sexta-feira, 26 de março de 2010

REDES SOCIAIS NA WEB: LOCUS DE PRODUÇÃO DE LINGUAGEM E INTERAÇÃO VERBAL

AFORISMA DO BARRETO

Não acredite nos homens nem em suas promessas;
ambas são apenas vãs e voluvéis filosofias.

quarta-feira, 24 de março de 2010

DESLUMBRE...

DESPERTAR...

Estava eu moribundo a ver tudo cinza

Eis, pois que na minha frente surges

A imagem inspiradora para o pecar,

Então, não me contive e pequei;

Simplesmente te quis.


 

Esse querer é só meu

E não divido com ninguém

A não ser com você a noite

Que, pedido silentemente

Diz deleta-me imediatamente...


 

Impossível, não tem mais jeito

Esta gravada como a tatuagem

Feita no medo e dor cravada no peito.


 


 

 

segunda-feira, 22 de março de 2010

OH SOLIDÃO, TE DEDICO!

A vida a quem dedico esta solidão

Tem corpo e boca belos
E cada vez que a ela me dedico
Sinto no peito um grande flagelo;
Desejo e todo instante...



Aquela a quem me dedico
Não está no altar nem é santa,
Mas cultuo e a carrego no meu
Corpo, mente e coração onde
Estão luxurias e alegrias...

22 de março de 2009. 20h20min.

Robério

Linguistica textual

domingo, 21 de março de 2010

DESENHANDO-TE

À mão que escorre entre os dedos a tinta

que desenha mesmo que desfigurando a imagem
é a mesma que lhe acaricia a face desenjando-te


a amor: sou pura  e louca luxuria
a desenha na mente seu corpo e bocas
belamente desenhados pelo meu desejo.



Robério

sexta-feira, 19 de março de 2010

CHOQUE DE IMAGINAÇÃO

Envolvida no labor rotineiro de sua casa, no qual o corpo suado demonstra o quanto era sentenciado, por ter pensamentos que, em liberdade inconteste, viajava a desejar mundos ainda não vividos.
Ouve-se o barulho da campanhia. Blim blom, blim blom...
Espantada pergunta a si mesma:
- Quem será? O que houve?
- Espera um pouco!
Olha-se no espelho e arruma os cabelos falando consigo mesma: a essa hora não deve ser ninguém importante, será mais um vendedor porta a porta ou...
Pasma-se ao olhar pelo olho mágico e ver do outro lado.
- E agora, o que faço...
- não vou abrir... deixa tocar vai desistir.
Por um minuto mil coisas lhes vêm a cabeça.
- Essa é minha oportunidade de tê-lo na minha casa...
- Como vai reagir ao me ver assim, toda descabelada, suada...
Blim blom, blim blom, blim, blom
Num misto de euforia e surpresa abre o portão.
- Nossa, você?! Entra.
O silêncio dos amantes toma conta do ambiente. Ambos se admiram e numa lance de frenesi bocas e corpos se encontram em êxtase e...
Os desejos que até então confinados em suas mentes permaneciam, são liberados com a euforia de prisioneiros que recebem indulto para a liberdade.
Sem receio fazem-se amantes por intensos instantes.
Saciados, olharam-se displicentemente e se despendiram num silêncio que dizia: Aguarde! Que sabe um dia outra vez...

quarta-feira, 17 de março de 2010

SONHO IMPOSSÍVEL

Dormia o mais dos profundos sonos, quando, de repente sentiu escorre-lhe entre as entranhas da alma o calor da vida que se esvaia no mais sórdido e profano ataque; fora golpeado por insanos pensamentos: descobriu em sonhos que tinha sido tomado pelos tentáculos sedutores que ela trazia no corpo quente e lascinante como o fogo da paixão e que esses braços levam-no ao abismo inifinito... Ao descer em aspiral êxtase de dor e prazer percebeu: era somente um sonho impossível. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

AFORISMO DO BARRETO

A paixão é inimiga da alma
E carrasca do coração,
a ponto de dissolvê-lo
e esparramá-lo pela face
através dos olhos.

12/03/2010

AFORISMO DO BARRETO

Discutir consigo mesmo
é maltra-se com convadia,
porque o silêncio sempre
tortura em sua completa razão.

