quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SENSUALIDADES

Pulsam nossos peitos...
Encontram-se nossas bocas
E delas sussurros...

Mina suor de cútis brilhante
E lágrimas de prazer escorrem
Aos gritos entre dentes...

Erodidos nas chamas de paixão,
Nossos corpos em brasa,
Queima-nos o ego em prazer
Tal o sol bronzeia a praia
Na tarde de verão.

05 de fevereiro de 2009, 09h55min.
Robério Pereira Barreto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ENCUENTRO DE AMOR

Sus gemidos en mis oídos
Es como sentir el toque
Del rubro velludo en la alma,
Que desnuda al placer.

Sus calientes cariños
Arde me piel como
El meteoro quema
E ilumina el cielo.

Su perfume arrebata
Mis sentidos tal la mirra
Que deja en el aire el olor…

Embriagado en su silueta
Camino a quererte desnuda
En mis brazos e cama
Como fue en nuestro primero
Encuentro de amor.
.

03 de febrero de 2009, 23h26min.
Robério Pereira Barreto

DA CIBERFOBIA À DIALOGIA

Admitamos, pois, que, o significado de aprendizagem, sobremodo, da língua materna está relacionada às perspectivas com as quais o professor leva o estudante ao encontro de múltiplos textos. Com isso, revela a ele uma série de mecanismos, os quais estão ligados: imagem e texto e, às vezes, um mundo midíatico em que se misturam escritas, figuras, cores e sons, possibilitando assim interação entre o que se diz e o que se faz com a língua no cotidiano das grandes cidades.
Diante desse quadro, segundo afirma Citelli (2002:24), somente um educador com formação nos princípios dialógicos da linguagem é capaz de compreender a complexidade da língua através da mediação entre os sujeitos envolvidos, por meio da aquisição e compreensão dos textos produzidos pela sociedade. “Um professor dialógico e interacionistas olhará com permanente desconfiança o conhecimento conforme formulado pelo livro didático: o horizonte deste tipo de educador deve ser necessariamente mais amplo.”
É na observação dos sistemas midiáticos que professor se pauta ao preparar sua aula, pois seus alunos já vêm a ela com perspectivas e saberes advindos da mídia de massa. A partir daí, é que o docente oferece subsídios para que eles façam, de fato, a interação no processo de produção de sentido com a realidade lingüística em que atuam. Os sistemas multimidiáticos, calcados em formas integrativas e interativas que possibilitam ao aluno construir “programas de aulas” situará o professor noutro patamar, que poderá até ser melhor, a depender da determinação e vontade dos envolvidos. [...] Com novas linguagens, estímulos e formas de conhecimento que vivem à margem do discurso institucional escolar.” (Citelli, 2002:26-7).
É salutar lembrar que, devido às condições inadequadas proporcionadas pelo sistema ao professor, mormente as escolas das redes públicas: estadual e municipal não têm profissionais com orientação didática e pedagógica para responde a contento tal atarefa; quem sabe de nenhuma sorte, percebe que à interação através de diálogos entre as práticas educacionais levam ao conhecimento e, consequentemente, à humanização dos estudantes ao usar de forma correta os princípios da linguagem.
Para Bakhtin (1979) a linguagem não é utilizada apenas para transmitir informações, mas, para firmar interesse, estabelecer níveis de dominação, fazendo do mundo dos signos uma arena onde são travadas as mesmas batalhas encontradas no mundo dos homens. Desse modo, se têm na escola os espaços de interação e dialogismo, pois, nela se encontram várias gerações de conhecimento, tanto pessoais quando institucionais. Com efeito, a função da escola é orientar os estudantes para a produção dos sentidos e ideologias existentes no processo histórico empreendido através da língua, ou seja, é por meio da classificação de certo/errado no uso da língua que os grupos afirmam ou refutam seus princípios de dominação.
