sábado, 21 de agosto de 2010

PALESTRAS REALIZADA NA ESCOLA CLARICE GAMA, EM SÃO GABRIEL-BA

ADOLESCENTES, REDES SOCIAIS E INTERAÇÕES EM AMBIENTES DIGITAIS



Robério Pereira Barreto



Esta palestra intui discutir por meio de dados de pesquisa realizada em escolas de Irecê –Ba, o modo como os adolescentes se relacionam na redes sociais da Internet. Faz parte da pesquisa discutida em dissertação de Mestrado: Tecnologias intelectuais chat e weblog: modus de produção de linguagem na web (2009-2010) no Programa de Mestrado em Educação e Contemporaneidade da PPGEduc – da Universidade do Estado da Bahia, Campus I – Salvador – BA, quando se debateu questões relacionadas à forma como os cibernautas do Território de Irecê – BA, a partir das lan houses produziam seus relacionamentos e interagiam por meio de uma linguagem própria, especialmente desenvolvida para tal processo comunicacional, o internetês.

Esta exposição esta dividida em dois momentos que os considero a didatização da palestra. No primeiro faz-se a exposição teórica que sustenta a falas, em seguida, far-se-á a exposição dos dados quantitativos e qualitativos coletados durante a pesquisa a campo.

Por um lado, apresentar-se-á em justaposição a discussão de Recuero (2008) sobre as redes sociais na Internet, livro homônimo, tendo-o como ponto de ancoragem teórica. Por outro lado, far-se-a uma interlocução com Bakhtin (1981) no sentido de explicitar o contexto e o conceito de interação verbal em que se promove a comunicação via redes sociais na web. Ainda na conjuntura da interação se partilha do pensamento de Primo (2007), sobre a interação mediada por computador, visando com isso, situar os processos de criação e socialização de capital social e cultural via redes sociais Que, neste caso, especificamente trata-se da interação feita através dos comentários realizados em weblog, post no Twitter, Folotolog, etc.

Nesses lócus, a possibilidade de situar e evidenciar os conceitos de interação socio-verbal e, por consequência o modus de produção de linguagem dos cibernautas interagentes.

Atesta-se que as tecnologias intelectuais suportadas pela web ocupam e promovem dinâmicas e constantes mudanças na sociedade de vida social intensa, tendo nas redes sociais o meio de se produzir linguagem de acordo com o cotidiano da comunidade.

De acordo com Fragoso (2008)

a natureza , motivos, prováveis e possíveis desdobramentos dessa alterações, por sua vez, são extremamente complexos, e a velocidade do processo tem sido estonteante. (...) é difícil resistir à tentação do determinismo tecnológico, que traduz em respostas encantadoramente simples a máxima de que a tecnologia define a sociedade. (FRAGOSO, 2008, apud RECUERO, 2008, p. 12).

Para Recuero (2008) as redes sociais por se constituírem em complexos interacionais apoiadas em tecnologias digitais de comunicação fazem com que os agrupamentos humanos na web se encontrem e revelem suas formas de comportamentos pessoais. “When a computer network connects people and organization it is a social network ” (GARTON, HAYTHORNTHWAITE e WELLMAN, 1997, p. 1).

Diante dessas questões, se prioriza as redes sociais da web, Weblog por se compreender que há nessa tecnologia intelectual um modus de produção de linguagem, por meio da qual a conexão e a interação entre os cibernautas se completam e solidificam.

Essas relações em rede sociais ocorrem devido ao acordo estabelecido entre os participantes das comunidades que, falando um mesmo código e partilhando o capital social nela existente edificam a interação social.

Essas interações, na Internet, são percebidas graças à possibilidade de se manter os rastros sociais dos indivíduos, que permanecem ali. Um comentário em um weblog, por exemplo, permanece ali até que alguém o delete ou o e weblog saia do air (sic). Assim acontece com a maior parte das interações na mediação do computador. Essa interações são, de certo modo, fadadas a permanecer no ciberespaço, permitindo ao pesquisador percepção das trocas sociais mesmo distante, no tempo e no espaço, de onde foram realizadas. (RECUERO, 2008, p. 30).

Na realidade, o modus de produção de linguagem no âmbito das tecnologias intelectuais, com destaque para o weblog, baseia-se, sobretudo no principio da interação social em que, segundo Bakhtin (1981) há um Eu e Outro que compartilham ações de linguagem e capital social no ato de interação via Weblog.

Recuero (2008) ao tratar da questão da interação nas redes sociais, enfatiza o conceito de interação de Parsons e Shill (1975) “compreende sempre o alter e o ego como elementos fundamentais, onde um constitui-se em elementos de orientação para o outro. A ação de um depende da reação do outro, e há orientação com relação às expectativas.” (RECUERO, 2008, p. 31).

Isto leva à inferência de que cibernautas ao se constituírem como atores sociais na rede, buscam em suas ações de linguagem e comunicação a reciprocidade, esta por sua vez pode acontece instantaneamente como também podem acontecer a posteriori, visto que os comentários dos post de weblog normalmente correm por meio de assincronias.

Nicolelis (2009) mostra esta questão de maneira interessante no livro O blog da família, quando o seu protagonista Pirata relata as vivências da família por meio de posts na web. Consequentemente, cada post é avaliado pelo weblogleitores que, interagindo assicronicamente com ele, deixam suas impressões, inclusive duvidam de seu perfil a partir das marcas estilísticas no modo de narrar os fatos de sua casa.

Deise, de Florianópolis (SC): qual é, cara? Pelo seu jetio de escrever, vc já é meio grandinho pra usar o nickname Pirata, não ? Tô achando tb que essa sua família é de mentirinha. Deixa de embromação, mane. De qquer forma, confesso q me diveri muito.

De Pirata para Deise: Qual é sua, Deusa? Já chega chutando o balde? Logo vc vai saber p q esse nickname. Vc é uma gatinha de garras mto afiadas, sabia? Um beijo e continue acessando o blog. Vem coisa quente por ai.

