sexta-feira, 7 de julho de 2017

RESENHA À OBRA DE O AR QUE ME INSPIRO, DE RISONETE LIMA DE ALMEIDA

PARTÍCULAS DE AR-POESIA EM SUSPENSÃO: INSPIRAMO-NAS!

Partículas de poesia suspensas no ar inspiram e oxigenam a nossa alma de leitores asfixiados pela poluição do mundo. O ar em que me inspiro, de Risonete Lima de Almeida (2017), é uma porção de fragrâncias sensíveis de amor, de vida e de paixão pela palavra poética. A cada poema lido neste livro sorvermos aromas inebriantes à alma, fazendo-a transluzir nas semioses do néctar primordial da palavra; há sensibilidade leve e densa tais partículas de ar suspensas às asas da imaginação do dizer poético da obra. O ar que inspira Riso a condensar-se em almas e sonhos, através da pulsão e do silêncio, revela o poder que os sentimentos têm ao ebolirem na fervura transbordante dos amores inspiradores do fazer poético.
A obra poética O ar em que me inspiro pode ser sorvido em porções, uma vez que Risonete distribui desde a capa até à última página, de maneira artística os movimentos em partículas de seus sentimentos, as quais preenchem os vazios presentes em nossos corações com o oxigênio presente na euforia do vento ao flertar insistentemente a porta. “lá estava ele mais uma vez... chegou atrevido, barulhento, espaçoso [...] dono do pedaço” (ALMEIDA, 2017, p. 24).
Riso nos oferece em “relógio de pulso” p. 69, o oxigênio primordial à vida; reviver as memórias de infância: “só quem na infância usou uma caneta para desenhar o seu relógio de pulso/ E acreditou que ali estava um relógio de ouro/Só quem colocou no ouvido para escutar o tic tac/só quem insistiu em se orientar pelas horas desenhadas reconhece o valor do senhor tempo e das pequenas conquistas que aos poucos se revelam grandes”. (ALMEIDA, 2017, p. 69).
Após sorver todos esses fragmentos de ar-poesia espalhados por Riso na atmosfera do livro, sinto o pulsar dos pulmões distribuindo ao coração quantidades sensíveis de oxigênio-poesia. Isso me mantem vivo e querendo respirar mais ar poético advindo do manancial de palavras sensível de Risonete Lima de Almeida. Portanto, recomendo aqueles que estão com alma e corações carregados de gás carbônico inspirar as partículas de ar inspiradoras de amor e sensibilidade armazenadas em O ar em que me inspiro.
ALMEIDA, Risonete Lima de. Poesias: o ar que me inspiro. Salvador, Hetera, 2017.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

RESENHA DA AR EM QUE ME INSPIRO

PARTÍCULAS DE AR-POESIA EM SUSPENSÃO: INSPIRAMO-NAS!
Robério Pereira Barreto[1]
Partículas de poesia suspensas no ar inspiram e oxigena a alma nossa alma de leitores asfixiados pela poluição do mundo. O ar em que me inspiro, de Risonete Lima de Almeida (2017), é uma porção de fragrâncias sensíveis de amor, de vida e de paixão pela palavra poética. A cada poema lido neste livro sorvermos aromas inebriantes á alma, fazendo-a transluzir nas semioses do néctar primordial da palavra; a sensibilidade leve e densa tal partículas de ar suspensas às asas da imaginação do dizer poético da obra. O ar que inspira Riso a condensar-se em almas e sonhos através da pulsão e do silêncio, revela o poder que os sentimentos têm ao ebolirem na fervura transbordante dos amores inspiradores do fazer poético.
            A obra poética O ar em que me inspiro pode ser sorvido em porções, uma vez que Risonete distribui desde a capa até à última página, de maneira artística os movimentos em partículas de seus sentimentos, as quais preenchem os vazios presentes em nossos corações com o oxigênio presente na euforia do vento ao flertar insistentemente a porta. “lá estava ele mais uma vez... chegou atrevido, barulhento, espaçoso [...] dono do pedaço” (ALMEIDA, 2017, p. 24).
            Riso nos oferece em “relógio de pulso” p. 69, o oxigênio primordial à vida; reviver as memórias de infância: “só quem na infância usou uma caneta para desenhar o seu relógio de pulso/ E acreditou que ali estava um relógio de ouro/Só quem colocou no ouvido para escutar o tic tac/só quem insistiu em se orientar pelas horas desenhadas reconhece o valor do senhor tempo e das pequenas conquistas que aos poucos se revelam grandes”. (ALMEIDA, 2017, p. 69).
            Após sorver todos esses fragmentos de ar-poesia espalhados por Riso na atmosfera do livro, sinto o pulsar dos pulmões distribuindo ao coração quantidades sensíveis de oxigênio-poesia. Isso me mantem vivo e querendo respirar mais ar poético advindo do manancial de palavras sensível de Risonete Lima de Almeida. Portanto, recomendo aqueles que estão com alma e corações carregados de gás carbônico inspirar as partículas de ar inspiradoras de amor e sensibilidade armazenadas em O ar em que me inspiro.

ALMEIDA, Risonete Lima de. Poesias: o ar que me inspiro. Salvador, Hetera, 2017.



[1] Professor Adjunto do Colegiado de Letras Espanhol da Uneb – Campus V – Santo Antônio de Jesus - BA