Na realidade, este procedimento se dá através de estratégias as quais têm sua base ideológica e semântica nos princípios de persuasão e sedução, segundo as quais os alunos e os leitores têm na mídia, sobremodo, na mídia imprensa e nos livros didáticos seus maiores auxiliares. Entretanto, sabe-se que, às vezes, é preciso desconfiar de tais escritos para que se possa estabelecer o grau de responsabilidade da autoria.
Para Ribeiro (2003:121) o uso da sedução como processo argumentativo na mídia é uma marca, pois, se sabe que a “imprensa tem se caracterizado por exercer grande influência sobre a sociedade.” Além é claro de ser responsável pela constituição do imaginário social, já que é por meio dela que os grandes fatos são postos em debate e que se constituem os pontos de vista. Então, é legítimo que os profissionais da linguagem compreendam que, embora haja problema na constituição – gramatical, semântica e ideológica - de determinados tipos de mídia, estes, certamente, ainda contribuem significativamente para o processo de desburocratização da aprendizagem da língua materna, uma vez que se pode traçar diálogos com várias opiniões e maneiras de usar a estrutura da língua nacional.
Hodiernamente, sabe-se que a língua portuguesa em sua forma “erudita” tem sido maltratada pelos meios de comunicação de massa, bem como pelos profissionais da linguagem. Eles são do mesmo modo vítimas, pois o sistema ao longo de décadas desvalorizou o estilo e uso linguísticos praticados pelos grandes escritores. (quantas vezes ainda ouvimos referência ao estilo Machadiano de organizar as idéias e do bom trato com a língua em seus escritos, inclusive os que saiam na imprensa). Entretanto a sociedade avançou e com isso vieram novas maneiras de expressão. Neste pacote estão os valores éticos, estéticos e ideológicos relacionados à aprendizagem da língua portuguesa que a mudaram sistematicamente. Isso com certeza moveram as bases tradicionais, as quais lutam em vão, parafraseando Drummond: “lutar com as palavras é coisa vã” para manter a tradição gramatical de meados do século passado.
Embora seja uma realidade deprimente, contudo temos que modificá-la trabalhando o idioma em sala de aula, para, no mínimo, orientar o usuário da língua no que se refere à questão dialógica que permeia a comunicação moderna. Entretanto, tal perspectiva é cheia de obstáculo; o primeiro deles está na estrutura da própria escola que não vê e, às vezes com razão, a mídia impressa como subsídio para o melhoramento da qualidade da produção lingüística do estudante, porque algumas não apresentam qualidades suficientes para isso.
Nesse plano dialógico, consoante a dificuldades normais da escola, Chiappni (2002:10) acredita que a escola tem uma parcela de culpa porque burocratiza a linguagem, desistoricizando-a e enrijecendo-a nos rituais que a faz como instituições de controle sócio-educacional. Com efeito, a democratização da escola e avanços dos MCMs[1] deveriam ter melhorado as condições de ensino, aprendizado e uso da língua, devido ao grande alcance social de suas mensagens. Entretanto, isso não ocorreu porque a maioria das instituições de MCMs tinha em suas direções e redações pessoas cujo preparo e conhecimento da língua eram medianos. Por outro lado, os ouvintes, leitores, espectadores viviam em condições piores para compreender a estrutura normativa da língua. Com isso, Viu-se nascer de maneira, quase unilateral um outro idioma, ou seja, as pessoas não deixaram de viver e comunicarem-se porque não tiveram à formação culta da língua. Ao contrário, adaptaram suas habilidades lingüísticas as realidades em atuam de forma dialógica.