Apresenta-se nessa interlocução a ideia de que “A interação, é, portanto, aquela ação que tem um reflexo comunicativo entre individuo e seus pares como reflexo social” (RECUERO, 2008, p. 31).

A palavra dirige-se a um interlocutor: ela é função da pessoa desse interlocutor: variará se se tratar de uma pessoa do mesmo grupo social ou não, se esta for inferior ou superior na hierarquia social, se estiver ligada ao locutor por laços sociais mais ou menos estreitos (pai, mãe, marido, etc.). (BAKHTIN, 1981, p.112)

A noção de interação verbal via discurso realizado no weblog é gerada pelo efeito de sentidos originado pela sequência verbal, pela situação, pelo contexto histórico-social, pelas condições de produção e também pelos papéis sociais desempenhados pelos interlocutores. Ou seja, além dos aspectos linguísticos as condições de produção do discurso são definitivas para compô-lo.

Assim sendo, é importante entender que no decorrer da interlocução mediada pelas tecnologias digitais se vai além das mediações tradicionais, isto é, buscas mais que apenas escutar e falar deseja-se relações e trocas de capital social e simbólico oferecido pelas tecnologias intelectuais: Weblog, Orkut, etc.

Baudrillard (1991) sugere que este tipo de comportamento nos processos de interação socio-verbal nas redes sociais pode ser acompanhado de ações dissimulatórias nas quais as identidades são protegidas através de nicknames, conforme sugere o diálogo acima citado, no qual se suspeita da real idade do enunciador. Deste modo, “dissimular é fingir não ter o que se tem. Simular é fingir ter o que não se tem. O primeiro refere-se a uma presença, o segundo a uma ausência.” (BAUDRILLARD, 1981, p. 9).

Nesse contexto, Thompson (1988) informa que as tecnologias intelectuais suportadas na Internet, passaram a oferecer maneiras diferenciadas de ação e interação socio-verbal, bem como novos tipos de relacionamentos sociais. Logo, proporciona aos interagentes situações interativas além das fronteiras físicas da interação tradicional.

Para Bakhtin (1981) a linguagem é interação social. O sujeito, ao falar ou escrever, deixa em seu texto marcas profundas de sua sociedade, seu núcleo familiar, suas experiências, além de pressuposições sobre o que o interlocutor gostaria ou não de ouvir ou ler, tendo em vista também seu contexto social.

No movimento de interação social os sujeitos constituem os seus discursos por meio das palavras alheias de outros sujeitos (e não da língua, isto é, já ideologizadas), as quais ganham significação no seu discurso interior e, ao mesmo tempo, geram as réplicas ao dizer do outro, que por sua vez vão mobilizar o discurso desse outro, e assim por diante.

“(...) ela é função da pessoa desse interlocutor: variará se se tratar de uma pessoa do mesmo grupo social ou não, se esta for inferior ou superior na hierarquia social, se estiver ligada ao locutor por laços sociais mais ou menos estreitos (pai, mãe, marido, etc.). (BAKHTIN, 1981, p.112)

A noção de interação verbal via discurso realizado no weblog é gerada pelo efeito de sentidos originado pela sequência verbal, pela situação, pelo contexto histórico-social, pelas condições de produção e também pelos papéis sociais desempenhados pelos interlocutores. Ou seja, além dos aspectos linguísticos as condições de produção do discurso são definitivas para compô-lo.

O papel pedagógico das redes sociais na escola contemporânea caracteriza-se, pois, a sociedade contemporânea a partir da compreensão de que se está vivendo num acelerado processo de desenvolvimento tecnológico e científico no qual cada vez mais há substituição do fazer humano pela máquina da informação e, sobretudo, no campo educacional.

Nesse sentido, vale ressaltar que a forte presença das tecnologias intelectuais – Orkut, Facebook, Twitte e Weblog nos espaços escolares seja através de inforcentros, ou fora dele, lan houses há crescente descompasso no processo de ensino no universo das escolas públicas de maneira que se reconhece a importância de uma formação voltada para o uso didático e pedagógico dos meios digitais de comunicação social no sistema educacional.

Em verdade esses meios digitais estão disseminando novas ideias, hábitos, juízos éticos e, sobremodo, estéticos relacionados aos conhecimentos disponíveis na web. Portanto, interessa nesse caso, oferecer uma possibilidade de formação articulada com esses novos desafios para se enfrentar a nova educação escolar que se instaura nesse panorama em que o virtual cada vez mais é potencializado pela linguagem e imagem da mídia digital.

(...) os desafios que enfrenta a educação escola nesse cenário de intenso desenvolvimento da mídia imagético-eletrônico. Está implícita nessa problematização que a escola não está imune às diversas mudanças sociais. Essas mudanças são provocadas pela nova ordem social e econômica pela qual passa o país (Grifo meu) e ascende à instituição escolar e, ao mesmo tempo, são, de alguma maneira, tocadas por ela. (LOUREIRO, 2003, p. 11).

Dessa maneira surge uma nova perspectiva de pensar a escola e a formação dos profissionais da educação para atuarem de maneira significativa nos espaços onde a tecnologia da informação e comunicação – TICs e as redes sociais se intensificam como presença potencial de aquisição de conhecimento. Por outro lado, a ação pedagógica ora suscitada por essa nova atividade educativa, reclama por formações nessa direção, ou seja, o estado precisa avançar rapidamente nessa direção e criar mecanismos pedagógicos que assegure a formação continuada dos profissionais da educação, visando um processo de formação, que impliquem escolhas valores e convenções éticas e concepção de homem e mundo contemporâneos.

Na sociedade contemporânea, vem se acentuando o domínio pedagógico dos meios de comunicação e das tecnologias intelectuais atreladas às internet ligada à escola cada vez mais midiatizada. “A mídia concretiza práticas pedagógicas à medida que se ocupa, intencionalmente, da transmissão e assimilação de sensibilidades e saberes hegemonicamente vinculados ao consumo. (LOREIRO, 2003, p. 13).