A CERTEZA DA MORTE É GARANTIA DA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA

quarta-feira, 10 de março de 2010

AFORISMAS DO BARRETO

Prefiro a felicidade

À dureza solitária da razão.

Com essa fala acima cita, inicia-se nesse nosso espaço uma nova maneira de vivenciar o cotidiano, o qual denomino de Aforismas do Barreto, pois se trata de momentos efusivamente alucinantes de poder ter percebido no rosto homem simples do povo, suas manifestações de sabedoria e cultura populares. Hoje, ao deixar os muros do templo da ciência e do conhecimento sistematizado - Universidade do Estado da Bahia - Campus XVI - Irecê - BA, deparei me com um casal cujo rosto e vestes suados denunciavam a longa caminhada que fazia em silêncio, à margem de uma rodovia estadual - BA 052 - antiga estrada do feijão - revesando entre si o peso do carinho de mão que, em gemidos continuos transportavam o alimento da família que os esperavam em casa.
Então, a me aproximar cumprimentei-os. Prontamente e com um sorriso banguela me respondera com imensa alegria. Amizade feita, perguntei-lhes de maneira curiosa: de onde vocês vem com tamanha coragem mesmo carregando tanto peso? A essa altura da amizade jé me encontrava tropego e cansando ao empurrar aquela carroça cujo peso parecia a imensidão do mundo. Singelamente veio a resposta:
- Meu filho vimos de tão longe que nem falando o nome do lugar vai saber. Mas, lhe digo a quanto tempo estamos na estrada saiu da roça faltavam 15 minutos para o meio dia. Você sabe dizer que horas são agora?
- 17 horas ou melhor 5 horas da tarde, respondia na sofreguidão de quem não está acostumado ao peso da vida.
- Então meu filho, são mais de 5 horas empurrando essa carinho com o pouco de milho e feijão de corda - Feijão fradinho - que nos restou da seca. E também antes que os espertos peguem para eles. Porque antes a gente achava que os vizinhos eram pessoas que não precisavam 'bulir' nas roças dos outros, mas o pior é que estavam nos roubando o pouco que tínhamos e nós só na confiança, você acredita nisso? Longamente me explicou a senhora ao tomar aos braços o comando do carrinho de mão.
Está aí fonte desse aforisma.  

A VARIAÇÃO LINGUISTICA TAMBÉM HÁ NA MÚSICA II

A VARIAÇÃO LINGUISTICA ESTÁ TAMBÉM NA MÚSICA

segunda-feira, 8 de março de 2010

RESUMO DE PALESTRAR FEITA NO SEMINÁRIO INTERDICIPLINAR DE PESQUISA E ESTÁGIO - UNEB - CAMPUS XVI

TECNOLOGIAS INTELECTUAIS E LINGUAGENS NA CULTURA DO NOVO CAPITALISMO☻




Robério Pereira Barreto*

Resumo: este artigo discute as tecnologias intelectuais e as linguagens a partir da cultura do novo capitalismo, a qual tem nas informações o elemento potencializador das decisões. Apresentam-se à maneira de Lévy (2000) as concepções de tecnologias inteligentes e, em seguida, os conceitos de linguagem no âmbito da cultura do novo capitalismo que, segundo Sennet (2008) constitui-se em virtude do sistema social e econômico centralizar suas ações no universo da informação. (Barreto, 2009) Sabe-se que isso consitui apenas retórica e discurso da elite detentora dos meios de formação – escolas e universidades – que têm na tecnologia da informação e comunicação – TICs – um novo hetero social agregador de uma sociedade do tempo e emprego flexíveis. A escola contemporânea vive a crise do currículo, da linguagem e das tecnologias por que há profissionais que desejam ainda a estrutura educacional pautada na formação humanística e cultural. O conhecimento institucional das tecnologias e da linguagem está relacionado à possibilidade de aumentar cada vez mais o controle panóptico do estado sobre o fazer do educacional.



Palavras-chave: Tecnologias intelectuais, Novo capitalismo, Linguagens

domingo, 7 de março de 2010

ÀS MULHERES

Traz em ti algo soberbo, divino
A beleza que carrega
Suplanta nossas tristezas
E nos faz sempre meninos
Que, a qualquer tropeço
Corremos a seus meigos braços
E os tomamos como nosso berço.