[1] Meios de Comunicação de Massa

CIBERFOBIA DE PROFESSORES E O AVANÇO DA LINGUAGEM NA WEB


Amigos leitores, este texto tem como objetivo chamar atenção das pessoas que têm medo de tecnologia, sobretudo o profissionais da educação que, injustificadamente recusa trabalhar com as linguagens tecnológicas provenientes tanto da televisão quanto da internet. Por se tratar de publicação em site, dividirei esta idéia em várias partes. Caso queira lê-la a até o final; aguarde as próximas publicações.
A formação escolar do aluno, no que se refere à linguagem, tem sido alvo de grandes ataques, inclusive por parte dos professores que, às vezes, escondem-se atrás de suas fobias e dizem que os estudantes não interagem com o modelo lingüístico proposto pela escola devido, aos meios de massa. Estes, por sua vez, têm uma linguagem, banal e bestialmente desgramaticalizada, tornando-se impossível a integração de tais enunciados à sugerida pela gramática.
Travaglia (2001:22) considera que a perspectiva assumida pelos professores tem a ver com aquilo que lhes fora ensinado como certo/errado. Entretanto, ele reafirma que: “As normas de bom uso da língua são baseadas no uso consagrado pelos bons escritores e, portanto, ignoram as características próprias da língua oral.” Fato que não ocorre com as tecnologias de comunicação de massa, ou seja, a linguagem mídia é eminentemente oral.
Assim, os professores de língua materna – portuguesa – deve se apropriar do conhecimento oferecido pelos meios tecnológicos, acabando assim com a ciberfobia. Pois, a língua, ensino e aprendizado devem ser visto como algo natural. “língua é considerada um organismo vivo que nasce se desenvolve e pode entrar em decadência, juntamente com a sociedade que dele não cuida adequadamente, não atende à tradição, comete o pecado do erro e juntamente com sua linguagem se deteriora, definha, acaba.” (Travaglia, 2001:26-7).
Mediante sistema de comunicação no qual a tecnologia está presente na vida dos estudantes desde as séries iniciais até a universidade, o professor precisa empreender esforço e buscar ajuda profissional – psicólogo – para, primeiramente, inferir que ele involuntariamente é um agente portador de tecnologia e usuário compulsivo de linguagem cibernética. Todos os professores têm telefones celulares acompanhados de mais alta tecnologia de imagem, som e linguagem. Os estudantes na maioria das vezes os têm. Então por que não explorar esse material tecnolingüístico da realidade dos estudantes e fazê-los refletir sobre suas ações enquanto sujeitos da linguagem?
De acordo com Citelli (2002:19) isso ocorre não porque o professor ter medo de tecnologia, pois os seus alunos têm uma intensa relação com as linguagens e o conhecimento não sistematizado pelo discurso didático-pedagógico e promovem uma circulação que resulta em discussões, trocam de experiências, estratégias de socialização, que, contudo, se obliteram e preferem a zona do silêncio no momento sacralizado da aula e o professor ainda não conhece esse universo e, portanto, sente-se ameaçado em sua autoridade, conhecedor e detentor de saberes
Nessa perspectiva, clama-se por uma (re)qualificação docente na qual, este deveria superar suas deficiências e medos de tecnologia e compreender que, na atualidade o profissional é apenas mediador da aprendizagem, sobretudo, no que se refere à questão lingüística, posto que a linguagem midiática, faz parte de nosso cotidiano. Embora a escola não disponha ainda de total domínio do processo, graças à incompetência das políticas públicas, as quais usam a ciberfobia dos profissionais como mecanismo de defesa. Para Citelli (2002:23) isso ocorre porque é ai que está a “própria dificuldade operacional dos professores com relação àquelas linguagens. Muitas delas lhes são absolutamente desconhecidas, o que torna impossível considera-las tanto para efeito de incorporação a novas práticas didáticas como para submetê-las a qualquer crivo crítico.” Conclui-se que, o problema não está no estudante, mas sim no medo do professor, o qual acredita estar perdendo seu posto de comando quando não é, ou não se faz entender pelos alunos.

ESCRITA: TECNOLOGIA INTELECTUAL

Não é suficiente conceituar ler e escrever, é fundamental desejar e possibilitar sua realização. Barreto, 2004.

