domingo, 15 de agosto de 2010

REDES SOCIAIS: PARA ALÉM DO VIRTUAL

Sabe-se que a comunicação mediada por computador tem possibilitado travessias importantes na vida social contemporanea. Nessa concepção está a ideia de que todos os meios de interação social levam ao encontro fisico dos sujeitos. Então, a Internet e suas ferramentas de comunicação acabam por possibilitar aos individuos sessões de conversação que os rementem à vivências no mundo real.
Os indivíduos sempre se corresponderam a distância - lembrem-se pois, dos namorados via carta postal - estes acabavam em contatos físicos. Embora, a imaginação quando do ato interacional leva a construção de perfis que, às vezes, na realidade eram contestados.
De qualquer modo, as redes socias na internet tem conduzido para além do virtual. Seja por meio de ações isoladas ou até mesmo por comunidades que acerca de uma causa comum acabam se encontrando no mundo real e, por consequência, agem socialmente em busca da melhorias para a sociedade.
Diante disso, apresenta-se nesse ensaio uma possibilidade para  reflexão sobre a simplificação que está sendo dada a interação via redes sociais, isto é, crer-se na maioria das vezes que os indivíduos que inteagem na web, apenas se mantêm escondidos por atrás de um perfil ou nickname.  

domingo, 8 de agosto de 2010

ESCREVER PARA DISCIPLINAR AS INVENÇÕES DO PENSAMENTO

Escrever deveria ser o verbo mais praticado por todos. Quando se diz escrever é no sentido de se produzir textos que expressem pensamentos em que todos possam partilhar. Embora se saiba que a escrita é limitadora dos sujeitos, sobretudo, em se tratando de uma cultura de oralidade como a nossa.
Os mais sagazes afirmam que a escrita faz parte de sociedades civilizadas, de modo que à medida em que a sociedades se inscrevem no mundo da escrita, mais civilizada e promissora se torna. Para essa defesa há que se lembra de uma coisa: esta pratica esta vinculada aos contratos sociais estabelecidos pelo modernidade, na qual o homem perdeu credibilidade para sua palavra dita (oral), tendo que se registrada via escrita para garantir seu resultado.
Por outro lado, a escrever passou a ser confundida com fazer literatura à maneira dos grupos sociais estabelecidos pelo dominio do código escrito e, também pela meios de divulgação dessa produção de pensamento.
Henry Miller disse: "Rimbaud reduziu a literatura à vida; eu me esforcei para pôr a vida na literatura" Nessa ótica, pode-se dizer que a cada texto produzido o autor de inventa, pois busca em cada ação mostrar sua capacidade de controlar o turbilhão de ideias que podem ser transpostas ao suporte de divulgação - papel, computador, internet, etc. de maneira que não se confunda fatos com palavra. Escrever se faz com palavras e não com fatos. Isso significa que para escrever não precisa ter uma vida cheia de peripécias e aventuras palpitantes, basta ter o dominio e a técnica para escolher as palavras para espressar seus pensamentos.
Nesse sentido é interessante perceber que a internet por meio das redes sociais, especialmente, no weblog tem proporcionado aos sujeitos espaços de produção escrita que determinam de certa maneira a disciplinarização dos atos de escrita.
Isso pode ser entendido como uma possibilidade melancolica ou estérica da manipulação da realidade que cada um cria para si. No weblog há constantemente a reinvenção do escritor na medida em que ele se apresenta através dos vários gêneros textais possíveis de expressar determinados pesamentos.
Para concluir essa defesa, falo por mim, cada texto aqui postado é um dos milhares de escritores que há em minha mente. 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Assim penso, assim escrevo!

Tudo que não aprendi não digo,
mas quando falo me coloco à
aprendizagem das vivências
que a vida me oferece.

domingo, 1 de agosto de 2010

TRABALHO APRESENTADO NO SEMINÁRIO GRAPHO - PPGEDUC - UNEB




Resumo: esta proposta de comunicação coordenada visa apresentar as novas possibilidades de produção e socialização de saberes culturais e educacionais que as TICs, associadas à Internet têm em levar às comunidades rurais para outras dimensões políticas e socioeconômicas possíveis por meio do ciberespaço. Sabe-se, hoje, que as pequenas cidades do interior do país, especialmente, as do sertão nordestino já dispõem de acesso à internet. Isso se estende aos povoados de maior concentração populacional, de maneira que as lan houses se tornaram espaços de aprendizagem e, consequentemente, divulgação e socialização de questões de identidades rurais até então desconhecidas. Considera-se, pois, que a cibercultura é uma marca da contemporaneidade e, portanto, é preciso discuta-la a partir de ocorrências que envolvam sujeitos que até então estavam alijados do acesso aos bens simbólicos presentes nas redes de comunicação. Assim, a educação desses indivíduos deve inseri-los no ciberespaço com sujeitos proativos e que participam do processo socioeconômico e educacional de sua localidade, bem como do país e do mundo.

