionais, isto é, buscas mais que apenas escutar e falar deseja-se relações e trocas de capital social e simbólico oferecido pelas tecnologias intelectuais: Weblog, Orkut, etc.

Baudrillard (1991) sugere que este tipo de comportamento nos processos de interação socio-verbal nas redes sociais pode ser acompanhado de ações dissimulatórias nas quais as identidades são protegidas através de nicknames, conforme sugere o diálogo acima citado, no qual se suspeita da real idade do enunciador. Deste modo, “dissimular é fingir não ter o que se tem. Simular é fingir ter o que não se tem. O primeiro refere-se a uma presença, o segundo a uma ausência.” (BAUDRILLARD, 1981, p. 9).

Nesse contexto, Thompson (1988) informa que as tecnologias intelectuais suportadas na Internet, passaram a oferecer maneiras diferenciadas de ação e interação socio-verbal, bem como novos tipos de relacionamentos sociais. Logo, proporciona aos interagentes situações interativas além das fronteiras físicas da interação tradicional.

Para Bakhtin (1981) a linguagem é interação social. O sujeito, ao falar ou escrever, deixa em seu texto marcas profundas de sua sociedade, seu núcleo familiar, suas experiências, além de pressuposições sobre o que o interlocutor gostaria ou não de ouvir ou ler, tendo em vista também seu contexto social.

No movimento de interação social os sujeitos constituem os seus discursos por meio das palavras alheias de outros sujeitos (e não da língua, isto é, já ideologizadas), as quais ganham significação no seu discurso interior e, ao mesmo tempo, geram as réplicas ao dizer do outro, que por sua vez vão mobilizar o discurso desse outro, e assim por diante.

“(...) ela é função da pessoa desse interlocutor: variará se se tratar de uma pessoa do mesmo grupo social ou não, se esta for inferior ou superior na hierarquia social, se estiver ligada ao locutor por laços sociais mais ou menos estreitos (pai, mãe, marido, etc.). (BAKHTIN, 1981, p.112)

A noção de interação verbal via discurso realizado no weblog é gerada pelo efeito de sentidos originado pela sequência verbal, pela situação, pelo contexto histórico-social, pelas condições de produção e também pelos papéis sociais desempenhados pelos interlocutores. Ou seja, além dos aspectos linguísticos as condições de produção do discurso são definitivas para compô-lo.

O papel pedagógico das redes sociais na escola contemporânea caracteriza-se, pois, a sociedade contemporânea a partir da compreensão de que se está vivendo num acelerado processo de desenvolvimento tecnológico e científico no qual cada vez mais há substituição do fazer humano pela máquina da informação e, sobretudo, no campo educacional.

Nesse sentido, vale ressaltar que a forte presença das tecnologias intelectuais – Orkut, Facebook, Twitte e Weblog nos espaços escolares seja através de inforcentros, ou fora dele, lan houses há crescente descompasso no processo de ensino no universo das escolas públicas de maneira que se reconhece a importância de uma formação voltada para o uso didático e pedagógico dos meios digitais de comunicação social no sistema educacional.

Em verdade esses meios digitais estão disseminando novas ideias, hábitos, juízos éticos e, sobremodo, estéticos relacionados aos conhecimentos disponíveis na web. Portanto, interessa nesse caso, oferecer uma possibilidade de formação articulada com esses novos desafios para se enfrentar a nova educação escolar que se instaura nesse panorama em que o virtual cada vez mais é potencializado pela linguagem e imagem da mídia digital.

(...) os desafios que enfrenta a educação escola nesse cenário de intenso desenvolvimento da mídia imagético-eletrônico. Está implícita nessa problematização que a escola não está imune às diversas mudanças sociais. Essas mudanças são provocadas pela nova ordem social e econômica pela qual passa o país (Grifo meu) e ascende à instituição escolar e, ao mesmo tempo, são, de alguma maneira, tocadas por ela. (LOUREIRO, 2003, p. 11).

Dessa maneira surge uma nova perspectiva de pensar a escola e a formação dos profissionais da educação para atuarem de maneira significativa nos espaços onde a tecnologia da informação e comunicação – TICs e as redes sociais se intensificam como presença potencial de aquisição de conhecimento. Por outro lado, a ação pedagógica ora suscitada por essa nova atividade educativa, reclama por formações nessa direção, ou seja, o estado precisa avançar rapidamente nessa direção e criar mecanismos pedagógicos que assegure a formação continuada dos profissionais da educação, visando um processo de formação, que impliquem escolhas valores e convenções éticas e concepção de homem e mundo contemporâneos.

Na sociedade contemporânea, vem se acentuando o domínio pedagógico dos meios de comunicação e das tecnologias intelectuais atreladas às internet ligada à escola cada vez mais midiatizada. “A mídia concretiza práticas pedagógicas à medida que se ocupa, intencionalmente, da transmissão e assimilação de sensibilidades e saberes hegemonicamente vinculados ao consumo. (LOREIRO, 2003, p. 13).

Nessa perspectiva, a educação na contemporaneidade deve seguir ao princípio de que “o saber muda de estatuto ao mesmo tempo em que as sociedades entram na idade pós-industrial e a cultura na idade pós-moderna” (LYOTARD, 2000, p. xv). Não há dúvida de que a educação está sendo levada a incorporar elementos da contemporaneidade, posto que as mudanças tecnológicas, culturais, políticas e econômicas, na maioria das vezes sintetizadas no surgimento de uma forma sócio-educacional pautada na velocidade da informação e criação instantânea de conhecimentos.