Nessa perspectiva, a educação na contemporaneidade deve seguir ao princípio de que “o saber muda de estatuto ao mesmo tempo em que as sociedades entram na idade pós-industrial e a cultura na idade pós-moderna” (LYOTARD, 2000, p. xv). Não há dúvida de que a educação está sendo levada a incorporar elementos da contemporaneidade, posto que as mudanças tecnológicas, culturais, políticas e econômicas, na maioria das vezes sintetizadas no surgimento de uma forma sócio-educacional pautada na velocidade da informação e criação instantânea de conhecimentos.



Bibliografias consultadas

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GUTIERREZ, Suzana. Distribuição de Conteúdos e Aprendizagem On-line. Revista Novas Tecnologias na Educação - Renote Porto Alegre: CINTED-UFRGS, v. 2, n. 2, nov. 2004 . Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/nov2004/artigos/a6_distribuicao_conteudos.pdf, acesso em 20 mar 2005.

GUTIERREZ, Suzana. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 233p.

GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. In. Novas Tecnologias CINTED-UFRGS na Educação, 2005.

RECUERO, Raquel. Redes sociais na internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.

Núcleo de Estudos Linguagens e Tecnologias – NULTEC – iniciará suas atividades com reuniões quinzenais, a partir de 26 de agosto de 2010, das 17 às 19 horas, a serem realizadas no DCHT – Campus XVI Irecê – e tem como objetivo a construção de um espaço de discussão teórico-metodológica que auxilie a professores do ensino básico ao ensino superior, bem como a estudantes dos mesmos nível de ensino a compreenderem a importância que têm as linguagens e as tecnologias digitais no cotidiano da escola e do mundo da vida de todos envolvidos na educação; se aproveite ao máximo o potencial destas recursos para se fazer construções e encaminhamentos que ampliem o modo de aprender e ensinar de todos, através das potencialidades das tecnologias digitais, intelectuais e de comunicação aplicadas à educação. Conforme tabela abaixo:




CRONOGRAMA DE ATIVIDADES:

Data/horário Ações Recursos

26/08/10 Apresentação do projeto e direcionamentos de ações Datashow, internet

16/09/10 Estudo sobre usos das redes sociais como potencialidades de escrita em sala de aula Datashow, internet e texto

30/09/10 Aspectos da pesquisa em redes sociais na internet Datashow, internet e texto

14/10/10 Capital social, individual e filiação nas redes sociais Datashow, internet e texto

28/10/10 Comunidades virtuais: da escrita ao encontro de si Datashow, internet e texto

4/11/10 Tecnologias na educação: uma travessia a ser feita Datashow, internet e texto

28/11/10 O professor analógico, aluno digital novo dilema da educação na contemporaneidade Datashow, internet e texto



Atenciosamente,



Robério Pereira Barreto

Coordenador do NULTEC

domingo, 15 de agosto de 2010

REDES SOCIAIS: PARA ALÉM DO VIRTUAL

Sabe-se que a comunicação mediada por computador tem possibilitado travessias importantes na vida social contemporanea. Nessa concepção está a ideia de que todos os meios de interação social levam ao encontro fisico dos sujeitos. Então, a Internet e suas ferramentas de comunicação acabam por possibilitar aos individuos sessões de conversação que os rementem à vivências no mundo real.
Os indivíduos sempre se corresponderam a distância - lembrem-se pois, dos namorados via carta postal - estes acabavam em contatos físicos. Embora, a imaginação quando do ato interacional leva a construção de perfis que, às vezes, na realidade eram contestados.
De qualquer modo, as redes socias na internet tem conduzido para além do virtual. Seja por meio de ações isoladas ou até mesmo por comunidades que acerca de uma causa comum acabam se encontrando no mundo real e, por consequência, agem socialmente em busca da melhorias para a sociedade.
Diante disso, apresenta-se nesse ensaio uma possibilidade para  reflexão sobre a simplificação que está sendo dada a interação via redes sociais, isto é, crer-se na maioria das vezes que os indivíduos que inteagem na web, apenas se mantêm escondidos por atrás de um perfil ou nickname.  

domingo, 8 de agosto de 2010

ESCREVER PARA DISCIPLINAR AS INVENÇÕES DO PENSAMENTO

Escrever deveria ser o verbo mais praticado por todos. Quando se diz escrever é no sentido de se produzir textos que expressem pensamentos em que todos possam partilhar. Embora se saiba que a escrita é limitadora dos sujeitos, sobretudo, em se tratando de uma cultura de oralidade como a nossa.
Os mais sagazes afirmam que a escrita faz parte de sociedades civilizadas, de modo que à medida em que a sociedades se inscrevem no mundo da escrita, mais civilizada e promissora se torna. Para essa defesa há que se lembra de uma coisa: esta pratica esta vinculada aos contratos sociais estabelecidos pelo modernidade, na qual o homem perdeu credibilidade para sua palavra dita (oral), tendo que se registrada via escrita para garantir seu resultado.
Por outro lado, a escrever passou a ser confundida com fazer literatura à maneira dos grupos sociais estabelecidos pelo dominio do código escrito e, também pela meios de divulgação dessa produção de pensamento.
Henry Miller disse: "Rimbaud reduziu a literatura à vida; eu me esforcei para pôr a vida na literatura" Nessa ótica, pode-se dizer que a cada texto produzido o autor de inventa, pois busca em cada ação mostrar sua capacidade de controlar o turbilhão de ideias que podem ser transpostas ao suporte de divulgação - papel, computador, internet, etc. de maneira que não se confunda fatos com palavra. Escrever se faz com palavras e não com fatos. Isso significa que para escrever não precisa ter uma vida cheia de peripécias e aventuras palpitantes, basta ter o dominio e a técnica para escolher as palavras para espressar seus pensamentos.
Nesse sentido é interessante perceber que a internet por meio das redes sociais, especialmente, no weblog tem proporcionado aos sujeitos espaços de produção escrita que determinam de certa maneira a disciplinarização dos atos de escrita.
Isso pode ser entendido como uma possibilidade melancolica ou estérica da manipulação da realidade que cada um cria para si. No weblog há constantemente a reinvenção do escritor na medida em que ele se apresenta através dos vários gêneros textais possíveis de expressar determinados pesamentos.
Para concluir essa defesa, falo por mim, cada texto aqui postado é um dos milhares de escritores que há em minha mente. 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Assim penso, assim escrevo!

