sexta-feira, 28 de agosto de 2009

WEBLOG: A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

A blogosfera evolui em ritmo superior a qualquer outro suporte usado pelo homem nos últimos tempos para realizar comunicação. Isso faz com que se reconheça que, de fato, está acontecendo uma revolução silenciosa no que diz respeito à socialização entre sujeitos e culturais centrais e periféricas, nas quais as informações são postadas a partir dos desejos e necessidades criadas pelo atores do/no ciberespaço.
Por outro lado, essa evolução acelerada tem como consequência o aumento de leitores, embora se saiba que ainda há largos espaços para as mídias tradicionais, posto que existem sérios problemas mundo a fora que impedem a internet se tornar uma mídia de massa, como foi o rádio e a televisão em tempos anteriores.
Assim sendo, há se destacar alguns desse problemas, sobretudo, no caso da Bahia, Território de Identidade de Irecê (TII). Na verdade, os mais sério é a questão econômica, isto é, a população ainda não dispoem de recuros que as possibilitem fazer uso da blogoesfera para socialização de seus sentimentos, saberes, culturas, etc.; atrela-se a este, a questão da falta de escolarização da sociedade que, em virtude de um processo histórico no qual se evidenciou a supremacia do rádio como mídia de massa a serviço do Estado, construi-se nesse contexto os chamados leitores de ouvidos. Este fato tem contribuiu satisfatoriamente para a chegada e permanência da televisão como meio de informação e entretenimento das comunidades.
Dessa maneira, resta a priori reconhecer que mesmo tendo havida avanços no que se refere a inserção das novas gerações às intituições educacionais, ainda é pouca a inclusão sociodigital dos individuos ao ciberespaço. Entretanto, esse quadro a cada dia se movimenta no sentido de provar novas compreensão do que é de fato o papel das mídias no cotidiano das pessoas, sejam elas letradas ou não. Portanto, considera-se que o weblog tem potencial para fomentar uma revolução silenciosa visto que os participantes desse movimento agem por meio da escrita e, com isso, levará uma tempo para se afirmarem como tal, porque, infelizmente ainda temos altos índices de analfabetismo e má distribuição de renda, questões certamente impendem a participação de todos nesse movimento.
Nesse sentido, é importante dizer mesmo que prematuramente, até porque a projeto de pesquisa encontra-se em fase da amadurecimento teórico e espistemológico que de forma transgressoras, as gerações que, coincidentemente, nasceram em meio a difusão da internet e das mídias digitais tem ocupado a blogosera a partir das lan houses, Centros Digitais de Cidadania (CDCs) e Telecentros, mesmo que tenha que trocar o dinheiro do lanche ou da mesada por acesso à internet, fazendo com que haja nesse ato, uma perspectiva de inserção sociodigital, visto que ainda não há, embora muito publicizada pelo Governo, que há no estado a cobertura digital com internet de banda larga nas escolas e CDCs do território, entretanto, a realidade é bem outra.
Nas visitas de pesquisa feitas às lan houses do TII isso tem ficado evidenciado quando os cibernautas atraidos pela promoções feitas pelos empresários, enchem as lan houses para postarem seus textos, jogarem e relacionarem socialmente via weblog, chat, fóruns. "Promoção acesso à internet: 1,00" e como o mercado é competitivo, tem lugares onde a promoção é: "1 hora de acesso por apenas 0,99".
Segundo alguns donos-gerentes desses estabelecimentos, fazem isso para aumentar o movimento e, indiretamente permitir a democratização do acesso à internet.
Porque todos as outras lan houses da cidade está usando como valor da hora de acesso à internet variável entre R$ 1,00 e 1,50, e o senhor colocou o valor menor, R$0,99?


"Fiz essa promoção de 0,99 porque estamos num bairro de periferia e os estudantes precisam pesquisar matéria da escola, mas a maioria deles vem aqui para jogar, usar orkut, MSN e até dizem que preferem pagar esse valor porque não os vigiamos como acontece quando eles estão no CDCs e Telecentros e nos laboratórios das escolas onde, na maioira das vezes, existem bloqueios desses sites." (Dono de Lan house na periferia de Irecê). Ressalta-se que o depoimento acima, sofreram edições e ajustes, porém se manteve a ideia original.
Isso faz com que se tenha uma noção de quão significativas tem sido as ações isoladas que tem possibilitado a participação de alguns no ciberespaço.
Em breve serão postados novas considerações.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CHAT ESPAÇO DE “FALA ESCRITA” E INTERAÇÃO COLOQUIAL