Só vocês, Mulheres são capazes
De nos fazer entender
Que a vida, o mundo e nós mesmos
Sem as suas antinomias,
Tudo uma desgraça seria.
Obrigado!



07/03/2010

Robério Barreto

quinta-feira, 4 de março de 2010

LABAREDAS...

Seu cheiro embriagando o quarto,
onde ebrio do odor saliente
deixado pelo devasso amor
desmaiva em profundo torpor.

Hipnotizado sonhava que
a se entregar em lascivia
aos caprichos e fremindo
às mãos forte em malicia
entregar seu corpo em brasa
às lampejantes labaredas
do amor a dois...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CACOS

Sobre os cacos
Que restou de mim,
Andas com a exação
De quem que castigar.

Mascrado e sem defesa,
sobram cicatrizes ao coração
que, pulsando resisti...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

RESTOS DE MIM EM VÓS

Sou à sombra de sua alma!
Por isso, estou à flor da pele daquele que um dia aqui existiu., e vi quanto o homem é um ser vil.
Vejam, vejam, vejam! No ar estão espalhados restos de minha vida.
Vida que um dia achei que fosse minha com formosura e alegria. Não era!
Olhem..., olhem e sintam que em cada um de vocês há um pouco de mim!
E sintam quanto o homem é um ser vil!

Por isso e com medo estou no olhar triste de quem vai amar sem ser amado, no riso amarelo de passividade na transa sem preliminares que dá a certeza de que não vai gozar!
Na alma que fica deprimida na abstinência de...,
Na dor de quem vai ser esquecido antes do sol se pôr.


Agora, quem sou?! Não sei, não sei... Apenas sei que sou restos de mim diluídos em tudo que existe por aí, inclusive em você;
Há um pedaço de mim naquele mendigo caído na praça defronte da Igreja sem poder adentrá-la para seus pecados confessar;
Na criança cuja inocência é poesia sem palavras em meio à confusão da vida;
Na Jovem prostituta parada na esquina que se escondendo atrás de uma espessa maquilagem e que ajuda negar sua idade o que anima os maus intencionados;
No bêbado cuja sabedoria supera as vãs filosofias da academia judaico-cristã;
No ladrão que maquina sua ação sem piedade ou emoção;
No policial que faz cara de mal para achincalhar legal;
No político que pousa de honesto para as câmeras, mas seu pensamento é roubar quando chegar à Câmara;
No coveiro cujo desprezo pela vida a ver descrente e, vive com a morte ver no defunto seu infame futuro: larva, lama, pó e infinito.

O que será de mim se o futuro vir a existir? Nada... naaada!
Oh, como dói minha existência. Que existencia?
Há, há, há...
Será que ainda existo ou existirei?!
Isso não importa! Porta, portão, infernal portal...
Porque sou a parte mais escondida de cada um de vós a viver na jaula de ferro de suas existências.
Não me deixes vir à tona porque os fareis seres infernais!
Mostrando suas contradições interiores: raiva, amor, alegria, tristeza e dor
Porque daí me reconstituirá e será em vós. Restos de mim!

Robério Pereira Barreto

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA”: MUNDO DE IDIOSSINCRASIAS E LINGUAGENS CONFUSAS

ATIVIDADE DE ESCRITA:


O filme Entre os muros da escola, de Cantet (2008) traz como temática central os conflitos entre pensamento de ensinar de um professor, e as expectativas de aprender dos estudantes. Dessa maneira, discorra sobre as idiossincrasias nas formas de dizer e fazer escrita sob a ótica do professor e do aluno. Para isso tome como referência o texto que segue abaixo:

O longa metragem Entre os muros da escola é baseado em livro homônimo de François Bégaudeau (que interpreta a si próprio no longa), o filme relata as experiências de um professor de língua fracesa que usa a literatura como possibilidade para a aquisição da escrita e do bem dizer, em uma escola da periferia de Paris.

O diretor Laurent Cantet aproxima a câmera em constante movimentos da fisionomias dos atores, como que, querendo afirma que as relações entre os indivíduos ali eram marcadas pelo lugar de mistura étnicossocial, um microcosmo da França contemporânea, no qual há minorias estrangeiras, sobretudo, africanos advindos das antigas colônias francesas que, de certa maneira, não se reconhecem dentro de um sistema educacional pautada nas expectativas do mercado profissionalizante dos colonizadores.

