quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ATIVIDADE DE CONSTRUÇÃO E USO DE GÊNEROS TEXTUAIS EM REDE

EM (CANTOS)

Robério Pereira Barreto

A noite andando com passos lentos parecia denunciar o que veria acontecer. Na penumbra, corpos desenhados à mão da sombra se expunham esculpidos em molduras dos feixes de luz que passeavam entre prédios.
Perambulando a esmo, os pensamentos iam e vinham ao encontro do passado vivido numa cidade do interior, onde a praça era local de encontros à luz da lua cheia. Ali se vivi as historias de um futuro que para poucos chegaria; conhecer e viver na cidade grande seriam a realização do sonho de infância.
Hoje, à noite as sombras lhe fazem companhia e em (cantos) que jamais apareceram nas histórias de infância, lhes revelam a solidão do mundo entre escuros humanos que se revelam em cada esquina.
Prosseguir sem destino...!? Parar e contemplar as vitrines da vida é sentir-se exposto nela. Então, vagabundear pelos em (cantos) da vida às escuras e às sombras de si passou a ser o seu destino.
Aqui e ali, passado, presente e futuro se confundem e não revelam muito de escuras esquinas que ainda estão por vir. Televisores ligados por detrás de vidraças revelam em (cantos) que não sei existem ou hão de existir. O que se ver são sombras a iludir...

Irecê – BA, 29 de junho de 2010.

Considera-se que através de prática promovidas pela Internet, especialmente, no weblog o sujeito se ergue, e a partir dela se edifica no e para o mundo da linguagem e das práticas com textos orais e escrito, vindo inclusive, a se tornar parte dele. “Por intermédio do discurso escrito, oral e eletrônico, o sujeito constrói o mundo como objeto e constrói-se a si mesmo. (GREIMAS & COURTÉS, 1979, apud LOZANO, 2002, p. 100).

Pesquise e use os conceitos de conto e escrita para dar continuidade ao conto Em (Cantos), apresentado acima.



9 comentários:

diário de formação disse...

Definindo conceitos – o que é um conto?

Conto é uma narrativa curta e que se diferencia dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela sua estrutura: há poucas personagens, nunca analisadas profundamente; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; e há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge.

No conto, tempo e espaço são elementos secundários, podendo até não existir. Além disso, os próprios acontecimentos podem ser dispensáveis. Há, por exemplo, contos de Machado de Assis ou Tchekov nos quais, simplesmente, não tem nada que acontece. O essencial está no ar, na atmosfera, na forma de narrar, no estilo.
Partindo dessa ideia eu vou continuar o conto Em(cantos):
... e deformar ,o que nos parece tão distante e fora desse mundo louco nos em(cantos) onde se vive hoje, foi nestes em(cantos)sem luz que algo me chamou atenção.Ela era estudiosa e tinha uma voz ativa,parece que ela via a vida diferente de mim e fez algo extraodinário ,criou um mundo diferente daquele em que tudo era pesado e denso como se esse peso se fizesse sentir nos ombros das pessoas.
Ela montou apartir da realidade da televisão uma fábrica de sonhos, que foi um pequeno teatro dentro de um quartinho de seu lar em meio aos em(cantos)sombrios,onde as crianças e adolescentes chegavam da escola e eram iluminados pela declaração de amor de "Romeu para Julieta" ou as aventuras de "Alice no País das Maravilhas" ou ainda a apresentação da peça adaptada do livro de "Iracema",interpretados por elas mesmas ,assim estas davam asas a imagnação e conseguiam sonhar por entre espaços nunca dantes conhecidos.
Foi a partir dessa arte que pude notar que mesmo quando se vem do interior e se passa pelos mesmos abismos e escuridão dos em(cantos)da cidade grande,se pode realizar sonhos ,para que a vida fique leve,e para os tropeços do dia-a-dia e as derrotas só há esperanças de viver a vida sem se preocupar com os medos que as sombras nos impõe.

Diário de Formação (Cristiano Martins) disse...

Bem, eu estudei o conceito de conto e a partir do que aprendi, não dei continuidade ao conto Em(cantos), mas criei um outro conto.
Veja a seguir:

Gotas de Vida

Era uma tarde monótona em um pequeno vilarejo. O tempo estava seco e abafado e o sol queimava com imensa ferocidade. As pessoas que ali habitavam viviam desanimadas com o clima que deixava a terra seca e improdutiva. As plantas pareciam implorar por algo que lhes matassem a sede e os animais tentavam se refugiar no que restava da sombra de árvores mais resistentes.
Mas, esperanças surgiam ao longe daquele vasto céu azul. Eram grandes nuvens em forma de cúmulus que viam em direção do pequeno vilarejo.
O sol se esconde por entre as nuvens, nuvens essas que prometiam produzir o que há muito tempo não se via naquela região e que traria mais vida para aquele lugar.
Enquanto alguns olhavam ansiosos para o céu, outros – aqueles que têm medo de certos fenômenos naturais – olhavam com receios, porém esperançosos, pois, o que se achava estar por vir beneficiaria a todos.
As horas passam. O sol, que já não estava visível, fica mais invisível ainda quando pousa abaixo da linha do horizonte.
Segue-se a noite. Aquilo que é um dos mais belos fenômenos da natureza parece não chegar. Os habitantes do vilarejo foram dormir com receio de que aquelas nuvens vieram trazer apenas falsas expectativas, como ocorrera várias vezes.
Mas parece que aquelas nuvens queriam fazer uma surpresa para aqueles habitantes, pois, enquanto todos dormiam, caiu sobre a terra seca e plantas quase sem vida, aquilo que viria trazer a alegria de tudo e de todos.
E pela manha, quando o primeiro habitante acordou foi surpreendido com o que viu. As gotas, que escorriam pelas folhas secas das arvores, pareciam lagrimas de felicidade. Os animais se espojavam na terra molhada.
As nuvens haviam, finalmente, derramado todas aquelas gotas que eram verdadeiras gotas de vida para aquela região e pessoas que ali viviam.


Cristiano Souza Barbosa Martins

A Caminho das Letras disse...

Os sonhos, que em(cantos)esvair-se pelos anos que o tempo não trazem mais.
Passado em(cantos), presente em(prantos)e futuro em(sonhos) de flashback. Cortinas abrem-se, cenas refletem o cotidiano de humanos que em(cantos) traduzem seus mundos cinzelados de vidas entrelaçadas em(cantos) ao canto do sabiá.

Cristiano Martins disse...

Breve continuação do conto Em(cantos):

... O que se ver são sombras a iludir...



e passos a prosseguir.
Os pensamentos voltam ao passado, este, porém não volta. E esses em(cantos), que hoje são esquinas de prédios, ontem eram encontros, em(cantos) diferentes.
Certamente, esses em(cantos) de hoje será lembrado por pessoas que, contemplando as vitrines do futuro, se reportarão aos em(cantos) do passado, que hoje é presente.

SOLANGE PORTO disse...

Entre tantos rabiscos conseguir dar continuidade ao conto .
Diz-se que o conto se define pela sua pequena extensão .

O que se ver são sombras a iludir...
A modificar, descolorir os sonhos que até pouco tempo ainda movia a busca do em (cantos) que almeijava; e não sabendo que a mais bela melodia da terra sempre será o som que o coração precisa escutar naquele momento , acabara descobrindo que o caminho é iluminado pois na escuridão não poderia contemplar as sombras .

diario de dafne disse...

Continuar então sem destino em busca das ilosões que o mundo proporciona, decepcionar-se e aprender cada vez mais nos em (cantos)da vida...Nada é duradouro, o futuro é incerto e cheios de mistérios,o presente é o que vivemos agora,o passado este não volta mais,nossa infância,nossos medos de criança...Seguir então é o que resta,na expectativa de cada em (canto)que passar tenha mais esperança de dscobrir os mais belos em(cantos)da vida

diario de dafne disse...

Bem, continuei os outos contos, não sei se de maneira correta e tambem fiz outro..

Presente de Natal

Numa bela noite de natal,em que as luzes alegres saltitantes iluminavam as casas, as ruas e toda a cidade...As pessoas aguardavam anciosamente para a ceia natalina. Enquanto isso uma doce menina fazia seu pedido aos céus...Ela queria voar. voar como os pássaros, voar acima das nuvens, brincar com as estrelas, dormir nas nuvens que parecem ser feitas de algodão...A menina que era doce alegre e sonhadora e com rosto anjelical, queria simplesmente voar...Mas como isso seria possivel?
A noite estava passando devagar, enquanto todos comiam e bebiam, a menina esperava impaciente pelo seu "presente de natal".
Exatamente a meia noite, quando o relógio soou as doze badaladas, a doce menina misteriosamente voou, voou entre as luzes que intensamente brilhavam, e as estrelas dançavam no céu...A menina realizou seu maravilhoso sonho de voar...

diario de formação disse...

nos contornos das esquinas, sensações, medos e sentimentos se confundem, com buscar respostas para as coisas já vividas nos em (cantos) de cada vida.Revelam-se arrepios correndo pelo corpo, eles trazem a mente histórias de um passado já esquecidos!? Mais uma vez a vida se mostra escura e solitária diante de tanta indiferença no caminho,as indiferenças trazidas pela vida.A solidão do isolamento em meio a multidão se revela nem tão solitária.

Gal Barreto disse...

O conto precisa causar um efeito singular no leitor, muita excitação e emotividade.

Segue o meu conto.
Saudades
Que doce lembrança da infância cheia de em(cantos),risos, sonhos, fantasias onde estão? armazenados em(cantos) revestidos em capas que não permitem visualizar os seus enm (cantos);
luta, esforço,desencantos;viagem ao interior e mais profundo do eu para resgatar os em (cantos) outrora vivido.
Gal Barreto