segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O RECONHECIMENTO DE SI NA ESCRITA NO WEBLOG

É interessante observar que na conversação escrita praticada no ciberespaço, mais precisamente no weblog, objeto de nossa pesquisa, as leis da linguagem e discurso tendem a ser criadas e respeitadas pelos cibernautas a tal ponto que se criou uma “ética” lingüístico-discursiva primordial para sua realização no espaço virutal da escrita.
Essa escrita normalmente se articula em torno das necessidades de comunicação entre os interagentes da comunicação virtual. A exemplo temos osblogueiros que realizam suas comunicação visando encontrar intelocutores que os reconheçam na mesma perspectiva de si, isto é, haverá sempre alguém disposto a reconhecer e legitimar tanto a produção de linguagem quanto a sua semântica. Isso se transforma naquilo que se convencionalizou social e virtualmente compreender que "“as leis tendem a ser respeitadas se os indivíduos que as acatam tiveram a liberdade necessária para poderem reconhecer-se como inventora na sua construção e na sua difusão”. (ZUIN, 2008, p. 21).
Nesse movimento e raciocínio a criações de linguagem no ciberespaço pode ser compreendidos a partir dos imperativos lingüístico-discursivos universalizados e legitimados no contrato discursivo firmado pelos participantes de cibercomunidades.
A esse respeito pode-se que a realização desse processo ocorre de maneira livre, isto é, os cibernautas ousam e vão além dos princípios uso da língua(gem) estabelecidos pela escola e a sociedade da escrita formal. Por esse ato tenciona o saber instituído pelo uso “formal” da tecnologia intelectual escrita usada no suporte material papel, na produção de linguagem usando a escrita como tecnologia intelectual no suporte digital, chat e weblog.
Esse aspecto educativo-linguistico da contemporaneidade precisa ser, a nosso ver, atribuído ao papel da escola a qual deve explorar com toda a seriedade os limiares possíveis existentes entre o uso e reconhecimento da produção de linguagem através da escrita no fazer comunicativo da sala de aula, bem como da escrita como tecnologia intelectual presente nas relações sociais dos cibernautas.
É nessa expectativa que a análise da linguagem realizada pelos cibernautas no Território de Identidade de Irecê se pauta, ou seja, é na compreensão da alteridade discursiva entre significante e significado das expressões e palavras postadas e ditas tanto no chat quanto no weblog que consagram o desejo de ser daqueles que constrói argumentos para se expressarem e serem reconhecidos a partir de seus lugares de fala e de escuta.

2 comentários:

Milton Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Milton Cardoso disse...

O texto lembra-me um pequeno artigo escrito por uma estudante de Filosofia, no qual ela compara os usuários do Messenger que conversam em offine com os sofistas gregos. Embora pareça um tanto duvidoso o paralelo, a tese se sustenta com maestria, embora a autora pareça ignorar que o Messenger esteja cedendo espaço para outra formas de comunicação cibernéticas.