Para Lévy (1999), a escrita nos nossos meios de comunicação contemporâneos encerra em si mesma, o poder de registrar acontecimentos e reorganizar o papel das ciências. Por isso, ele considera que a interpretação dos sentidos encontra seus fundamentos na escrita, porque “o alfabeto e a impressão, aperfeiçoamentos da escrita, desempenharam um papel essencial no estabelecimento da ciência como modo de conhecimento dominante”.[1]
As escritas desenvolveram na comunidade instrumentos de significação e símbolos que levaram o homem contemporâneo a questionar a oralidade. Isto é, a comunicação na sociedade era realizada através da oralidade, quando os cidadãos transmitiam seus conhecimentos, mitologias e lendas de “boca a boca”. Logo, precisaram de um instrumento que guardasse física e organicamente as idéias construídas na comunidade. Com isso, a escrita ganha ares de tecnologia. A exemplo disso, está a literatura a qual com o domínio das tecnologias da escrita passou a ocupar lugar significativo na vida social das pessoas. Embora saibamos que nesse período uma parte significativa da população do século XIX, não tinha formação escolástica. Portanto, segundo Lèvy “(...) compreender o lugar fundamental das tecnologias da comunicação e da inteligência na história cultura nos leva a olhar de uma nova maneira a razão, a verdade, e a história, ameaçadas de perder sua preeminência na civilização da televisão e do computador.”[2]
A escrita como tecnologia de comunicação, tornou possível o acesso da massa a conhecimentos que antes eram transmitidos a sociedade por meios de conversas em que as experiências coletivas se mantinham guardadas na memória, formando assim, imagens na ecologia cognitiva do sujeito. Por isso Lévy afirma que a invenção da escrita está relacionada com a invenção da agricultura.
A escrita foi inventada diversas vezes e separadamente nas grandes civilizações agrícolas da Antiguidade. Reproduz, no domínio da comunicação, a relação com o tempo e o espaço que a agricultura havia introduzido na ordem da subsistência alimentar. O escriba vaca sinais na argila de sua tabuinha assim como o trabalhador cava sulcos no barro de seu campo. É a mesma terra, são instrumentos de madeira parecidos, a enxada primitiva e o cálamo distinguindo-se quase que apenas pelo tamanho. (...) A agricultura, pelo contrário, pressupõe uma organização pensada do tempo delimitado, todo um sistema do atraso, uma especulação sobre as estações. Da mesma forma, a escrita, ao intercalar um intervalo de tempo entre a emissão e a recepção da mensagem, instaura a comunicação diferida, com todos os riscos de mal-entendidos, de perdas e erros que isto implica. A escrita aposta no tempo.
De acordo com a ótica do autor, podemos compreender que a escrita dialetiza os conhecimentos, pois se transforma à medida que a comunidade lhe da funcionalidade. Na história mais recente (século XIX) a escrita transformou-se em tecnologia de comunicação avançada a partir da compreensão de que “a arte (literatura) é um sistema simbólico de comunicação inter-humana, e como tal interessa ao sociólogo.”[3] Com isso foi possível que a população tivesse acesso a informações que traduzia suas classes sociais. A exemplo disso, temos os folhetins os quais revolucionaram a atividade literária e escrita na França e, por conseguinte no Brasil romântico.
Associar a escrita à burguesia é, sem dúvida, correr o risco de ser redundante. Por isso, acreditamos que a escrita como todos os instrumentos tecnológicos de comunicação serviu mais diretamente aos ideais dominantes do que às necessidades da massa. Corroborando conosco Lèvy argumenta que a escrita e o Estado mantiveram relações íntimas. O Estado serviu-se dos princípios orientadores e misteriosos da escrita para manter a ordem de seu discurso sem que houvesse questionamentos (lembremo-nos que a maioria da população ainda não domina a escrita e a leitura. Portanto, absorvem os discursos orais e imagéticos produzidos por aqueles que conhecem o universo da escrita. Por isso, talvez, a televisão ocupe cada vez mais o espaço do livro em nossa sociedade).
Através da escrita, o poder estatal comanda tanto os signos quanto os homens, fixando-os em uma função, designando-os para um território, ordenado-os sobre uma superfície unificada. Através dos anais, arquivos administrativos, leis, regulamentos e contas, o Estado tenta de todas as maneiras congelar, programar, represar ou estocar seu futuro e seu passado. (...) A escrita permite uma situação prática de comunicação radicalmente nova. Pela primeira vez os discursos podem ser separados das circunstancias particulares em que foram produzidos.

