terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

CIBERFOBIA DE PROFESSORES E O AVANÇO DA LINGUAGEM NA WEB


Amigos leitores, este texto tem como objetivo chamar atenção das pessoas que têm medo de tecnologia, sobretudo o profissionais da educação que, injustificadamente recusa trabalhar com as linguagens tecnológicas provenientes tanto da televisão quanto da internet. Por se tratar de publicação em site, dividirei esta idéia em várias partes. Caso queira lê-la a até o final; aguarde as próximas publicações.
A formação escolar do aluno, no que se refere à linguagem, tem sido alvo de grandes ataques, inclusive por parte dos professores que, às vezes, escondem-se atrás de suas fobias e dizem que os estudantes não interagem com o modelo lingüístico proposto pela escola devido, aos meios de massa. Estes, por sua vez, têm uma linguagem, banal e bestialmente desgramaticalizada, tornando-se impossível a integração de tais enunciados à sugerida pela gramática.
Travaglia (2001:22) considera que a perspectiva assumida pelos professores tem a ver com aquilo que lhes fora ensinado como certo/errado. Entretanto, ele reafirma que: “As normas de bom uso da língua são baseadas no uso consagrado pelos bons escritores e, portanto, ignoram as características próprias da língua oral.” Fato que não ocorre com as tecnologias de comunicação de massa, ou seja, a linguagem mídia é eminentemente oral.
Assim, os professores de língua materna – portuguesa – deve se apropriar do conhecimento oferecido pelos meios tecnológicos, acabando assim com a ciberfobia. Pois, a língua, ensino e aprendizado devem ser visto como algo natural. “língua é considerada um organismo vivo que nasce se desenvolve e pode entrar em decadência, juntamente com a sociedade que dele não cuida adequadamente, não atende à tradição, comete o pecado do erro e juntamente com sua linguagem se deteriora, definha, acaba.” (Travaglia, 2001:26-7).
Mediante sistema de comunicação no qual a tecnologia está presente na vida dos estudantes desde as séries iniciais até a universidade, o professor precisa empreender esforço e buscar ajuda profissional – psicólogo – para, primeiramente, inferir que ele involuntariamente é um agente portador de tecnologia e usuário compulsivo de linguagem cibernética. Todos os professores têm telefones celulares acompanhados de mais alta tecnologia de imagem, som e linguagem. Os estudantes na maioria das vezes os têm. Então por que não explorar esse material tecnolingüístico da realidade dos estudantes e fazê-los refletir sobre suas ações enquanto sujeitos da linguagem?
De acordo com Citelli (2002:19) isso ocorre não porque o professor ter medo de tecnologia, pois os seus alunos têm uma intensa relação com as linguagens e o conhecimento não sistematizado pelo discurso didático-pedagógico e promovem uma circulação que resulta em discussões, trocam de experiências, estratégias de socialização, que, contudo, se obliteram e preferem a zona do silêncio no momento sacralizado da aula e o professor ainda não conhece esse universo e, portanto, sente-se ameaçado em sua autoridade, conhecedor e detentor de saberes
Nessa perspectiva, clama-se por uma (re)qualificação docente na qual, este deveria superar suas deficiências e medos de tecnologia e compreender que, na atualidade o profissional é apenas mediador da aprendizagem, sobretudo, no que se refere à questão lingüística, posto que a linguagem midiática, faz parte de nosso cotidiano. Embora a escola não disponha ainda de total domínio do processo, graças à incompetência das políticas públicas, as quais usam a ciberfobia dos profissionais como mecanismo de defesa. Para Citelli (2002:23) isso ocorre porque é ai que está a “própria dificuldade operacional dos professores com relação àquelas linguagens. Muitas delas lhes são absolutamente desconhecidas, o que torna impossível considera-las tanto para efeito de incorporação a novas práticas didáticas como para submetê-las a qualquer crivo crítico.” Conclui-se que, o problema não está no estudante, mas sim no medo do professor, o qual acredita estar perdendo seu posto de comando quando não é, ou não se faz entender pelos alunos.

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