Sabe-se que o uso do chat como espaço de comunicação sincrônica é uma realidade contemporânea da qual a escola ainda não se apropriou. Os fatores que tem levado a isso são: falta de programas de formação de professores que leve ao domínio do chat como instrumento didático; subutilização dos laboratórios de informática por parte dos professores; falta de interação lingüística entre professores e alunos e; ainda há professores filiados à velha compreensão de que a língua está assentada na dicotomia fala versus escrita.
Embora o chat tenha demonstrado grandes potencialidades no que se refere à educação lingüística do estudante-cibernauta, é uma ferramenta subutilizada nas atividades de ensino de língua portuguesa nas escolas.
Assim, faz-se necessário afirmar que a despeito das preferências, o chat pode ser explorado nas mais variadas nuances em sala de aula, como mecanismo de interação lingüística na qual os estudantes produzem e publicização seus discursos, bem como fazem leituras de conversações imediatas, etc. Isso ocorre porque no chat permite a comunicação instantânea entre várias pessoas conectadas à rede via programas específicos, MSN é o mais comum.
Desse ponto de vista, Marchuschi (2005) ponderando sobre a questão da supremacia da escrita nos espaços digitais nos diz que “tudo indica que está se constituindo um novo formato de escrita numa relação mais íntima com a oralidade do que a existente” (MARCHUSCHI, 2005, p. 65).
Dessa maneira, reconhece-se que a comunicação via chat é um fenômeno onde a interatividade permite a discussão sincrônica em rede, podendo leva à produção e discussão de tema e conteúdos além do planejamento engessado da escola, sobretudo, na disciplina de língua portuguesa.
Segundo Prado (2001) isso pode levar à criatividade do estudante, isto é, por ser uma produção de discurso na coletividade da rede registra-se na maioria das vezes, a abordagem de temas variados, nos quais a linguagem vai além código restrito da escrita.
O uso principal e sistemático do chat na educação e, sobretudo, na aula de língua portuguesa, ensino de linguagem está na perspectiva de produção e socialização de textos em tempo real. Estes textos são produzidos na instantaneidade da rede, portanto, a escrita ganha aspecto de fala cuja interação verbal leva a diálogos naturais e, nestes, tal qual ocorre na conversação face a face não há elaboração discurso, caracterizando que no chat sobressai o coloquialismo, embora este esteja suportado na tecnologia intelectual escrita.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

WEBLOG: A NOVA INTEGRAÇÃO SOCIODIGITAL

Este texto encontra-se em fase de amadurecimento epistemológico e metodologico e, em breve, será disponibilizado à apreciação, sugestão e comentário de todos, visto que estou consturando-o com vista ao doutorado.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Quando o coração dispara
Pela campina da solidão
Reclamo às pressas
E vejo você no sertão.

A alma de asa versa
Campeia na pressa
Tal alazão solto campo
A cortar o vento no galope.

Num golpe de sorte
Encontra à margem da saudade
Nosso querer assentado
No crepúsculo cor de outro.

18 de agosto de 2009, 20h21min.
Robério Pereira Barreto

sábado, 15 de agosto de 2009

VoCê CoMiGo

Quero você comigo
aqui ou em qualquer lugar
porque desejo em seus braços
deliciar o prazer do calor deles
lentamente a me agarrar.

Apetecido pela fome de...
jogo me no vazio da noite
como se a procura de mim estivesse.

E você fosse a luz
de meu caminhar
e na noite escura canto
a som do silêncio.

Quando adormeci,
ontem sonhei com
sua leveza pesando
sobre minha consciência.

Na minha querência
queria ter sua essência
logo ali...

Mas, devagar e rapidamente
fugia e naquela presença
a calmaria da noite
lindamente clara
a flor, boca
o sonho sono
o amor amado na noite
Viagem...