Na narrativa, bem se articula o pensamento de que entre o que pensa e faz a escola e o pensam e querem os estudantes com suas ideias, perspectivas e problemas de várias ordens; sejam elas: sociais, econômicas e comportamentais há uma distancia abissal.

Há uma diferença cultural e social que gera incompreensão e atrito entre ambas as partes, retrato do que seria a França contemporânea. Os muros da escola são metonimicamente reveladores de uma divisão e uma impenetrabilidade entre dois lados. Há também outros muros invisíveis que estão sugeridos no filme. Por exemplo, o conflitos ocorridos na periferia de Paris nos últimos anos, em virtude de a polícia ter assassinado um jovem negro. Do lado de dentro do muro está François Marin, um professor de francês. Do outro, está um grupo de alunos entre 13 e 15 anos composto por negros africanos, asiáticos latino-americanos e franceses.

Nesse contexto, François pode ser visto em um primeiro momento, como um educador bem intencionado que, vislumbrando o crescimento intelectual e pessoal dos estudantes, imprimindo o rigor característico de uma escola rígida e disciplinador, mas também como uma espécie de colonizador.

Nessa esteira, se se quer empreender uma compreensão etimológica de seu sobrenome Marin, que pode ser traduzido ao português como marinheiro, este, por sua vez sugere desbravador dos mares e de novas terras. Por isso, sua luta em fazer com que seus alunos incorporem o idioma francês pode ser explicada como uma espécie de "processo civilizatório" imposto a esses alunos de diferentes etnias.

No estrado da sala de aula, lócus de interlocução e entendimento entre professor e estudantes, pode-se afirma que a linguagem é o grande campo de batalha onde é travado esse conflito cultural. O filme se sustenta basicamente apenas com longos diálogos, e muitos deles trazem a dinâmica do que seria de fato uma sala de aula, onde o improviso de ambas as partes predomina.

Conforme é dito pelo próprio diretor que, a inexistência de um roteiro em mãos, os jovens puderam criar seus próprios diálogos, o que dá a sensação de que a realidade daqueles garotos invadia a ficção de "Entre Muros". A invasão da realidade no filme também ocorre por meio dos nomes dos personagens, que é a mesma dos jovens na vida real. Porém, duas exceções merecem menção. Khoumba, vivida por Rachel Régulier, é uma aluna chamada de insolente por se recusar a atender uma ordem do professor. Souleymane, interpretado por Franck Keïta, é o garoto problemático que se indispõe com o professor e seus colegas.

São os dois personagens "rebeldes" e principais questionadores da autoridade de François. Apresentá-los como personagens fictícios parecem querer desvinculá-los do mundo real. Entretanto, eles se apresentam em todas as escolas, inclusive do Brasil.

É como se a visão deste filme francês fosse apenas capaz de ver o "verdadeiro" outro como o "bom selvagem", aquele personagem de outra etnia que se esforça a assimilar a cultura francesa. Talvez por isso, os professores lamentem a possibilidade de deportação do chinês Wei, um aluno dedicado no estudo do francês e bom moço, mas se reúnam para discutir a expulsão de Souleymane, um personagem que vemos falar outro idioma.

O filme reforça uma visão colonizadora a partir do ponto de vista de alguém que se toma, mesmo que inconscientemente, como a "civilização". Assim, o outro se torna o retrato da rebeldia que deve ser conquistado através da assimilação da cultura da "civilização".

Para o público brasileiro, a imagem de alunos que questionam a autoridade do professor e até mesmo são agressivos, possibilita outra discussão. Discussão saudosista de que os estudantes de hoje são menos respeitosos do que os de gerações passadas. “Na minha época o aluno tinha respeito ao professor”.Trata-se de um retrato que talvez não seja diferente do que vemos em escolas brasileiras, em que é comum o relato de desrespeito ao mestre e o inverso também é verdadeiro. Na realidade, infere-se que “entre os muros da escola” exista uma relação de disputa de poder onde os conflitos, as idiossincrasias de cada indivíduo, sejam colocados às claras e, com isso, os mundos se conflitam de maneira a colocar a realidade de relações pessoais bem definidas. “Manda quem pode e obedece quem tem juízo!”.