Para concluir temporariamente, entendemos que a escrita se tornou na sociedade contemporânea mais que instrumento tecnológico é, portanto, ferramenta social, ideológica que permite, embora de forma unilateral a participação da comunidade no registro de seus feitos.
[1] PIERRE, LÈVY. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora34, 2000, p. 87.
[2] Idem.
[3] CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. 8. ed. São Paulo: T.A. Queiroz, 2000. p. 21.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DISCRECIÓN

En su sonrisa tiene el albor
Y discreción de la luna
En noche de negritud…

El espejo de su alma
Refleja en ti la sensibilidad
Que as veces es traducida
En fuerte falta de calma.

Eso irradia en mi corazón
Y lo hace lleno de deseo
Que te quiero sin razón;
Y con los ojos cerrados
Quedo-me ávido de place,
Al sentir su estampa.

02 de febrero de 2009, 23h20min
Robério Pereira Barreto

domingo, 25 de janeiro de 2009

ENSINO DE HUMANIDADES NA ESCOLA: RESGATE DA CRIATIVIDADE E CIDADANIA


Faz algum tempo que venho discutindo nos bastidores da Universidade e da Escola Publica onde trabalho, que o ensino de linguagem e, principalmente, das questões relacionadas à aprendizagem da leitura e da escrita por parte dos estudantes tanto do nível básico como superior deveria ser através da arte, literatura, pintura e humanidades. É senso comum encontrarmos em todas as salas de professores (inclusive já me flagrei fazendo isso), alguém está sempre falando que os estudantes não estão nem aí para aula, os conhecimentos que lhes transmitimos pouco importam, etc. Então, resolvi aprofundar na reflexão, e eis que cheguei ao seguinte entendimento. (claro que isso não é inédito). Tem-se muito estudante louco por leitura e que produz textos significativos, contudo, não é a tipo de texto reconhecido pela instituição escolástico e, portanto, não é certificado como tal. Por isso, eles não se interessam por tal prática, ou seja, por mais que leiam e produzam não lhes damos os devidos créditos, porque estamos pautados em tipologias e regras de leitura e produção textuais do século de Anchieta, que não mais acompanham a evolução do pensamento do estudante da era digital.
Nesse contexto, surge a pergunta: qual é a sugestão para resolução de tal problema, gênio? De acordo com os ensinamentos que realizamos em relação ao plano da leitura e escrita em todos os níveis educacionais, tanto na “esfera publica” como particular, uma coisa é certa; estamos fadados ao fracasso como professores! Mas nem tudo está tão ruim assim. Porque vejam: a minha idéia (brilhante). Se a filosofia da escola de ensino básico é formar estudantes para o mundo da linguagem e suas complexas relações com a mídia, então, a melhor forma é conduzi-lo a esse universo, usando as “armas” do inimigo onipresente; a mídia, através da exploração da criatividade deles, pois, esses cidadãos têm muito a nos informar e surpreender. Para tanto, basta incentiva-los no que eles têm de melhor, capacidade de invenção. Veja os exemplos da linguagem internética!
Ainda mantendo a provocação inicial, considero uma perda de tempo e dinheiro, a criação inócua dos chamados “cantinhos da leitura” nos quais temos de tudo – almofadas, pufes, paredes decoradas, etc., contudo, tal espaço é guardado a chave e o protagonista nunca está em ação, estudantes escolhendo o que quer ler. Ao contrário, quando os sujeitos têm acesso a esse espaço, estão acompanhados de um professor que, por sua vez, dirige as atividades conforme seu gosto pessoal, ou do programa didático instituído pela escola. Para completar o princípio de discórdia (sei que alguns ao lerem este texto - se é que lerão – encherão minha caixa postal de impropérios, mas não tem problemas, estou acostumado com o rótulo de provocador).
Na verdade, tem-se nas escolas de ensino básico, a famosa prática – estudante que aprender rápido o raciocínio linear do professor e fica “bagunçando” em sala de aula deve ir à biblioteca. Graças a Deus! Feliz daquele que tem como castigo, ficar horas junto a vários pensadores, artística, críticos, etc. seria ótimos os resultados se todos os professores que não conseguisse atenção dos estudantes dessem a esses, o castigo da biblioteca, certamente teria um número maior de leitores competentes e capazes de entender a homem e a sociedade na qual atua.