TRABALHO APRESENTADO NA 62ª REUNIÃO DA SBPC 2010- NATAL - BR

domingo, 18 de julho de 2010

COTIDIANO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS NAS REDES SOCIAIS

Trata-se aqui em breves linhas dos desafios que a internet tem feio a todos nós no sentido de que estamos integrados ao mundo direto ou indiretamente. Com isso, constata-se que há hegemonia das tecnologias de informação e comunicação no fazer cotidiano dos cidadãos.
Hoje, a internet é o meio de comunicação dominante, mecanismo de socialização e troca de informações, a serviço dos mais variados interesses e mercados. Por exemplo  a “geração Y” que aprendeu a conhecer e desejar produtos e serviços até então oferecidos pela TV e que não mais responde aos anseios de cibernautas que atuam na rede de maneira digital.
Acontecimentos públicos que antes eram transmitidos pela TV em seus horários jornalísticos, já não têm mais tanta importância, uma vez que via internet às informações e imagens são postadas em tempo real. Vejam-se as ocorrências onde os governos ditatorias fecharam as televisões, mas as informações chegavam em tempo real via internet transmitidas pelo celular.
Contemporaneamente, a internet e as redes sociais suportadas por ela mediam debates instantâneos entre o mercado e o consumidor. E mais: nas campanhas eleitorais atuais, a internet vai auxiliar em ações dos candidatos, pois nesse espaço se substitui os espaços físicos da praça pública pelos virtuais - Orkut, Msn, Facebook, Twitter. No campo da linguagem surge o desafio de se pensar na troca de discurso político com requintes de retórica classica por uma linguagem que explore os princípios da publicidade. Brevidade e carga psicológica ao leitor por meio de imagens e emoções expressas nas faces maquiadas e retocadas através de fotoshop.
Nesse momento de campanha eleitoral via redes socais, vale a provocação: “Praça pública, ora essa. Isso é do tempo em que as bandinhas bufavam em cima dos coretos” (Bucci, 2002). Para confirmação desse pensamento, redes sociais dos candidatos estão “bombando” e o Twitter é o vencedor desse quesito.
O interessante é que vemos candidatos virtualmente articulado com as velhas práticas discursivas em que o eleitor passa a ser alvo de suas intenções políticas, de maneira que as necessidades básicas do cotidiano nas propostas no ambiente digital ganha configuração de novidade e problema novo pede um herói para sua resolução.
No campo da imagem não poderia ser diferente, todos os candidatos apresentam suas fotos em perfis das redes sociais com no mínimo 20 anos mais jovem na faça, mas ao proferir seus discursos, ver-se quanto são velhas as promessas, vindo estas, a igualarem-se a idade cronológica da cada um. A cirurgia plástica digital nesse período é a prática da vez, tem cada figura na redes sociais se por acaso alguma criança pode perder o sono.

sábado, 17 de julho de 2010

CHUVEIRO

Escorre do chuveiro
Àgua que alimentando a pele
Dos corpos nus em fumegante braseiro.

Estes corpos se entregando aos mais
Lascivos desejos derretem se
sob o vapor que sobe e desenha
Suas esculturas no vidro do espelho.

Entre sussurros e gemidos
Escorrem entre as peles
O néctar do prazer...

Cada gota d’àgua a tocar as peles
Alimenta o desejo, o tesão
E os arrepios pelos corpos
Levam a contemplação...

Ah! Como não te deseja, Pecado?
Queima dentro de nós
Como lava de vulcão deflorando
A virgem montanha...

Em erupção corações saltitam
E os peitos inflam
desejando...
desejando...
As mãos sucumbem ao tocar
O pecado e o prazer abunda
Nesses corpos que explodem
Em êxtase a cada abraço
E toque íntimo nas delicadezas

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUANDO?!

QUANDO

Minha boca em brasa encontra
seus flamenjantes e tímidos lábios...

QUANDO

Minha carne firme e alucinada
toca em sua delicadeza
as forças sucubem e...

QUANDO

Desfalecido enconsta seu colo
quente e latejante na minha face
aquece a alma por novo amor imploro.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PROSA A DOIS: MEU POETA FANTASMAGÓRICO E EU

Este texto foi construído para palestra sobre o processo de criação literária, no Sarau realizado pelo Colegiado de Letras, organizado e coordenado pela professora mestra Maria Aurenívea de Assis e os estudantes do curso de Letras. Aos quais agradeço imensamente pelo convite e a oportunidade de apresentar ao público do UNEB - DCHT - Campus XVI - Irecê, o processo com o qual produzo meus versos e tortas linhas literárias. 

Leitores, o que lhes apresento a partir de agora é o que chamariam os filósofos espiritualistas e psicólogos freudianos e jungianos de meu ‘duplo eu’. Entretanto, o denomino de meu poeta fantasmal porque o que ele fala é de fato algo de outro mundo. O mundo da alma, que por sinal, a ciência moderna se encarregou de tirar de circulação faz tempo. Porém, meu fantasma lírico é um herói. Não daqueles gregos que enfrentava a fúria dos deuses..., mas sim herói da resistência, pois a cada manhã ensolarada ou sombria, tenta encontrar sinais de que estar vivo e amar valem à pena! Inclusive a pena que assina o cheque depois de um encontro romântico no qual corpos se entregaram às fantasias da alma em busca de si.