14/08/2009, 21h45min.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CHAT ESPAÇO DE “FALA ESCRITA” E INTERAÇÃO COLOQUIAL

Sabe-se que o uso do chat como espaço de comunicação sincrônica é uma realidade contemporânea da qual a escola ainda não se apropriou. Os fatores que tem levado a isso são: falta de programas de formação de professores que leve ao domínio do chat como instrumento didático; subutilização dos laboratórios de informática por parte dos professores; falta de interação lingüística entre professores e alunos e; ainda há professores filiados à velha compreensão de que a língua está assentada na dicotomia fala versus escrita.
Embora o chat tenha demonstrado grandes potencialidades no que se refere à educação lingüística do estudante-cibernauta, é uma ferramenta subutilizada nas atividades de ensino de língua portuguesa nas escolas.
Assim, faz-se necessário afirmar que a despeito das preferências, o chat pode ser explorado nas mais variadas nuances em sala de aula, como mecanismo de interação lingüística na qual os estudantes produzem e publicização seus discursos, bem como fazem leituras de conversações imediatas, etc. Isso ocorre porque no chat permite a comunicação instantânea entre várias pessoas conectadas à rede via programas específicos, MSN é o mais comum.
Desse ponto de vista, Marchuschi (2005) ponderando sobre a questão da supremacia da escrita nos espaços digitais nos diz que “tudo indica que está se constituindo um novo formato de escrita numa relação mais íntima com a oralidade do que a existente” (MARCHUSCHI, 2005, p. 65).
Dessa maneira, reconhece-se que a comunicação via chat é um fenômeno onde a interatividade permite a discussão sincrônica em rede, podendo leva à produção e discussão de tema e conteúdos além do planejamento engessado da escola, sobretudo, na disciplina de língua portuguesa.
Segundo Prado (2001) isso pode levar à criatividade do estudante, isto é, por ser uma produção de discurso na coletividade da rede registra-se na maioria das vezes, a abordagem de temas variados, nos quais a linguagem vai além código restrito da escrita.
O uso principal e sistemático do chat na educação e, sobretudo, na aula de língua portuguesa, ensino de linguagem está na perspectiva de produção e socialização de textos em tempo real. Estes textos são produzidos na instantaneidade da rede, portanto, a escrita ganha aspecto de fala cuja interação verbal leva a diálogos naturais e, nestes, tal qual ocorre na conversação face a face não há elaboração discurso, caracterizando que no chat sobressai o coloquialismo, embora este esteja suportado na tecnologia intelectual escrita.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A ANÁLISE DO DISCURSO NA COMPREENSÃO DISCURSIVA DO CURRÍCULO

Nesta discussão parte-se da perspectiva de que, a Análise do Discurso sendo nascente da chamada “virada discursiva ou lingüística”, a qual ocorre a partir dos anos 60, quando nas Ciências Sociais iniciam-se as ações da lingüística na sociologia, ciências políticas e na educação, onde o discurso assume um papel central. Desse modo, certemente contribuirá para a compreensão de que o currículo é um dispositivo discursivo no qual acontecem os registros das tensões nas quais o poder se institui.
Nesse contexto a Análise do Discurso tem possibilitado a compreensão das relações de poder e, sobretudo, as representações das identidades a serem (des)construídas no interior da escola. Isso ocorre porque o currículo constitui-se como um dispositivo institucional com o qual a escola, de maneira arbitrária, o uso para dirigir suas ações conforme as determinações do sistema governamental.
Considerar-se-á como suporte teórico o pensamento de Foucault (2000), (1995) e Maingueneau (1999) visto que esses autores informam que o discurso é um ato de poder numa ordem instituída. Assim sendo, reconhece se aqui o currículo como um discurso instituído ao qual se associam interesses múltiplos, isto é, escola, comunidade e sociedade tencionam suas práticas as quais deveriam refletir no currículo da escola.
Em sendo a escola um espaço de construção de poderes, os conflitos são inevitáveis, pois os atores educativos pensam e desejam que seus discursos sejam reificados.
Dessa maneira, o currículo é epistemologicamente edificado nos paradoxos do sistema. Por um lado, a comunidade deseja avançar além da educação formal ofertada pela escola. Por outro lado, o mercado busca na imediatidade da formação de sujeitos preparados para assumir lugares específicos no mercado do trabalho, respondendo, assim, aos investimentos realizados durante o processo.

domingo, 9 de agosto de 2009

MARCAS...

Sobre a toalha as manchas
Do resto de vinho solvido
Em momentos de amor,
Agora denunciam a dor
De estar só.

No lençol amarrotado
E na cama desfeita,
O cheiro de nós espalhado
Faz do ar massa rarefeita
E confundir o pensamento.

Embriagado na vontade de ti
O coração está a sentir
Saudades...