Tudo que não aprendi não digo,
mas quando falo me coloco à
aprendizagem das vivências
que a vida me oferece.

domingo, 1 de agosto de 2010

TRABALHO APRESENTADO NO SEMINÁRIO GRAPHO - PPGEDUC - UNEB




Resumo: esta proposta de comunicação coordenada visa apresentar as novas possibilidades de produção e socialização de saberes culturais e educacionais que as TICs, associadas à Internet têm em levar às comunidades rurais para outras dimensões políticas e socioeconômicas possíveis por meio do ciberespaço. Sabe-se, hoje, que as pequenas cidades do interior do país, especialmente, as do sertão nordestino já dispõem de acesso à internet. Isso se estende aos povoados de maior concentração populacional, de maneira que as lan houses se tornaram espaços de aprendizagem e, consequentemente, divulgação e socialização de questões de identidades rurais até então desconhecidas. Considera-se, pois, que a cibercultura é uma marca da contemporaneidade e, portanto, é preciso discuta-la a partir de ocorrências que envolvam sujeitos que até então estavam alijados do acesso aos bens simbólicos presentes nas redes de comunicação. Assim, a educação desses indivíduos deve inseri-los no ciberespaço com sujeitos proativos e que participam do processo socioeconômico e educacional de sua localidade, bem como do país e do mundo.

TRABALHO APRESENTADO NA 62ª REUNIÃO DA SBPC 2010- NATAL - BR

domingo, 18 de julho de 2010

COTIDIANO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS NAS REDES SOCIAIS

Trata-se aqui em breves linhas dos desafios que a internet tem feio a todos nós no sentido de que estamos integrados ao mundo direto ou indiretamente. Com isso, constata-se que há hegemonia das tecnologias de informação e comunicação no fazer cotidiano dos cidadãos.
Hoje, a internet é o meio de comunicação dominante, mecanismo de socialização e troca de informações, a serviço dos mais variados interesses e mercados. Por exemplo  a “geração Y” que aprendeu a conhecer e desejar produtos e serviços até então oferecidos pela TV e que não mais responde aos anseios de cibernautas que atuam na rede de maneira digital.
Acontecimentos públicos que antes eram transmitidos pela TV em seus horários jornalísticos, já não têm mais tanta importância, uma vez que via internet às informações e imagens são postadas em tempo real. Vejam-se as ocorrências onde os governos ditatorias fecharam as televisões, mas as informações chegavam em tempo real via internet transmitidas pelo celular.
Contemporaneamente, a internet e as redes sociais suportadas por ela mediam debates instantâneos entre o mercado e o consumidor. E mais: nas campanhas eleitorais atuais, a internet vai auxiliar em ações dos candidatos, pois nesse espaço se substitui os espaços físicos da praça pública pelos virtuais - Orkut, Msn, Facebook, Twitter. No campo da linguagem surge o desafio de se pensar na troca de discurso político com requintes de retórica classica por uma linguagem que explore os princípios da publicidade. Brevidade e carga psicológica ao leitor por meio de imagens e emoções expressas nas faces maquiadas e retocadas através de fotoshop.
Nesse momento de campanha eleitoral via redes socais, vale a provocação: “Praça pública, ora essa. Isso é do tempo em que as bandinhas bufavam em cima dos coretos” (Bucci, 2002). Para confirmação desse pensamento, redes sociais dos candidatos estão “bombando” e o Twitter é o vencedor desse quesito.
O interessante é que vemos candidatos virtualmente articulado com as velhas práticas discursivas em que o eleitor passa a ser alvo de suas intenções políticas, de maneira que as necessidades básicas do cotidiano nas propostas no ambiente digital ganha configuração de novidade e problema novo pede um herói para sua resolução.
No campo da imagem não poderia ser diferente, todos os candidatos apresentam suas fotos em perfis das redes sociais com no mínimo 20 anos mais jovem na faça, mas ao proferir seus discursos, ver-se quanto são velhas as promessas, vindo estas, a igualarem-se a idade cronológica da cada um. A cirurgia plástica digital nesse período é a prática da vez, tem cada figura na redes sociais se por acaso alguma criança pode perder o sono.

sábado, 17 de julho de 2010

CHUVEIRO

Escorre do chuveiro
Àgua que alimentando a pele
Dos corpos nus em fumegante braseiro.

Estes corpos se entregando aos mais
Lascivos desejos derretem se
sob o vapor que sobe e desenha
Suas esculturas no vidro do espelho.

Entre sussurros e gemidos
Escorrem entre as peles
O néctar do prazer...

Cada gota d’àgua a tocar as peles
Alimenta o desejo, o tesão
E os arrepios pelos corpos
Levam a contemplação...

Ah! Como não te deseja, Pecado?
Queima dentro de nós
Como lava de vulcão deflorando
A virgem montanha...

Em erupção corações saltitam
E os peitos inflam
desejando...
desejando...
As mãos sucumbem ao tocar
O pecado e o prazer abunda
Nesses corpos que explodem
Em êxtase a cada abraço
E toque íntimo nas delicadezas

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUANDO?!

QUANDO

Minha boca em brasa encontra
seus flamenjantes e tímidos lábios...

QUANDO

Minha carne firme e alucinada
toca em sua delicadeza
as forças sucubem e...

QUANDO

Desfalecido enconsta seu colo
quente e latejante na minha face
aquece a alma por novo amor imploro.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PROSA A DOIS: MEU POETA FANTASMAGÓRICO E EU

Este texto foi construído para palestra sobre o processo de criação literária, no Sarau realizado pelo Colegiado de Letras, organizado e coordenado pela professora mestra Maria Aurenívea de Assis e os estudantes do curso de Letras. Aos quais agradeço imensamente pelo convite e a oportunidade de apresentar ao público do UNEB - DCHT - Campus XVI - Irecê, o processo com o qual produzo meus versos e tortas linhas literárias. 

Leitores, o que lhes apresento a partir de agora é o que chamariam os filósofos espiritualistas e psicólogos freudianos e jungianos de meu ‘duplo eu’. Entretanto, o denomino de meu poeta fantasmal porque o que ele fala é de fato algo de outro mundo. O mundo da alma, que por sinal, a ciência moderna se encarregou de tirar de circulação faz tempo. Porém, meu fantasma lírico é um herói. Não daqueles gregos que enfrentava a fúria dos deuses..., mas sim herói da resistência, pois a cada manhã ensolarada ou sombria, tenta encontrar sinais de que estar vivo e amar valem à pena! Inclusive a pena que assina o cheque depois de um encontro romântico no qual corpos se entregaram às fantasias da alma em busca de si.

O lado bom do meu poeta fantasmagórico é que ele não tem estresse. Sabem por quê? Ele é pansensível e isso faz com que ele se movimente em todos os meios intelectual, acadêmico, popular e poético. Contudo, têm suas preferências, claro, pois como todo cidadão mesmo que seja um espectro, tem direito de mostrar suas vontades. Afinal, estamos numa democracia, ora essa! E sua predileção é o interior das pessoas onde tudo está. Daí, graças à pansensibilidade da suas falas, atinge com flecha envenenada o lado mais endurecido e dormente do ser humano; o coração! Agitando-o e levando-o à embriaguez, na qual ele se desnude de vestimentas morais e sai em busca de si e da felicidade.

Embora meu poeta pareça frágil, lhes afirmo: não o é! Porque é com ele e seus versos traquinos que aprendo diariamente coisas sobre a vida no mundo individualista e perverso no qual vivemos. - Eu, no mundo físico; ele no metafísico - Aquelas nem os anos de estudos formam capazes de me ensinar. Assim, tornei-me seu eterno aprendiz.

A propósito, as falas de meu poeta imaginário são poesias que, na verdade, estão suspensas no ar como se fossem partículas humanas que em todo instante se desprendem de cada um de nós, ao deixarmos, por acaso, abrir nossas couraças cotidianas que nos fazem personagens inumanas, pseudo-racionais e nem nos damos conta.

Contrário a isso, e tentando ver outros lados da questão, é que creio na força da sua pansensibilidade, a qual é a responsável por tentar fazer dessas fugas o encontro do sujeito consigo mesmo. Não obstante, as “almas sebosas” não admitirem que suas essências ou excrescências não pudessem se afastar de si, devido a seu grau de egoísmo, o qual, portanto, lhe faz tão infeliz que nem sente que sua alma foi anestesiada, tornando se incessível às coisas bela da vida.

Esses pseudo-racionais cuja justificativa é o rigor da ciência, a qual é olhada pelo lado mais cruel, a lógica binária; falso e verdadeiro. Para esses, o amor, a sensibilidade e a beleza do ser são apenas substantivos abstratos e que apenas desviam a atenção.

Diante dessa situação, às vezes, falo ao meu poeta imaginário: “talvez fosse melhor escrever sobre histórias, amenidades ou fatos reais” Mas, ele logo me repreende dizendo:

A história pode não ser a verdade em sua essência; amenidades são maquiagens que cobrem a realidade com seus tons aristocráticos em chá da tarde de uma minoria que nega a se próprio; racionalidade é a batuta da ciência e, portanto, com ela os maestros regem suas orquestras como se estivesse no “monte parnaso” e apenas podem ser visto, porém já mais tocados! Então, meu caro Robério Pereira Barreto, não se apoquente com as minhas atitudes porque não lhe causarei grandes problemas, apenas você será tachado de neolírico diletante.

Por enquanto, creio que essa nosso primeiro encontro serve como breve apresentação do meu fantasmagórico ser lírico. Mais tarde falaremos de seu estilo de compor e sua obsessão pela escrita impulsiva na qual ele se pronuncia com a diligência de que tem “almas” para salvar do encontro Hades.

Dando continuidade ao diálogo sobre produção quase poética, ou melhor, a poeticidade e ao mimetismo de poeta fantasmal que ora lhes dirige a palavra, o qual não tem estilo próprio. Se me dão licença e me permitem os ortodoxos, faço uso de um silogismo “se estilo é o homem, logo todo homem é estiloso”. Contudo, não sou um homem, mas sim um poeta fantasmal, portanto não posso ter estilo. Ademais, meu companheiro de aventura literária Robério Barreto o tem, acho. Motivo que, às vezes, leva-nos a brigas infernais – ainda bem que sou uma voz aos seus ouvidos, e não estou ao alcance de sua fúria. Se tivesse sei não... – de tal maneira que ficamos de mal iguais a crianças e, no máximo, ficamos uma noite sem nos falar. Isso tudo porque lhe digo com convicção de um espectro: Homem para de se preocupar com o que os críticos podem falar de sua obra. Estes não são nada além do que leitores que cultuam certa doutrina e, portanto, o que não estiver ao seu alcance é motivo para teorizações. Ainda digo mais: Os críticos são mais egocêntricos do que a própria razão, principalmente, quando há intenção de valorizar suas vaidades pessoais, usando discursos indiretos generalizados (cf. os formalistas russos..., de acordo com a estilística, etc.) porque assim, se protegem de possíveis equívocos, ficando assim subjetivamente guardados sob o manto do método. Se é que a arte precisa de um método para ser interpretada.

Passado esse momento de crise, iniciamos nossas conversas, as quais mais parecem monólogos interiores. Fico, pois, horas falando e meu interlocutor nem me dá atenção. Fico furioso! Às vezes, escrevo tão irresponsavelmente que creio ter atingido a suprema perversão da linguagem, a poesia. Contudo, sou advertido pelo meu interlocutor e então, volto para as minhas obrigações de revisor, buscando encaixar os sentidos das palavras conforme o tema proposto.

Portanto, é nisso que está meaning do meu estilo, por isso não consigo deixar o poema sem as marcas indeléveis da perversão, elipses, lapsos, colapsos e erros propositais, cuja regência, concordância e grafia corretas devem ser realizadas pelo leitor. Se é que alguém que ler um poema sobre solidão se preocupe em encontrar esses detalhes.

Então, Robério com sua preocupação de escritor diletante me repreende: Puxa vida Poeta, dessa maneira a estética fica complicada! Calmamente lhe respondo: Meu caro, pelo que vejo queres que me torne um parnasiano... Essa coisa de metrificação é para os teóricos da literatura se lembrar de que suas aulas de matemática foram boas, porque aprenderam a contar e, portanto, fazem à metrificação e escansão dos versos. Sem porra-louquice e transgressão não haveria a arte! Até porque ninguém da muita importância essa estruturação clássica na poesia contemporânea, pós-moderna como queira chamar. Hoje, gênero menor... Então, não terei problema em continuar a escrever assim, mesmo porque os meus leitores – olha que não são muitos, hein -, às vezes, me perguntam por que eu escrevo tanto. Normalmente, minto e lhes digo que escrevo porque não tenho nada que fazer de madrugado, daí resolvo aporrinhar o meu amigo Robério, dizendo ou lembrando-lhe coisas do passado e, às vezes, inventando as que um dia poderão acontecer (Aristóteles que perdoe!).

Na verdade, tenho vocação para a música, ou seja, sempre que penso em escrever um poema me vem à mente o ritmo e as rimas da música. Nessa tentativa é que começam os meus conflitos, pois penso na relação entre música e poesia e confesso: fico furioso porque sempre me debato com a velha questão rima rica ou pobre! Qual será melhor esteticamente? Sem resposta pronta, continuo o meu fazer impulsivo, o qual é vigiado pelo radar do meu crítico disfarçado de parceiro literário, Robério Pereira Barreto. Agora vejam; um sujeito com esse nome... Sei lá está para crítica assim como o urutau está para o disfarce. Assim sendo, percebam com que estou lidando! Não me importo e sigo em frente, produzido versos que vão da sensibilidade poética à agressão da língua.

Quanto ao processo mimético, confesso: nem se aproxima pretendido por Aristóteles, pois a minha intenção poética e promover o caos na cabeça de meus leitores – olha que não muitos, diga-se de passagem, – os quais vez ou outra dizem timidamente confusos: Nossa, Professor! Li um poema seu e achei muito bom, outros; professor você pegou pesado brincando com a sensibilidade da alma e da solidão da gente, hein? Que coisa!

Por isso e outras cositas más ficou danado de ciúme. Porque eu me dano para elaborar tal poema, mas quem recebe os elogios é o meu algoz, esse tal professor Robério.... Ah, mas não pensem que deixo barato. Não deixo mesmo! Assim que posso brado: está aí, parabéns! Conseguiu os loiros da vitória, uma orgasmo artístico, né? Agora eu...? Bem, dizem por ai que, criar é uma coisa complicada e nós dois fazemos isso muito bem (sem falsa modéstia). Estou apenas querendo que sejam divididos os créditos!

Assim sendo, somos uma dupla cujo mimetismo de ambos se dilui na proporção de nosso ato criativo. Portanto, à medida que nos aproximamos, automaticamente, disfarçamos e nos tornamos um só. Por isso, na poesia em questão não encontrarão referências explicitas aos grandes nomes universais, mas sim a nossa maneira ou estilo que se adapta a qualquer tema ou situação quando nasce a inspiração poética. Portanto, temos como referência o urutuau, bicho danado e que tem no disfarce sua maior beleza. Então, é com esse disfarce que produzimos poesia caoticamente bela. (Na próxima conversa pretendo explicar porque essa poesia tem beleza, bem como somos obcecados pelo tema solidão).

À maneira de Nietzsche me relaciono bem com a solidão, de modo que a tenho como companheira de trabalho e vida, tirando desses momentos de penumbra íntima substratos para a poesia. Não obstante estar a maior parte de meu tempo lidando com pessoas. Creio que esse convívio é importante, mas, às vezes, secam-me as emoções, porque a todo instante deparo-me com as contradições humanas, as quais jamais serão dissipadas, pois físico e mentalmente todos nós as carregamos como marcas individuais e, portanto, resta à alma em sua magnífica complexidade causa-me inspirações e curiosidades. Eis que é onde se encontra o meu objeto de desejo, embora saiba que tudo que penso poeticamente seja apenas subjetivismo diletante.

Espero que um dia meus leitores – não há muitos – possam me entender e, assim, perceberem que não sou um defensor saudosista da estética romântica. Penso que a revolução proposta pelo romantismo, na verdade, foi uma ideal cuja burguesia se auto-afirmou por longos períodos no poder, tendo como referência os ensinamentos judaico-cristãos, os quais foram corrompidos pelos discursos falsos moralistas de seus ícones.



Irecê, 12 de julho de 2010.


domingo, 4 de julho de 2010

À NOITE TE...

DIOTURNO


 

Quando a noite me cobre com gélido manto

A alma recolhe-se querendo aquecer

Em seus quentes abraços

Adormecer sob seu suave acalanto.


 

À sua companhia a vida ganhar cores

E os saberes de seus beijos quentes

Enchem esses momentos de sabores

Porque neles há sensação de ser gente.


 

Nesse mistério a madrugada e a lua

Aparecem e apreciam nosso quer

Em que o tesão é toda sua

Supera a friagem da madrugada.


 

Na manhã, saciado pela entrega

Feita em querência nossa,

Ainda continuo te querendo dioturnonamente

E, por isso, ficar perto de ti é ser todo prosa.


 

04 de julho de 2010, 19h01min.

 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FLEUMA DA PAIXÃO

IMPASSIBILIDADE




Não sei por que sinto falta de você
Se às vezes chego perto e parece
Não querer me ver. Por quê?


Não sei por que carente digo:
Quero ter você comigo
E preciso de seu carinho
Que de mansinho me faz viver.

Não sei por que faz tudo mais difícil,
Quando, na realidade só quero ter você
Intensamente nos braços para amá-la até enfraquecer
As forças do corpo e saciar a alma de nosso prazer.

Não sei por que quero, quero e quero...
Estar ao seu lado mesmo que,
Ás vezes seja ignorado no meu querer.