Diante de tamanha provocação, exponho a seguir a idéia base desse ensaio: minha tese é de que esse modelo educacional arcaico está falido faz um tempo considerável, sobre tudo no que diz respeita ao ensino-aprendizado de língua materna. Os profissionais formados no curso de licenciatura em letras e pedagogia deveriam se interessam em conhecer e dominar a linguagem das grandes obras de arte – literatura, pintura, teatro -, as quais, por sua vez, estão repletas de ensinamentos históricos, linguísticos, literários e culturais.
Para tanto, seria necessário criar mecanismos que acabassem com essa estrutura de aulas segmentadas – Português, Matemática, História – como se cada uma fosse objeto estranho e que após a saída do professor da sala de aula, o estudante deve guardar em sua caixinha as informações que lhe foram oferecidas, para daqui a uma semana resgatá-lo. Calma! Já explico como esses mecanismos seriam criados. Se a idéia da educação básica é formar cidadãos capazes de se relacionarem com seus iguais e produzirem conhecimentos por meio da aquisição da linguagem, tendo como mediador a língua. Então, vejam: pode-se instituir na unidade educacional que, durante o ano letivo, todos os profissionais da educação estarão envolvidos num projeto, o qual tem como objetivo a montagem de uma peça teatral, sendo que para isso, os conteúdos a serem ministrados aos estudantes devem referir-se a tal proposta. Dizendo de outro modo; o professor de língua materna apresentará aos alunos textos fundamentais da literatura dramática universal e os princípios da leitura e escrita da peça teatral, com quais eles desenvolverão suas atividades, tendo na reescritura a consolidação dos princípios da língua em suas variantes culta e popular; o professor de matemática trabalhará de maneira idêntica, adequando os conteúdos da disciplina ao estudo das dimensões do palco, bem como os fundamentos da geometria, criando expectativas para a montagem do palco – calculando área, quantidade de madeira, tinta, assoalho, etc. seriam necessários para tal construção -; a disciplina de Química e Física terão seus programas baseados nas cores e sentidos atribuídos aos elementos que comporão os cenários e; a Educação Física e Artes trabalhar-se-ão as linguagens corporais e níveis de corporeidade, possibilitando assim a comunicação expressiva do estudante com o saberes e colegas quando da produção e montagem da peça.
Ufá! Como seria bom se realmente tivéssemos alguém que comprasse, ou melhor, roubasse essa idéia e colocassem em ação, porém, creio que alguns ortodoxos dirão: essa só mais uma esquisitice, não dará certo. O pior é que haverá quem afirme que essa idéia só aumentará a indisciplina dos estudantes, escola será uma bagunça! Antecipando-me digo: Não será, ao contrário, teremos estudantes mais interessados nas aulas, até porque será uma forma de valorizar o conhecimento e capacidade de criação que eles têm e nós com nossas soberbas e paradigmas arcaicos os impedimos de mostrar.
Para concluir, reafirmo; está na hora da escola se tomar iniciativa e buscar junto com seu quadro docente e discente inovações no campo do ensino-aprendizado, porque se continuar nesse marasmo estará fadado à derrocada total. Acordemos todos para as novas exigências da sociedade contemporânea, na qual a formação do homem moderno está além das recomendações contidas nos manuais de leitura e escrita. Hodiernamente, a comunicação se dá necessariamente por meio das imagens se símbolos convencionalizados pelos sujeitos da linguagem, na qual a comunicação se processa no plano da criatividade lingüístico, histórica e identitária, dando a cada um, perspectivas diferenciadas. Enfim, com a decisão os interessados em mudar esse quadro patético que nos apresentado pelos institutos de pesquisa quando se referem à questão educacional do país. Ah, lembre-se não estou dizendo para se fazer mágica ou pacto de mediocridade, conforme a expressão: vamos fingir que ensinamos, porque eles também fingirão que aprenderam e daí continuamos no mesmo zero a zero.
Bibliografia:
MORIN, Edgar. A religação dos saberes: o desafio do século XIX. 4. ed. São Paulo: Bertrand Brasil. 2004.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PEGADAS

Sob seus pés macios
Desfilo como a onda
Que acaricia a face
Da praia no luar.

Voluptuoso como ondas
Que vêm do mar ansioso
Beijo-te com fervor.

Sentindo a maciez desse pisar
A alma se entrega ao deleite
De essa amar sem se apressar.

Cada passo suavemente seu
Leva-me ao delírio
E, em compulsão te recebo
Em mim sem pressa, feliz.

23 de janeiro de 2009, 22h04min.
Robério Pereira Barreto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

SUOR

A seiva desse amor
Espalha-se pelo mundo
No calor e cheiro de suor
Espargido ao vento...

Delirantes no mormaço
Da paixão sem fim...
Faltam palavras e,
O silêncio nos fala
E rimos à toa.

Olhares fitos descortinam
A nudez da alma...

Despidos e exalando odores
Nossos corpos tornam-se
Um só ser derretendo
Nos seus próprios calores.

20 de janeiro de 2009, 23h56min.
Robério Pereira Barreto

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

RASCUNHO

Posted by Picasa

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TRASPASO

Planeando entre flores del campo
Mi corazón búscate en el perfume
Despegado de rosas rojas
En el jardín de la pasión
Tal polilla en metamorfosis
Desacoplando sus partes la tierra.

Otro hombre, pienso remontarme
De los pedazos salidos de mi alma
Cuando se negó a sosegarme
En su corazón deliciosamente fragante.

Reuniendo mis restos en nuevo ser,
Voy volar al infinito al encuentro
Del jardín celeste, donde mi alma
Jamás separarse del corazón
Y juntos surgirán fuertes
Para posar en otro jardín.

15 de enero de 2009, 22h32min.
Robério Pereira Barreto

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

OLOR DEL AMOR

No fue accidental que nuestras
Almas se juntaran…
Hoy pintan bello cuadro
Con recónditas imágenes y sueños.

Alrededor de nosotros
Paz, amor y alegría
Constituyen la red de caminos
Donde despegados después de amar
Somos seducidos en la fogosidad
Volamos como pluma suelta al viento.

Cansados de amar fijamos los ojos
Silenciosamente al cielo
Procurando por estrellas
Que esfumándose aclaraban
Pensamientos aún llenos de placer.

Reducidos a nubes sueltas
En cielo repleto de encantos
Cuando aún en el catre celeste,
Fijábamos nuestro olor de placer
En el alma e corazón…

13 de enero de 2009, 21h26min
Robério Pereira Barreto

SONRISA DEL LUNA

La luna en cielo tiene ahora
Como compañeras estrellas
Radiantes tal su sonrisa
En su bello semblante.

El reflejo de esa alegría
Mancha mi espirito de paz
Y corazón de desierto.

Mirar la luna lleva el alma
Al escapismo con fuerza
Del viento tardío en la tarde.

El albor de la luna
Confundirse con irradiación
De su carisma cuando juntos
Habemos otra noche
De luna harta en cielo.

13 de enero de 2009 20h05
Robério Pereira Barreto

EN FINAL

Mírate el cielo, una luz en Gaza
Y un clarín llámate diciendo:
Es el final de los tiempos
Están queriendo matar todos
Con sus bombas Israelitas.
¿Hacen eso por qué?
Somos hijos de mismo Dios.

13 de enero de 2009. 09h05min
Robério Pereira Barreto

domingo, 11 de janeiro de 2009

FORO ÍNTIMO

À Porta de seu coração bati
E, não tendo a chave para abri-lo
Naquele momento, à espera fiquei.

Passados tempos, a li fiquei
Com a firmeza da alma e coração
Ficados na esteira da paixão
A ti dedicada, esperei dar-me
A chave da porta de teu coração.

Chave à mão e coração pulsante
Penetro-te com a leveza da pluma
E a firmeza de um punhal sua alma
Em busca de mim mesmo...

Estanque frente à porta de sua alma,
Perdido na espera...
Esqueci-me de mim.