O lado bom do meu poeta fantasmagórico é que ele não tem estresse. Sabem por quê? Ele é pansensível e isso faz com que ele se movimente em todos os meios intelectual, acadêmico, popular e poético. Contudo, têm suas preferências, claro, pois como todo cidadão mesmo que seja um espectro, tem direito de mostrar suas vontades. Afinal, estamos numa democracia, ora essa! E sua predileção é o interior das pessoas onde tudo está. Daí, graças à pansensibilidade da suas falas, atinge com flecha envenenada o lado mais endurecido e dormente do ser humano; o coração! Agitando-o e levando-o à embriaguez, na qual ele se desnude de vestimentas morais e sai em busca de si e da felicidade.

Embora meu poeta pareça frágil, lhes afirmo: não o é! Porque é com ele e seus versos traquinos que aprendo diariamente coisas sobre a vida no mundo individualista e perverso no qual vivemos. - Eu, no mundo físico; ele no metafísico - Aquelas nem os anos de estudos formam capazes de me ensinar. Assim, tornei-me seu eterno aprendiz.

A propósito, as falas de meu poeta imaginário são poesias que, na verdade, estão suspensas no ar como se fossem partículas humanas que em todo instante se desprendem de cada um de nós, ao deixarmos, por acaso, abrir nossas couraças cotidianas que nos fazem personagens inumanas, pseudo-racionais e nem nos damos conta.

Contrário a isso, e tentando ver outros lados da questão, é que creio na força da sua pansensibilidade, a qual é a responsável por tentar fazer dessas fugas o encontro do sujeito consigo mesmo. Não obstante, as “almas sebosas” não admitirem que suas essências ou excrescências não pudessem se afastar de si, devido a seu grau de egoísmo, o qual, portanto, lhe faz tão infeliz que nem sente que sua alma foi anestesiada, tornando se incessível às coisas bela da vida.

Esses pseudo-racionais cuja justificativa é o rigor da ciência, a qual é olhada pelo lado mais cruel, a lógica binária; falso e verdadeiro. Para esses, o amor, a sensibilidade e a beleza do ser são apenas substantivos abstratos e que apenas desviam a atenção.

Diante dessa situação, às vezes, falo ao meu poeta imaginário: “talvez fosse melhor escrever sobre histórias, amenidades ou fatos reais” Mas, ele logo me repreende dizendo:

A história pode não ser a verdade em sua essência; amenidades são maquiagens que cobrem a realidade com seus tons aristocráticos em chá da tarde de uma minoria que nega a se próprio; racionalidade é a batuta da ciência e, portanto, com ela os maestros regem suas orquestras como se estivesse no “monte parnaso” e apenas podem ser visto, porém já mais tocados! Então, meu caro Robério Pereira Barreto, não se apoquente com as minhas atitudes porque não lhe causarei grandes problemas, apenas você será tachado de neolírico diletante.

Por enquanto, creio que essa nosso primeiro encontro serve como breve apresentação do meu fantasmagórico ser lírico. Mais tarde falaremos de seu estilo de compor e sua obsessão pela escrita impulsiva na qual ele se pronuncia com a diligência de que tem “almas” para salvar do encontro Hades.

Dando continuidade ao diálogo sobre produção quase poética, ou melhor, a poeticidade e ao mimetismo de poeta fantasmal que ora lhes dirige a palavra, o qual não tem estilo próprio. Se me dão licença e me permitem os ortodoxos, faço uso de um silogismo “se estilo é o homem, logo todo homem é estiloso”. Contudo, não sou um homem, mas sim um poeta fantasmal, portanto não posso ter estilo. Ademais, meu companheiro de aventura literária Robério Barreto o tem, acho. Motivo que, às vezes, leva-nos a brigas infernais – ainda bem que sou uma voz aos seus ouvidos, e não estou ao alcance de sua fúria. Se tivesse sei não... – de tal maneira que ficamos de mal iguais a crianças e, no máximo, ficamos uma noite sem nos falar. Isso tudo porque lhe digo com convicção de um espectro: Homem para de se preocupar com o que os críticos podem falar de sua obra. Estes não são nada além do que leitores que cultuam certa doutrina e, portanto, o que não estiver ao seu alcance é motivo para teorizações. Ainda digo mais: Os críticos são mais egocêntricos do que a própria razão, principalmente, quando há intenção de valorizar suas vaidades pessoais, usando discursos indiretos generalizados (cf. os formalistas russos..., de acordo com a estilística, etc.) porque assim, se protegem de possíveis equívocos, ficando assim subjetivamente guardados sob o manto do método. Se é que a arte precisa de um método para ser interpretada.

Passado esse momento de crise, iniciamos nossas conversas, as quais mais parecem monólogos interiores. Fico, pois, horas falando e meu interlocutor nem me dá atenção. Fico furioso! Às vezes, escrevo tão irresponsavelmente que creio ter atingido a suprema perversão da linguagem, a poesia. Contudo, sou advertido pelo meu interlocutor e então, volto para as minhas obrigações de revisor, buscando encaixar os sentidos das palavras conforme o tema proposto.