Bibliografias consultadas

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GUTIERREZ, Suzana. Distribuição de Conteúdos e Aprendizagem On-line. Revista Novas Tecnologias na Educação - Renote Porto Alegre: CINTED-UFRGS, v. 2, n. 2, nov. 2004 . Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/nov2004/artigos/a6_distribuicao_conteudos.pdf, acesso em 20 mar 2005.

GUTIERREZ, Suzana. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 233p.

GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. In. Novas Tecnologias CINTED-UFRGS na Educação, 2005.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.

Núcleo de Estudos Linguagens e Tecnologias – NULTEC – iniciará suas atividades com reuniões quinzenais, a partir de 26 de agosto de 2010, das 17 às 19 horas, a serem realizadas no DCHT – Campus XVI Irecê – e tem como objetivo a construção de um espaço de discussão teórico-metodológica que auxilie a professores do ensino básico ao ensino superior, bem como a estudantes dos mesmos nível de ensino a compreenderem a importância que têm as linguagens e as tecnologias digitais no cotidiano da escola e do mundo da vida de todos envolvidos na educação; se aproveite ao máximo o potencial destas recursos para se fazer construções e encaminhamentos que ampliem o modo de aprender e ensinar de todos, através das potencialidades das tecnologias digitais, intelectuais e de comunicação aplicadas à educação. Conforme tabela abaixo:




CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:

Data/horário Ações Recursos

26/08/10 Apresentação do projeto e direcionamentos de ações Datashow, internet

16/09/10 Estudo sobre usos das redes sociais como potencialidades de escrita em sala de aula Datashow, internet e texto

30/09/10 Aspectos da pesquisa em redes sociais na internet Datashow, internet e texto

14/10/10 Capital social, individual e filiação nas redes sociais Datashow, internet e texto

28/10/10 Comunidades virtuais: da escrita ao encontro de si Datashow, internet e texto

4/11/10 Tecnologias na educação: uma travessia a ser feita Datashow, internet e texto

28/11/10 O professor analógico, aluno digital novo dilema da educação na contemporaneidade Datashow, internet e texto



Atenciosamente,



Robério Pereira Barreto

Coordenador do NULTEC

domingo, 15 de agosto de 2010

REDES SOCIAIS: PARA ALÉM DO VIRTUAL

Sabe-se que a comunicação mediada por computador tem possibilitado travessias importantes na vida social contemporanea. Nessa concepção está a ideia de que todos os meios de interação social levam ao encontro fisico dos sujeitos. Então, a Internet e suas ferramentas de comunicação acabam por possibilitar aos individuos sessões de conversação que os rementem à vivências no mundo real.
Os indivíduos sempre se corresponderam a distância - lembrem-se pois, dos namorados via carta postal - estes acabavam em contatos físicos. Embora, a imaginação quando do ato interacional leva a construção de perfis que, às vezes, na realidade eram contestados.
De qualquer modo, as redes socias na internet tem conduzido para além do virtual. Seja por meio de ações isoladas ou até mesmo por comunidades que acerca de uma causa comum acabam se encontrando no mundo real e, por consequência, agem socialmente em busca da melhorias para a sociedade.
Diante disso, apresenta-se nesse ensaio uma possibilidade para  reflexão sobre a simplificação que está sendo dada a interação via redes sociais, isto é, crer-se na maioria das vezes que os indivíduos que inteagem na web, apenas se mantêm escondidos por atrás de um perfil ou nickname.  

domingo, 8 de agosto de 2010

ESCREVER PARA DISCIPLINAR AS INVENÇÕES DO PENSAMENTO

Escrever deveria ser o verbo mais praticado por todos. Quando se diz escrever é no sentido de se produzir textos que expressem pensamentos em que todos possam partilhar. Embora se saiba que a escrita é limitadora dos sujeitos, sobretudo, em se tratando de uma cultura de oralidade como a nossa.
Os mais sagazes afirmam que a escrita faz parte de sociedades civilizadas, de modo que à medida em que a sociedades se inscrevem no mundo da escrita, mais civilizada e promissora se torna. Para essa defesa há que se lembra de uma coisa: esta pratica esta vinculada aos contratos sociais estabelecidos pelo modernidade, na qual o homem perdeu credibilidade para sua palavra dita (oral), tendo que se registrada via escrita para garantir seu resultado.
Por outro lado, a escrever passou a ser confundida com fazer literatura à maneira dos grupos sociais estabelecidos pelo dominio do código escrito e, também pela meios de divulgação dessa produção de pensamento.
Henry Miller disse: "Rimbaud reduziu a literatura à vida; eu me esforcei para pôr a vida na literatura" Nessa ótica, pode-se dizer que a cada texto produzido o autor de inventa, pois busca em cada ação mostrar sua capacidade de controlar o turbilhão de ideias que podem ser transpostas ao suporte de divulgação - papel, computador, internet, etc. de maneira que não se confunda fatos com palavra. Escrever se faz com palavras e não com fatos. Isso significa que para escrever não precisa ter uma vida cheia de peripécias e aventuras palpitantes, basta ter o dominio e a técnica para escolher as palavras para espressar seus pensamentos.
Nesse sentido é interessante perceber que a internet por meio das redes sociais, especialmente, no weblog tem proporcionado aos sujeitos espaços de produção escrita que determinam de certa maneira a disciplinarização dos atos de escrita.
Isso pode ser entendido como uma possibilidade melancolica ou estérica da manipulação da realidade que cada um cria para si. No weblog há constantemente a reinvenção do escritor na medida em que ele se apresenta através dos vários gêneros textais possíveis de expressar determinados pesamentos.
Para concluir essa defesa, falo por mim, cada texto aqui postado é um dos milhares de escritores que há em minha mente.