09 de agosto de 2009, 16h42min
Robério Pereira Barreto

sábado, 8 de agosto de 2009

PASSEIO...

Igual aos fios da lua,
escorregando entre nuvens
de fina brucura;
passeias no meu querer nua
na rua deserta.

Passeia infinita no meu pensamento
e nenhum momento esqueço de ti
cuja simples imagem me traz alento.

08 de agosto de 2009, 00h30min
Robério Pereira Barreto

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"A VIDA É BOA" E A POESIA TAMBÉM!?

Quem se aventurar à leitura dessa obra perceberá que a vida, conforme disse Machado de Assis é, de fato boa. Melhor ainda se essa vida for acompanhada de poesia, arte, amizade, admiração e, sobretudo, respeito às diferenças individuais e coletivas. Assim sendo segue abaixo o prefácio da obra em questão. Boa leitura!

 
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PÉTALAS...

Entre páginas marcas
Com as pétalas da lembrança...
Sinto evapora diante de mim
Seu ser na fragrância da vida.

A cada respirar, seu cheiro
Embrenhando na alma
É como se tivesse aqui.

Ao toca as pétalas ecoa
Delas a perfume tal
Éter exalando voa...

Seu corpo em cada pétala
Seu cheiro em cada sorver
Da partícula da vida solta no ar.

Simplesmente seu corpo
Aqui está!

Robério Pereira Barreto
05 de agosto de 2009, 17h

terça-feira, 4 de agosto de 2009

DESEJO...

Com a seiva de seu beijo
Nasce em mim o desejo
De viver tudo desde o começo.

Mesmo que seja preciso
Vira tudo pelo avesso,
Descotinando os segredos...

04 de agosto de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

TEXTO RECEPTIVO À POETISA MÔNICA FERNANDES

POETAS

REUNIDOS NA IMENSIDÃO DA VIDA
CONSTROEM E DISTROEM ALMAS,
MACHUCAM CORAÇÕES COM PALAVRAS
DIÁFANAS E PUERIS QUE CORTAM
PEITOS FEITO FACAS.

SOLITÁRIOS AMAM MAIS
E ODEIAM EM DEMASIA
A SI E AOS DEMAIS...

JUNTOS DESGOTAM E GOSTAM
DA VIDA QUE LEVAM;
A NOITE, ENTRE PALAVRAS E MEDOS
MARCAM O PAPEL COM A TINTA DOS DESEJOS
AINDA NO DEVIR...

ISOLADOS MORREM NA PLÂIDE
DE ESQUECIDOS NAS ESTANTES
ENTRE PALAVRAS EMPOEIRADAS,
DITAS NA PENUMBRA DE SEREM
SIMPLES SÓS.

24 DE JULHO 2009,
UNEB – DCHT – CAMPUS XVI - IRECÊ

ATE QUANDO...?

Até aonde vamos nós
Levando esse amor
Que a distância todo dia tenta,
Mas não destrói?

Até onde nos sentimos nossos
Porque à noite, para dormir
Esforço-me e penso em ti
Como se estivesse aqui?

Até quando esse querer irá resistir
Se o desejo fez-se devir,
Fazendo-me sentir seu corpo no meu
Com a força e calor de um vulcão
A explodir em...?

29 de julho de 2009. 17h
Robério Pereira Barreto

sábado, 25 de julho de 2009

INCIDÊNCIA

Ando ao leu e sinto você
Ao toque suave do vento,
Que vagarosamente me faz
Estremecer de prazer.

Flutuando no êxtase...
Nesse encontro
Caminho entre nuvens
Sentindo a alegria de fazer...

Declinando ao firmamento
Em silêncio profundo,
Declamo seu nome
Em Ré, Dó, Mí, Fá,
Sol, Sí Lá estiver
Comigo para amar


25 de julho de 2009, 18h
Robério Pereira Barreto

domingo, 19 de julho de 2009

IMAGINANDO...

Na sua presença rio como menino
Solto à beira do rio que,
Na verdejante campina
E a sombra fresca do remanso
Perde a noção de tempo.

Na sua ausência choro sua saudade
Como o condenado que jogado no
Calabouço sente-se inútil e perdido
Na escuridão morre aos poucos.