Robério Barreto

02/07/2010, 19h48mim.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PLAGAS...

Nas plagas de frias madrugadas

A manhã se recusa a aparecer
E nessa angustia o querer
Ter você aumenta ainda mais.

Possuí-la é saciar vontade maior
Em momentos de intimidade
Que só aumenta a saudade
Quando fico distante de ti.

01/07/2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

EM (CANTOS)...

A noite andando com passos lentos parecia denunciar o que veria acontecer. Na penumbra, corpos desenhados à mão da sombra se expunham esculpidos em molduras dos feixes de luz que passeavam entre prédios.
Perambulando a esmo, os pensamentos iam e vinham ao encontro do passado vivido numa cidade do interior, onde a praça era local de encontros à luz da lua cheia. Ali se vivi as historias de um futuro que para poucos chegaria; conhecer e viver na cidade grande seriam a realização do sonho de infância.
Hoje, à noite as sombras lhe fazem companhia e em (cantos) que jamais apareceram nas histórias de infância, lhes revelam a solidão do mundo entre escuros humanos que se revelam em cada esquina.
Prosseguir sem destino...!? Pára e contemplar as vitrines da vida é sentir-se exposto nela. Então, vagabundear pelos em (cantos) da vida às escuras e às sombras de si passou a ser o seu destino.
Aqui e ali, passado, presente e futuro se confundem e não revelam muito de escuras esquinas que ainda estão por vir. Televisores ligados por detrás de vidraças revelam em (cantos) que não sei existem ou hão de existir. O que se ver são sombras a iludir...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

QUERÊNCIA

Quando estou sem você
é tão ruim de viver
que ando pela rua
de cabeça na lua
e sinto sua presença
a me seguir como sombra
que envolve meu especto
com querencia

domingo, 27 de junho de 2010

WEBLOG: COMUNICAÇÃO, DIALOGISMO E FORMAÇÃO CONTINUADA

Este ensaio vislumbra colocar em evidência uma constatação que vem sendo realizada ao nível da pesquisa do mestrado, na qual se compreende o weblog como tecnologia intelectual que possibilita a realização e modus de linguagem continua e em rede. Isso, certamente, passa a configurar uma perspectiva de comunicação e diálogo, elementos fundamentais para a realização de formação continuada, visto que todos podem participar de modo a construir uma relação de autonomia e respeito entre as autorias. Autor e leitor troacam de lugar o tempo todo.
O weblog em sendo uma tecnologia intelectual em que todos podem dialogar de maneira assíncrona, certamente, possibilita aprendizagens continuadas e, assim, poderá servir de meio pelo qual todos passam a pertencer a determinados contextos socioculturais e assim produzir e socializar conhecimentos.
Nesse contexto, diz-se que a relação dialógica entre enunciados – post e comentários – , mesmo os que estão separados no tempo, é que permite fazer uma interlocução com Bakhtin para dar suporte as formas de relação como os ambientes virtuais recentes, como é o caso dos weblogs.
Quando se escreve um post automaticamente se pensa no superdestinatário que, segundo Bakhtin é aquele que interage responsivamente com o autor. Isso produz uma reação em cadeia, de maneira que, na maioria das vezes se constrói uma rede de aprendizagem. Por outro lado, essa ação promove “primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação” (BAKHTIN, 2000, p. 376). “Cooperação que parte do reconhecimento da existência de zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação.” (GUTIERREZ, 2005, p.12).
Ao se considerar o post como uma produção textual de sentido completo, busca-se assim compreender Bakhtin (2000) entende que cada enunciado é em si mesmo completo e irreproduzível. O simples repetir já muda o sentido do que foi repetido. Um enunciado é sempre inédito, embora criado sobre algo de antemão dado, um sentimento, uma visão de mundo: “o objeto vai edificando-se durante o processo criador” (BAKHTIN, 2000, p.349).
Assim, weblog edifica-se como espaço de formação continuada em rede, visto que a maioria dos enunciados postados possibilita a interação entre os sujeitos – autor e leitor – que ao fazer seus comentários esclarecem e até desconstroem sentidos até então considerados válidos.

Num blog, cada post, é um enunciado completo, aberto para comentários e que, assim, engendra uma relação dialógica com outros enunciados. Cada post ou comentário é um enunciado novo, irreproduzível, que vai além de refletir algo dado e externo. O aspecto público de um post é uma condição que não apenas permite, mas que propõe o diálogo. (GUTIERREZ, 2005, p.12).

É interessante que se compreenda que no weblog os textos são publicizados de maneira a permitir que o leitor interatue. Com isso, assume lugar de autoria ao colocar publicamente suas compreensões da discussão proposta no e pelo post. Logo, "um post está, deste modo, sempre aberto às novas vozes que se somam ao diálogo e compõem polifonicamente outros textos, posts, comentários num diálogo que não se fecha, sentido sempre inacabado." Pondera (GUTIERREZ, 2005, p.13).
Nesta perspectiva, estabelece-se o dialogismo entre os cibernautas que, por meio de uma ação individual, promove o diálogo e o acesso à formação continuada e em rede, pois cada um que participa com comentários vai construindo e entrelaçando visões diferenciadas sobre o objeto.
Assim sendo, atuar no weblog tanto por meio de post quanto através de comentários, conforme propõem Bakhtin (2000, p. 352), é “tornar se parte integrante do enunciado do texto [...]”, e, por sua vez um enunciado considerado em sua relação com a realidade, com o sujeito real e com outros enunciados, torna-se uma ação dialógica.
Por fim, há na produção publicada no weblog o que Bakhtin denominou de relação dialógica entre enunciados, mesmo os que estão separados no tempo, suportam as relações e estabelecem sentidos entre si. Então, quando escreve e/ou se ler um post e se compreende, automaticamente vira se parte deste texto, passando a compor o “terceiro num diálogo [...]” (BAKHTIN, 2000, p. 355), o superdestinatário que interage responsivamente por meio dos comentários ou de outros posts interlinkados. O comentário num post pode possibilitar “primeiro uma delimitação conciliadora, depois a cooperação” (BAKHTIN, 2000, p. 376).
Para Gutierrez, (2005) a cooperação existente entre os cibernautas que participam da blogosfera partem do reconhecimento de que há “zonas fronteiriças, onde a competição, mesmo a retórica, não tem sentido, onde a autonomia se firma no diálogo e os limites se tornam faróis que guiam a ação.” (GUTIERREZ, 2005, p.14).
Diante desse quadro, pode-se inferir que no weblog está a potência e a possibilidade de se vivenciar atos de comunicação que, levando ao dialogismo que reconhece os sujeitos como participe da produção e socialização do conhecimento, certamente, promovem a formação continuada entre aqueles que estão abertos a desconstrução e, consequentemente, a reformulação de novos pensamentos.