Portanto, é nisso que está meaning do meu estilo, por isso não consigo deixar o poema sem as marcas indeléveis da perversão, elipses, lapsos, colapsos e erros propositais, cuja regência, concordância e grafia corretas devem ser realizadas pelo leitor. Se é que alguém que ler um poema sobre solidão se preocupe em encontrar esses detalhes.

Então, Robério com sua preocupação de escritor diletante me repreende: Puxa vida Poeta, dessa maneira a estética fica complicada! Calmamente lhe respondo: Meu caro, pelo que vejo queres que me torne um parnasiano... Essa coisa de metrificação é para os teóricos da literatura se lembrar de que suas aulas de matemática foram boas, porque aprenderam a contar e, portanto, fazem à metrificação e escansão dos versos. Sem porra-louquice e transgressão não haveria a arte! Até porque ninguém da muita importância essa estruturação clássica na poesia contemporânea, pós-moderna como queira chamar. Hoje, gênero menor... Então, não terei problema em continuar a escrever assim, mesmo porque os meus leitores – olha que não são muitos, hein -, às vezes, me perguntam por que eu escrevo tanto. Normalmente, minto e lhes digo que escrevo porque não tenho nada que fazer de madrugado, daí resolvo aporrinhar o meu amigo Robério, dizendo ou lembrando-lhe coisas do passado e, às vezes, inventando as que um dia poderão acontecer (Aristóteles que perdoe!).

Na verdade, tenho vocação para a música, ou seja, sempre que penso em escrever um poema me vem à mente o ritmo e as rimas da música. Nessa tentativa é que começam os meus conflitos, pois penso na relação entre música e poesia e confesso: fico furioso porque sempre me debato com a velha questão rima rica ou pobre! Qual será melhor esteticamente? Sem resposta pronta, continuo o meu fazer impulsivo, o qual é vigiado pelo radar do meu crítico disfarçado de parceiro literário, Robério Pereira Barreto. Agora vejam; um sujeito com esse nome... Sei lá está para crítica assim como o urutau está para o disfarce. Assim sendo, percebam com que estou lidando! Não me importo e sigo em frente, produzido versos que vão da sensibilidade poética à agressão da língua.

Quanto ao processo mimético, confesso: nem se aproxima pretendido por Aristóteles, pois a minha intenção poética e promover o caos na cabeça de meus leitores – olha que não muitos, diga-se de passagem, – os quais vez ou outra dizem timidamente confusos: Nossa, Professor! Li um poema seu e achei muito bom, outros; professor você pegou pesado brincando com a sensibilidade da alma e da solidão da gente, hein? Que coisa!

Por isso e outras cositas más ficou danado de ciúme. Porque eu me dano para elaborar tal poema, mas quem recebe os elogios é o meu algoz, esse tal professor Robério.... Ah, mas não pensem que deixo barato. Não deixo mesmo! Assim que posso brado: está aí, parabéns! Conseguiu os loiros da vitória, uma orgasmo artístico, né? Agora eu...? Bem, dizem por ai que, criar é uma coisa complicada e nós dois fazemos isso muito bem (sem falsa modéstia). Estou apenas querendo que sejam divididos os créditos!

Assim sendo, somos uma dupla cujo mimetismo de ambos se dilui na proporção de nosso ato criativo. Portanto, à medida que nos aproximamos, automaticamente, disfarçamos e nos tornamos um só. Por isso, na poesia em questão não encontrarão referências explicitas aos grandes nomes universais, mas sim a nossa maneira ou estilo que se adapta a qualquer tema ou situação quando nasce a inspiração poética. Portanto, temos como referência o urutuau, bicho danado e que tem no disfarce sua maior beleza. Então, é com esse disfarce que produzimos poesia caoticamente bela. (Na próxima conversa pretendo explicar porque essa poesia tem beleza, bem como somos obcecados pelo tema solidão).

À maneira de Nietzsche me relaciono bem com a solidão, de modo que a tenho como companheira de trabalho e vida, tirando desses momentos de penumbra íntima substratos para a poesia. Não obstante estar a maior parte de meu tempo lidando com pessoas. Creio que esse convívio é importante, mas, às vezes, secam-me as emoções, porque a todo instante deparo-me com as contradições humanas, as quais jamais serão dissipadas, pois físico e mentalmente todos nós as carregamos como marcas individuais e, portanto, resta à alma em sua magnífica complexidade causa-me inspirações e curiosidades. Eis que é onde se encontra o meu objeto de desejo, embora saiba que tudo que penso poeticamente seja apenas subjetivismo diletante.

Espero que um dia meus leitores – não há muitos – possam me entender e, assim, perceberem que não sou um defensor saudosista da estética romântica. Penso que a revolução proposta pelo romantismo, na verdade, foi uma ideal cuja burguesia se auto-afirmou por longos períodos no poder, tendo como referência os ensinamentos judaico-cristãos, os quais foram corrompidos pelos discursos falsos moralistas de seus ícones.



Irecê, 12 de julho de 2010.


domingo, 4 de julho de 2010

À NOITE TE...

DIOTURNO


 

Quando a noite me cobre com gélido manto

A alma recolhe-se querendo aquecer

Em seus quentes abraços

Adormecer sob seu suave acalanto.


 

À sua companhia a vida ganhar cores

E os saberes de seus beijos quentes

Enchem esses momentos de sabores

Porque neles há sensação de ser gente.


 

Nesse mistério a madrugada e a lua

Aparecem e apreciam nosso quer

Em que o tesão é toda sua

Supera a friagem da madrugada.


 

Na manhã, saciado pela entrega

Feita em querência nossa,

Ainda continuo te querendo dioturnonamente

E, por isso, ficar perto de ti é ser todo prosa.


 

04 de julho de 2010, 19h01min.

 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FLEUMA DA PAIXÃO

IMPASSIBILIDADE




Não sei por que sinto falta de você
Se às vezes chego perto e parece
Não querer me ver. Por quê?


Não sei por que carente digo:
Quero ter você comigo
E preciso de seu carinho
Que de mansinho me faz viver.

Não sei por que faz tudo mais difícil,
Quando, na realidade só quero ter você
Intensamente nos braços para amá-la até enfraquecer
As forças do corpo e saciar a alma de nosso prazer.

Não sei por que quero, quero e quero...
Estar ao seu lado mesmo que,
Ás vezes seja ignorado no meu querer.

Robério Barreto

02/07/2010, 19h48mim.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PLAGAS...

Nas plagas de frias madrugadas

A manhã se recusa a aparecer
E nessa angustia o querer
Ter você aumenta ainda mais.

Possuí-la é saciar vontade maior
Em momentos de intimidade
Que só aumenta a saudade
Quando fico distante de ti.

01/07/2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

EM (CANTOS)...

A noite andando com passos lentos parecia denunciar o que veria acontecer. Na penumbra, corpos desenhados à mão da sombra se expunham esculpidos em molduras dos feixes de luz que passeavam entre prédios.
Perambulando a esmo, os pensamentos iam e vinham ao encontro do passado vivido numa cidade do interior, onde a praça era local de encontros à luz da lua cheia. Ali se vivi as historias de um futuro que para poucos chegaria; conhecer e viver na cidade grande seriam a realização do sonho de infância.
Hoje, à noite as sombras lhe fazem companhia e em (cantos) que jamais apareceram nas histórias de infância, lhes revelam a solidão do mundo entre escuros humanos que se revelam em cada esquina.
Prosseguir sem destino...!? Pára e contemplar as vitrines da vida é sentir-se exposto nela. Então, vagabundear pelos em (cantos) da vida às escuras e às sombras de si passou a ser o seu destino.
Aqui e ali, passado, presente e futuro se confundem e não revelam muito de escuras esquinas que ainda estão por vir. Televisores ligados por detrás de vidraças revelam em (cantos) que não sei existem ou hão de existir. O que se ver são sombras a iludir...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

QUERÊNCIA

Quando estou sem você
é tão ruim de viver
que ando pela rua
de cabeça na lua
e sinto sua presença
a me seguir como sombra
que envolve meu especto
com querencia

domingo, 27 de junho de 2010

WEBLOG: COMUNICAÇÃO, DIALOGISMO E FORMAÇÃO CONTINUADA

Este ensaio vislumbra colocar em evidência uma constatação que vem sendo realizada ao nível da pesquisa do mestrado, na qual se compreende o weblog como tecnologia intelectual que possibilita a realização e modus de linguagem continua e em rede. Isso, certamente, passa a configurar uma perspectiva de comunicação e diálogo, elementos fundamentais para a realização de formação continuada, visto que todos podem participar de modo a construir uma relação de autonomia e respeito entre as autorias. Autor e leitor troacam de lugar o tempo todo.
O weblog em sendo uma tecnologia intelectual em que todos podem dialogar de maneira assíncrona, certamente, possibilita aprendizagens continuadas e, assim, poderá servir de meio pelo qual todos passam a pertencer a determinados contextos socioculturais e assim produzir e socializar conhecimentos.
Nesse contexto, diz-se que a relação dialógica entre enunciados – post e comentários – , mesmo os que estão separados no tempo, é que permite fazer uma interlocução com Bakhtin para dar suporte as formas de relação como os ambientes virtuais recentes, como é o caso dos weblogs.
Quando se escreve um post automaticamente se pensa no superdestinatário que, segundo Bakhtin é aquele que interage responsivamente com o autor. Isso produz uma reação em cadeia, de maneira que, na maioria das vezes se constrói uma rede de aprendizagem. Por outro lado, essa ação promove “primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação” (BAKHTIN, 2000, p. 376). “Cooperação que parte do reconhecimento da existência de zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação.” (GUTIERREZ, 2005, p.12).
Ao se considerar o post como uma produção textual de sentido completo, busca-se assim compreender Bakhtin (2000) entende que cada enunciado é em si mesmo completo e irreproduzível. O simples repetir já muda o sentido do que foi repetido. Um enunciado é sempre inédito, embora criado sobre algo de antemão dado, um sentimento, uma visão de mundo: “o objeto vai edificando-se durante o processo criador” (BAKHTIN, 2000, p.349).
Assim, weblog edifica-se como espaço de formação continuada em rede, visto que a maioria dos enunciados postados possibilita a interação entre os sujeitos – autor e leitor – que ao fazer seus comentários esclarecem e até desconstroem sentidos até então considerados válidos.