Por isso, tenho a ti na memória
E no coração como o sangue
Que dar-me vida.

domingo, 12 de julho de 2009

WEBLOG COMO SÍTIO DE PRODUÇÃO DE LINGUAGEM ESCRITA E LEITURAS HIPERTEXTUAIS

Este ensaio traz à luz da discussão de que a weblog é um espaço de comunicação via escrita, bem como reconhecimento de que há nesse lugar a possibilidade de se permitir o acesso ao letramento daqueles que o acessa como meio de trocas simbólicas e culturais.
Desse pressuposto, pensa-se que as contribuições que o weblog oferece, são autorizar aos blogueiros a produção de textos nos quais se trocam de maneira contínua informações, sentimentos, contribuindo assim, com o processo de letramento dos cibernautas, sobremodo, do público infanto-juvenil, freqüentadores habituais do ciberespaço.
Nesse sentido, é relevante refletir quais as razões que levam a escola a ainda não reconhecer a produção escrita realizada no weblog como ação lingüístico-educativa, posto que, à medida que os paradigmas da educação na contemporaneidade convergem para o reconhecimento da formação de sujeitos produtivos e participativos na sociedade atual, onde há a prevalência de sujeitos letrados.
A esse respeito se faz interlocução com Soares (2000), uma vez que esta pesquisadora nos conduz à compreensão do conceito de letramento além da decodificação de sentenças formuladas em língua materna. Assim sendo, o ato de letrar se torna a possibilidade de levar o sujeito da linguagem ao mundo da escrita, a qual se dá pela aprendizagem de toda a complexa tecnologia envolvida no aprendizado do ato de ler e escrever. Todavia, a internet como dispositivo, bem como as tecnologias de informação e comunicação com as quais o weblog se concretiza como tecnologia intelectual facilitadora do processo de escrita na web.
Por isso, o cibernauta carecer saber fazer uso e envolverem-se nas atividades de produção de leitura e escrita quando as assume na coletividade do ciberespaço. Ou seja, para entrar nesse universo de produção escrita e leitura, é fundamental apropriarem-se do hábito de buscar informações no hipertexto da web e, com isso, fazem-se deslocamentos severos dos papéis tanto de que escreve quanto de que ler no ciberespaço. Nesse mister, evidenciam-se ainda as funções até então exercidas pela escola enquanto espaço de formação de sujeitos na sociedade dos signos, letrada.
Importa dizer aqui, ainda, que sob o auxílio do computador ligado à internet, a ação de letramento ocorre de maneira singular, isto é, distancia-se assim, daquela concepção de que somente o alfabetizado é capaz de comunicar-se usando a tecnologia intelectual escrita.
Para Lévy (2000) a dimensão da comunicação via escrita no ciberespaço é perpassada pelos signos que formam o ciberespaço como um hipertexto, posto que:

O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas [...] A dimensão da comunicação e da informação, então está se transformando numa esfera informatizada. O interesse é pensar qual o significado cultural disso. Com o espaço cibernético, temos uma ferramenta de comunicação muito diferente da mídia clássica, porque é nesse espaço que todas as mensagens se tornam interativas, ganham uma plasticidade e têm uma possibilidade de metamorfose imediata. E aí, a partir do momento em que se tem o acesso a isso, cada pessoa pode se tornar uma emissora, o que obviamente não é o caso de uma mídia como a imprensa ou a televisão. (LÈVY, 2000, p. 13).
Neste ponto de vista, tem-se a presença da virtualização da sociedade contemporânea, referendada pela virtualização do saberes possibilitados pela internet, visto que a linguagem, a técnica e as relações sociais, são postos em destaque a partir dos novos papéis atribuídos à escrita enquanto tecnologia intelectual.
Nessa perspectiva, Lévy (2000) pondera que, o surgimento da escrita abrevia nossa capacidade de nos comunicarmos de maneiras variadas, por meio de textos escritos de e com formatos diferenciados, visto que os autores – blogueiros - passaram a usar o espaço cibernético como possibilidade de superação dos anacronismos do conceito e alfabetização e letramento proposto pela cultura escolástica até então vigentes no meio educacional brasileiro. Isso certamente ocorre porque eles – cibernautas, blogueiros – aprendem o código e a mecânica, do weblog mesmo sem terem sido alfabetizados ciberneticamente; até porque a escola ainda pensa e atua de forma antinômica no que se refere à produção de escrita e a realização de leitura no ciberespaço.
No plano de reconhecimento de que a escrita tem sido perpassada por novos sistemas sígnicos, Lévy nos provoca:

Com a escrita, e mais ainda com o alfabeto e a imprensa, os modos de conhecimento teóricos hermenêuticos passaram, portanto, a prevalecer sobre os saberes narrativos e rituais das sociedades orais. A exigência de uma verdade universal, objetiva e crítica só pôde se impor numa ecologia cognitiva largamente estruturada pela escrita, ou, mais exatamente, pela escrita sobre suporte estático. (LÈVY, 1996, p. 38).
Esta corrente leva-nos à inferência de que força do pensamento de Lévy está na perspectiva de que a comunicação escrita e as leituras realizadas por meio da weblog, não se limitam ao reconhecimento da escrita como prática de alfabetização, tampouco da leitura como mero ato de letramento. Isso ocorre porque há o estabelecimento de novos paradigmas lingüísticos na concepção de linguagem e de construção de conhecimento bastante diferente da tradicional, situada na historicidade do sujeito e da linguagem.
Desse modo, a relação do sujeito com a “escrita de suporte estático” é subvertida em virtude da criatividade com a qual os “blogueiros” fazem funcionar a linguagem e as ações lingüístico-discursivas que constituem e constroem os sujeitos dos enunciados, bem como provocam e solicitam praticas pedagógicas que “Antes de ser para a comunicação, a linguagem é para a elaboração; e antes de ser mensagem, a linguagem é construção do pensamento; e antes de ser veículo de sentimentos, idéias, emoções, aspirações, a linguagem é um processo criador em que organizamos a informamos nossas idéias.” (FRANCHI, 1977, p. 25).
Disto, certamente, transcorre que a criatividade não está apenas no estilo de comunicação escrita que é realizada no weblog, sobretudo, porque há uma individuação no uso da escrita e das ações lingüísticas nas quais se estabelecem a subjetividade como “ações de linguagem” que se tornam recursos expressivos no ato de produzir escrita e leitura no ciberespaço.
Nesse contexto é imperativo dizer que as “ações de linguagens” decorrentes do uso da escrita no weblog são, em verdade, caracterizam-se como atos de construção de discursos com os quais se justapõem a estruturação e o rigor da escrita e a criatividade de seu uso, possibilitada pela dinâmica do ciberespaço com a qual se deparam sujeitos da linguagem diante da tela do computador permeada por signos hipertextuais.
A ação de produzir escrita e leitura no weblog leva o blogueiro, produtor de comunicação escrita a reconhecer que

Na verdade é somente na tela, ou em outros dispositivos interativos, que o leitor encontra a nova plasticidade do texto ou da imagem, uma vez que, como já disse, texto em papel ( ou filme em película) forçosamente já está realizado por completo. A tela informática é uma nova “maquina de ler” e escrever (grifo meu), o lugar onde uma reserva de informação possível vem se realizar por seleção, aqui e agora, para um leitor particular. Toda leitura em computador é uma edição, uma montagem singular. (LÉVY, 1996, p. 41)
Assim, infere-se que há nesse espaço uma ação mediada pelo computador, o qual se faz presente como recurso tecnológico a facilitar a movimentação do blogueiro enquanto sujeito da escrita e da leitura veiculadas na blogosfera*.
Provisoriamente, é fundamental reconhecer que em virtude da realidade contemporânea na qual a internet e suas ferramentas de comunicação e informação promovem a cibercultura da sociedade, perceber o weblog como espaço de produção de escrita e leitura da realidade social em que as redes sociais, políticas e culturais se ampliam continuadamente em tal ciberespaço é uma nova vertente a ser explorada pela escola.
Espera-se, portanto, que nesse processo os professores que atuam na sala de aula, possa utilizar esse expediente como ferramenta de produção criativa de saberes através dos usos continuados da escrita como tecnologia intelectual da sociedade contemporânea.
Bibliografia
OLIVEIRA, José Marcio Augusto. Escrevendo com o computador na sala de aula. São Paulo: Cortez, 2006.

terça-feira, 7 de julho de 2009

SER BEM MAIS DO QUE...

A vida é um sonho onde a calvada se faz na imaginação de amar e viver momentos de solidão e alegria com e/ou sem companhia. À noite vive-se as chamas do querer a ti no desejo de amar com o calor da vida. Ai, esta música de Paula Fernandes faz isso de maneira instigante. Então, webleitor se delicie com o clique abaixo: