sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGO VAI AO ENCONTRO DE DEUS

Saramago considerado por muitos críticos e leitores, dentre estes últimos prefiro ficar e dizer que tratou-se de um escritor corajoso e com estilo provocador, sobretudo ao questionar de maneira bastante premente o modo como a cultura judaico-cristã conduzia a vida da sociedade moderna.
Enquanto crítico literário é interessante afirmar que Saramago vivenciou todas as transformações ocorridas na sociedade contemporanea. Certamente isso lhe deu subsídios para se posicionar enquanto observador e, em seguida, narrar a seu modo, uma vez que a comunidade que relatava via e viver com visão turva para os acontecimentos cotidianos.
Saramago conhecido por seus ideias politicos e sociais sempre levantou a voz contra as injustiças, os grandes poderes econômicos, vindo a colocar em sua vozes de segmentos alijados. Nesse contexto, era irônico com os encaminhamentos feitos pela Igreja, visto que em seu último romance Caim - 2009  tece pesadas críticas à Igreja, vindo a ser mais uma vez criticado pelo poder eclesiático.
"estamos afundando na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista ou é estúpido,ou insensível ou milionário," afirmou Saramago em dezembro de 2008 ao lançar o seu livro "As pequenas memórias" na qual expoe suas vivências na infância. Vivendo sempre esses dilemas contidianos Saramago agora deve conversar com Deus em uma longa audiência para que tudo fique esclarecido para ambos o que certamente será transformado em grande romance em a personagem principal será Ele com suas indissiocrasias.

2 comentários:

Inveja boa disse...

CORAJOSO E OUSADO... ISTO É PARA POUCOS.

REJANE TACH

Patricia disse...

Com sua escrita detalhista e sua singularidade José Saramago realmente deixa uma lacuna sem precedentes na literatura mundial.
Concordo com você Robério quando diz que Saramago terá uma longa audiência com Deus.A conversa terá que eslarecer as audaciosas declarações do escritor, enquanto vida, a respeito das coisas celestiais... essa é uma grande prova da imperfeição humana.

Um abraço!