Num blog, cada post, é um enunciado completo, aberto para comentários e que, assim, engendra uma relação dialógica com outros enunciados. Cada post ou comentário é um enunciado novo, irreproduzível, que vai além de refletir algo dado e externo. O aspecto público de um post é uma condição que não apenas permite, mas que propõe o diálogo. (GUTIERREZ, 2005, p.12).

É interessante que se compreenda que no weblog os textos são publicizados de maneira a permitir que o leitor interatue. Com isso, assume lugar de autoria ao colocar publicamente suas compreensões da discussão proposta no e pelo post. Logo, "um post está, deste modo, sempre aberto às novas vozes que se somam ao diálogo e compõem polifonicamente outros textos, posts, comentários num diálogo que não se fecha, sentido sempre inacabado." Pondera (GUTIERREZ, 2005, p.13).
Nesta perspectiva, estabelece-se o dialogismo entre os cibernautas que, por meio de uma ação individual, promove o diálogo e o acesso à formação continuada e em rede, pois cada um que participa com comentários vai construindo e entrelaçando visões diferenciadas sobre o objeto.
Assim sendo, atuar no weblog tanto por meio de post quanto através de comentários, conforme propõem Bakhtin (2000, p. 352), é “tornar se parte integrante do enunciado do texto [...]”, e, por sua vez um enunciado considerado em sua relação com a realidade, com o sujeito real e com outros enunciados, torna-se uma ação dialógica.
Por fim, há na produção publicada no weblog o que Bakhtin denominou de relação dialógica entre enunciados, mesmo os que estão separados no tempo, suportam as relações e estabelecem sentidos entre si. Então, quando escreve e/ou se ler um post e se compreende, automaticamente vira se parte deste texto, passando a compor o “terceiro num diálogo [...]” (BAKHTIN, 2000, p. 355), o superdestinatário que interage responsivamente por meio dos comentários ou de outros posts interlinkados. O comentário num post pode possibilitar “primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação” (BAKHTIN, 2000, p. 376).
Para Gutierrez, (2005) a cooperação existente entre os cibernautas que participam da blogosfera partem do reconhecimento de que há “zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação.” (GUTIERREZ, 2005, p.14).
Diante desse quadro, pode-se inferir que no weblog está a potência e a possibilidade de se vivenciar atos de comunicação que, levando ao dialogismo que reconhece os sujeitos como participe da produção e socialização do conhecimento, certamente, promovem a formação continuada entre aqueles que estão abertos a desconstrução e, consequentemente, a reformulação de novos pensamentos.

Bibliografias consultadas.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GUTIERREZ, Suzana. Distribuição de Conteúdos e Aprendizagem On-line. Revista Novas Tecnologias na Educação - Renote Porto Alegre: CINTED-UFRGS, v. 2, n. 2, nov. 2004 . Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/nov2004/artigos/a6_distribuicao_conteudos.pdf, acesso em 20 mar 2005.

GUTIERREZ, Suzana. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 233p.

GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. In. Novas Tecnologias CINTED-UFRGS na Educação, 2005.





sexta-feira, 25 de junho de 2010

CIBERESPAÇO: FELICIDADES E ANGÚSTIAS

Sabe-se que a internet tem nos feitos infelizes e maravilhados ao mesmo tempo. E mais: estar conectado é viver a concorrência de uma vida cheia de aproximações e distanciamentos. Isso sem dúvida promove momentos de felicidades; todos se animam ao encontrar via Orkut um amigo ou parente que fazia muito tempo que estava fora de contato. Isto também causa angústia por que, às vezes, faltam condições financeiras para que se faça viagem ao encontro do ente querido.

Por outro lado, a internet tem sido uma maneira de se ler e escrever de maneira espontânea, divertida e intimista. Mário Prata (2006) escreveu na crônica "Amor só de letras" que a internet possibilita a produção e a socialização de sentimentos por meio da escrita.

E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais: conhecendo pessoas. E amando essas pessoas. Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto. (PRATA, 2006).

    Nesse aspecto de comunicação instantânea as Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs – tendo na internet uma maneira de se encontrar virtualmente com os seus pares. É importante compreender que a escolha dos interlocutores nesse processo comunicativo é extremamente severa. Isso significa dizer que ambos precisar estar em acordo, e se exporem às exigências de linguagem e imagem na rede.

    A exemplo da expansão do modo de comunicar e amar que, segundo Prata (2006) é uma necessidade da vida moderna em que as tecnologias se fazem estruturantes e, por conseguinte, essencial às relações sociais na rede.

domingo, 20 de junho de 2010

EDUCAR NA CULTURA DAS TICMDs

Sabe-se que a educação ocorre em todos os lugares e por vários meios. Destaca-se, hoje, que a educação também promovida no âmbito das tecnologias e mídias digitais, posto que as crianças e adolescentes estejam em contato direto e em tempo real dos acontecimentos nas mídias. Assim, destaca-se a supremacia dos meios de comunicação de massa, nos quais tudo é transformado em bens de consumo. Com isso, pode-se pensar que há educações sendo veiculadas por meio das redes sociais criadas nas mídias digitais, especialmente na internet.

