sexta-feira, 29 de maio de 2009

CHEIRO DE SAUDADE

A saudade de Ti é tanta que me faz viver
Na ambigüidade de mim mesmo:
Quando te tenho nos braços
Flutuo no teu querer
E, agora longe, de saudades
O coração dispara, falto morrer.

Seu olhar e riso sutis me são
Agora caros a distância de Ti,
Seu corpo esculpido no mais
Raro metal brilha na minha
Memória e cega-me de tesão.

No seu cheiro espalhado pelo ar
Lateja o peito a ponto de não mais
Sem senti-lo respirar.

30 de maio de 2009, 9h47min.

Robério Pereira Barreto

4 comentários:

Anônimo disse...

hummmmmm! Como é bom sentir isso.Vivo isso...

Anônimo disse...

No seu cheiro espalhado pelo ar
Lateja o peito a ponto de não mais
Sem senti-lo respirar.

É assim que estou... ja morrendo saudade.

Inveja boa disse...

A SAUDADE DESFAZ O CORAÇAO, OS PEDAÇOS DE MIGALHAS QUASE QUE INPERCEPTÍVEIS AINDA SOLTOS NO AR PERAMBULAM, AS VEZES CHORAM, OUTRAS SE DEIXAM PELO CHÃO ADORMECER NUMA ESPERA INFINITA DE NUNCA MAIS...

Anônimo disse...

A poesia de Robério está cada vez mais aperfeiçoada e num plano introspectivo muito bom. Mas fiquei sabendo que ele está debandando para a àrea das tecnologias e a educação. Tomara que nunca deixe nos orfãos de seus versos.