Na latente calmaria da esperança
De que para mim entregaria a chave
De sua porta sem permissão
Seu íntimo invadi.

11 de janeiro de 2009, 22h04min
Robério Pereira Barreto
Foro íntimo

AFOGADIÇO

No suor de nosso amor
Nos afogamos em prazer
E, ardendo em chamas,
Queimamos corpos e almas
Na lareira da paixão.

No abafadiço da alcova
Respirando boca a boca
Revivemos em longos beijos
O calor de alegrias...

Salvos das chamas de tão
Fumegante vulcão, nosso tesão.
Ainda em compulsão do deleite
Preguiçoso nas carícias quentes
Deleitamos-nos em paixão.


11 de janeiro de 2009. 19h55
Robério Pereira Barreto

sábado, 10 de janeiro de 2009

SIGLO XXI: ¿POR QUÉ EL EXPIRACIÓN DE LOS HERMANOS PALESTINOS?

Hace siglos que tenemos noticia de que nuestros hermanos palestinos son víctimas de los ataques violentos de parte de Israelí. Ahora, nos presentan una guerra sin ninguna razón clara, victimando así niños e niñas que aunque non tiene condiciones de defenderse de los ataques militares de Israelí.
En realidad, el pueblo palestino que vive en Gaza, es victima de su condición miserable y también geográfica. En esto todo hay una cuestión compleja: La resolución de la ONU no ha sido respectada por los comandantes de Israelí, ¿Cual será la razón de existir tal órgano se no se sieguen lo que determinan su comando? Pero no creo que esta sea preocupación sólo de mi parte. Sin hablar en cuestiones humanitarias, puesto que jamás el pueblo palestino fue respectado en todos los sentidos.
Si se deseara señalar una fecha al cambio que sobrevino en el campo de la historia del pueblo palestino en este siglo, no sería del todo desacertado decidirse por 2009, el año en que niños e niños fueran muertos por acciones del ejército de Israelí. Hay también que decir que los motivos para esta tragedia no son clarificados en los jornales internacionales de televisión.
Es verdad que una guerra no puede ser vista como un hecho bueno, pero hay sospechas que se trata de un extermine étnico, todavía es más difícil sin tener ocurrido investigaciones bastante sencilla. Hay también que protestar porque Banda de Gaza ha sido utilizada por equipos no buena intencionadas, y esto lleva Israelí hacer ataques donde niños e niñas inocentes mueren todos los días. Creo que no exista algo que puede justificarse las muertes del pueblo palestino, resulta obvio que esta guerra es desigual, en Palestina inocentes son victimas de ataques militares tecnológicamente organizados, entonces es masacre no guerra.
Nosotros, brasileños ciertamente tenemos dificultad de comprender las muchas razones de esos acontecimientos, una vez que somos pueblos pacíficos y convivimos respectando los hermanos que aquí llegan con sus tradiciones religiosas, política y cultural.
Quién sabe lleguen en los corazones de los jefes palestinos e israelitas la luz de esperanza para que el pueblo tenga paz y lejos de problemas caminen por las calles sin medo y los niños e niñas abran sonrisas bellos como la claridad de la sol de mañanas del Oriente.
De hecho, esta es mis deseos para que la paz sea real para palestinos e Irealistas, puesto que la guerra es la forma más miserable para la resolución de conflictos entre naciones. ¡Paz en el Oriente!

10 de enero de 2009, 18h
Robério Pereira Barreto

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Posted by Picasa

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

FLAMEJANTES LÁBIOS

O chamejar do seu baton
Ao ser umedecido por sua língua
Que ao passear sobre lindos lábios
Despertam a minha boca;
A desejar beijos seus.

Beijos que há tempos quis
Para alimentar a alma
Que, moribunda esteve escondida
E agora com seu ósculo
Renasce para vida...

Renovado pelo toque mágico
Que há no brilho desses lábios,
Caminho nas manhãs como se
A procura estivesse do chamejar
De sua boca para em beijos ímpios
Essa alma libertar.

08 de janeiro de 2009, 23h25min
Robério Pereira Barreto