Nesse espaço há questões a serem postas em destaque. O quê? Como? Por que se deve pensar em novos modos de se fazer educação numa cultura em que existe a supremacia das tecnologias da informação, midiática e digital? Quais identidades vêm sendo colocadas como objetos de uma política educacional de inclusão de grupos subalternos à cena da produção e socialização de saberes culturais e coletivos nas mídias?

No campo do consumo, as mídias têm desempenhado papeis educativos bastante interessantes. Isso sem dúvida tem ou deveria conduzir a uma nova maneira de se fazer educação, visto que a maioria dos sujeitos envolvidos no processo educacional são consumidores desde imagens até desejos inatingíveis. “Hoje vivemos outros tempos, e o consumo assume nas sociedades atuais não só a função de suprir necessidades, mas também, entre outras, a de identificador social.” Afirma Patrícia Ignácio ao mostrar como as crianças vivem e constroem suas identidades e, consequentemente, são educadas na sociedade de consumo.

Nessa perspectiva, Canclini (2006) ao tratar das questões relacionadas à mediação que as mídias possibilitam, pondera que o valor dos objetos a que estes indivíduos se vinculam é, fruto das mediações socioculturais em que são e estão indiciados os modos de se fazer a educação. Em outras palavras, é por meio de uma educação volta para o reconhecimento do significado social e cultural dos objetos adquiridos pelos sujeitos que se tem a ideia de pertencimento dos indivíduos e seus grupos sociais.

Essa distinção social, associada à posse de objetos, acionada a teia articulada para a captura de consumidores e movimenta cifras astronômicas mediante o enredamento de milhões de sujeitos que vivem em busca de imagem pública e aceitação social. (Ignácio, 2009, p. 48).

Estas constatações possibilitam reflexões no sentido de se compreender a forte relação entre educar para e na época da supremacia das Tecnologias da informação e das mídias digitais. Estas por sua vez são espaços de aprendizagem e modos de consumo que a escola precisa ver como lidar com esse processo de construção dos sujeitos social que, no ato e desejo de consumir não aplica de maneira ordenada os saberes oferecidos pela escola. E mais: admite-se que a relação entre o modo de educar da mídia é basicamente suportado pela ambiente escolar, por que é na escola onde se estabelecem as relações de poder, identidade e cidadania, sendo estas em virtude do tipo de objeto que se usa.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGO VAI AO ENCONTRO DE DEUS

Saramago considerado por muitos críticos e leitores, dentre estes últimos prefiro ficar e dizer que tratou-se de um escritor corajoso e com estilo provocador, sobretudo ao questionar de maneira bastante premente o modo como a cultura judaico-cristã conduzia a vida da sociedade moderna.
Enquanto crítico literário é interessante afirmar que Saramago vivenciou todas as transformações ocorridas na sociedade contemporanea. Certamente isso lhe deu subsídios para se posicionar enquanto observador e, em seguida, narrar a seu modo, uma vez que a comunidade que relatava via e viver com visão turva para os acontecimentos cotidianos.
Saramago conhecido por seus ideias politicos e sociais sempre levantou a voz contra as injustiças, os grandes poderes econômicos, vindo a colocar em sua vozes de segmentos alijados. Nesse contexto, era irônico com os encaminhamentos feitos pela Igreja, visto que em seu último romance Caim - 2009  tece pesadas críticas à Igreja, vindo a ser mais uma vez criticado pelo poder eclesiático.
"estamos afundando na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista ou é estúpido,ou insensível ou milionário," afirmou Saramago em dezembro de 2008 ao lançar o seu livro "As pequenas memórias" na qual expoe suas vivências na infância. Vivendo sempre esses dilemas contidianos Saramago agora deve conversar com Deus em uma longa audiência para que tudo fique esclarecido para ambos o que certamente será transformado em grande romance em a personagem principal será Ele com suas indissiocrasias.

GERAÇÃO Y E AS ELEIÇÕES

Eleitores "calouros" estão de olho nos candidatos na rede


Andreia Santana, do A TARDE On Line



Lunaê Parracho / Agência A TARDELylliam Bezerra, 17, quer que candidatos mantenham presença nas redes sociais mesmo após a eleiçãoPesquisa recente divulgada este semana pelo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), mostra que a Geração Y, formada pelos jovens nascidos entre os anos 80 e 90, espera crescer rápido na carreira e para isso se preocupa cada vez mais com a formação superior. Super tecnológicos e hiperconectados, usuários avançados de ferramentas que para seus pais ainda são um mistério (msn, orkut, twitter, facebook, Youtube) os jovens Y focam na educação como meio de ascensão social e se preocupam com a qualidade do ensino no país e estados de origem. Usando meios digitais - internet e dispositivos móveis (celulares e i-phones) - como veículo principal de adquirir informação, essa turma se conecta em rede para acompanhar seus candidatos nas eleições majoritárias de Outubro próximo.



Boas propostas para a educação é a principal preocupação de estudantes como Lillyam Bezerra, 17, Madson Vinícius Meneses, 17, e James Richard, 19. Os três são calouros do curso de Direito da Faculdade Batista Brasileira e vão votar pela primeira vez este ano. A convite de A TARDE, os três revelaram suas percepções da campanha feita pelos principais candidatos ao Planalto e ao Palácio de Ondina, justamente no habitat por onde mais transitam: a internet. "Acompanho a agenda dos meus candidatos e também as propostas que eles trazem para essa campanha", diz Lillyam, a única dos três que já sabia em quem vai votar desde antes de começar a seguir os candidatos no Twitter, ferramenta de micro-blog que tem nos brasileiros o seu segundo maior público, perdendo apenas para os Estados Unidos em número de usuários.



Oriunda de uma família onde o interesse por política é incentivo desde cedo, Lillyam escolheu votar este ano, embora ainda seja facultativo, porque acha "importante

exercer essa liberdade e cidadania, fazer parte do exercício democrático", discursa. Demonstrando que além de usuária, também entende de internet, a adolescente acredita que a rede mundial de computadores é a melhor maneira dos candidatos manterem contato com seu eleitorado em qualquer hora do dia. "É a forma certa para chegar até os jovens, porque a gente passa muito tempo conectado e as informações se espalham rápido na internet"



Endossando a fala da adolescente, a advogada paulista e especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro lembra que a internet funciona 24 horas por dia, sete

dias por semana, além de ser uma forma barata de fazer campanha, "porque não é como a tv, que tem tempo específico". Patricia Peck afirma ainda que a campanha em ambiente virtual tem a vantagem de focar tanto no eleitor na faixa etária dos adolescentes ouvidos pela reportagem, 16 a 18 anos, ou seja, o público do primeiro voto, quanto nos indecisos. "E o eleitor de primeiro voto também é, na maioria das vezes, quem está indeciso".



Canudo para garantir emprego - A pesquisa do Ibmec foi iniciada em 2007 e mapeou estudantes de cursos de administração nas principais cidades do país. O estudo pontua que os jovens da Geração Y, embora não tenham perfil 100% homogêneo, possuem uma meta comum: todos querem garantir o ensino superior porque acreditam que com o diploma na mão, entrarão mais facilmente no mercado, principalmente no serviço público.



James Richard, que é filho de educadora e mantém um blog onde discute, entre outros temas, sociologia, confirma a tendência. "Educação é muito importante, porque o jovem se preocupa com o seu futuro. Existe uma 'febre de faculdade' e quem fala de qualidade de ensino nos cativa mais", enfatiza James, que tem na internet e na TV os seus principais meios de informação. Sendo que na rede, ele acessa prioritariamente os sites dos veículos de imprensa e complementa as informações através de blogs e redes sociais.



O rapaz acredita que a tv vem perdendo audiência na sua faixa etária porque "o foco do noticiário é sensaciolista, a qualidade está caindo e só se fala em violência. Na internet tenho a vantagem de buscar diversos tipos de informação ao mesmo tempo, o leque de opções é maior".



Educação, mas aliada a questão da segurança pública, é a principal motivação de Madson Vinicius para monitorar os candidatos na internet. O adolescente ainda está

ondeciso quanto ao seu voto, mas tem focado atenção nos candidatos que apresentam propostas para todos os segmentos da sociedade. "Educação, tráfico de drogas, violência na escola, acredito que os programas precisam abranger esses temas e mostrar ações concretas, porque a gente tem medo de sair de casa e chegar mais tarde e nas escolas acontece a venda de drogas abertamente", opina. Uma das vantagens de acompanhar a campanha online, para Madson, é a possibilidade de recuperar informações. "Dá para ver um vídeo de uma entrevista se a gente perdeu o programa", exemplifica.



A possibilidade de compartilhar dados, inerente a internet, é ainda enfatizada por Lillyam Bezerra, que diz re-twittar (distribuir através do twitter) informações sobre os candidatos que acha relevantes dividir com os próprios seguidores na rede de microblogs. "Procuro mandar para quem tem visão parecida com a minha. Um sempre alerta o outro para alguma coisa interessante, todo mundo fica conectado e o que não tem importância a gente já elimina da lista".



Sem revelar quem são seus candidatos, "O voto é secreto né"!, a jovem diz ainda que acompanha a oposição com o mesmo empenho. "É importante saber o que todos pensam". Ela também manda um recado para os políticos que se apropriam das redes sociais como forma de expor suas plataformas de campanha: "Será que depois que eles se elegerem vão continuar conectados nas redes? Porque durante a eleição tudo acontece, mas depois..."

Fonte: http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=3883472

terça-feira, 15 de junho de 2010

LOUCURA

Que as minhas loucas palavras
Revelem ao infinito o prazer
De existir entre as sanidades medíocres
Daqueles que louco me considerem.



As minhas falas são partes
Que se desprendem de mim
Como se vidas próprias tivessem.



Nesse conflito revela-se um existir
No mundo das palavras que
Nem mesmo eu sei possuir



Simplesmente as palavras estão
E vivem em mim dizendo para
Onde tudo pode ir; a loucura
É o meu jeito de existir.



15 de junho de 2010
Robério Pereira Barreto