Bibliografias consultadas.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

GUTIERREZ, Suzana. Distribuição de Conteúdos e Aprendizagem On-line. Revista Novas Tecnologias na Educação - Renote Porto Alegre: CINTED-UFRGS, v. 2, n. 2, nov. 2004 . Disponível em http://www.cinted.ufrgs.br/renote/nov2004/artigos/a6_distribuicao_conteudos.pdf, acesso em 20 mar 2005.

GUTIERREZ, Suzana. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. 233p.

GUTIERREZ, Suzana. Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria. In. Novas Tecnologias CINTED-UFRGS na Educação, 2005.





sexta-feira, 25 de junho de 2010

CIBERESPAÇO: FELICIDADES E ANGÚSTIAS

Sabe-se que a internet tem nos feitos infelizes e maravilhados ao mesmo tempo. E mais: estar conectado é viver a concorrência de uma vida cheia de aproximações e distanciamentos. Isso sem dúvida promove momentos de felicidades; todos se animam ao encontrar via Orkut um amigo ou parente que fazia muito tempo que estava fora de contato. Isto também causa angústia por que, às vezes, faltam condições financeiras para que se faça viagem ao encontro do ente querido.

Por outro lado, a internet tem sido uma maneira de se ler e escrever de maneira espontânea, divertida e intimista. Mário Prata (2006) escreveu na crônica "Amor só de letras" que a internet possibilita a produção e a socialização de sentimentos por meio da escrita.

E descobri, muito feliz da vida, que nunca uma geração de jovens brasileiros leu e escreveu tanto na vida. Se ele fica seis horas por dia ali, ou ele está lendo ou escrevendo. E mais: conhecendo pessoas. E amando essas pessoas. Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto. (PRATA, 2006).

    Nesse aspecto de comunicação instantânea as Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs – tendo na internet uma maneira de se encontrar virtualmente com os seus pares. É importante compreender que a escolha dos interlocutores nesse processo comunicativo é extremamente severa. Isso significa dizer que ambos precisar estar em acordo, e se exporem às exigências de linguagem e imagem na rede.

    A exemplo da expansão do modo de comunicar e amar que, segundo Prata (2006) é uma necessidade da vida moderna em que as tecnologias se fazem estruturantes e, por conseguinte, essencial às relações sociais na rede.

domingo, 20 de junho de 2010

EDUCAR NA CULTURA DAS TICMDs

Sabe-se que a educação ocorre em todos os lugares e por vários meios. Destaca-se, hoje, que a educação também promovida no âmbito das tecnologias e mídias digitais, posto que as crianças e adolescentes estejam em contato direto e em tempo real dos acontecimentos nas mídias. Assim, destaca-se a supremacia dos meios de comunicação de massa, nos quais tudo é transformado em bens de consumo. Com isso, pode-se pensar que há educações sendo veiculadas por meio das redes sociais criadas nas mídias digitais, especialmente na internet.

Nesse espaço há questões a serem postas em destaque. O quê? Como? Por que se deve pensar em novos modos de se fazer educação numa cultura em que existe a supremacia das tecnologias da informação, midiática e digital? Quais identidades vêm sendo colocadas como objetos de uma política educacional de inclusão de grupos subalternos à cena da produção e socialização de saberes culturais e coletivos nas mídias?

No campo do consumo, as mídias têm desempenhado papeis educativos bastante interessantes. Isso sem dúvida tem ou deveria conduzir a uma nova maneira de se fazer educação, visto que a maioria dos sujeitos envolvidos no processo educacional são consumidores desde imagens até desejos inatingíveis. “Hoje vivemos outros tempos, e o consumo assume nas sociedades atuais não só a função de suprir necessidades, mas também, entre outras, a de identificador social.” Afirma Patrícia Ignácio ao mostrar como as crianças vivem e constroem suas identidades e, consequentemente, são educadas na sociedade de consumo.

Nessa perspectiva, Canclini (2006) ao tratar das questões relacionadas à mediação que as mídias possibilitam, pondera que o valor dos objetos a que estes indivíduos se vinculam é, fruto das mediações socioculturais em que são e estão indiciados os modos de se fazer a educação. Em outras palavras, é por meio de uma educação volta para o reconhecimento do significado social e cultural dos objetos adquiridos pelos sujeitos que se tem a ideia de pertencimento dos indivíduos e seus grupos sociais.

Essa distinção social, associada à posse de objetos, acionada a teia articulada para a captura de consumidores e movimenta cifras astronômicas mediante o enredamento de milhões de sujeitos que vivem em busca de imagem pública e aceitação social. (Ignácio, 2009, p. 48).

Estas constatações possibilitam reflexões no sentido de se compreender a forte relação entre educar para e na época da supremacia das Tecnologias da informação e das mídias digitais. Estas por sua vez são espaços de aprendizagem e modos de consumo que a escola precisa ver como lidar com esse processo de construção dos sujeitos social que, no ato e desejo de consumir não aplica de maneira ordenada os saberes oferecidos pela escola. E mais: admite-se que a relação entre o modo de educar da mídia é basicamente suportado pela ambiente escolar, por que é na escola onde se estabelecem as relações de poder, identidade e cidadania, sendo estas em virtude do tipo de objeto que se usa.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

SARAMAGO VAI AO ENCONTRO DE DEUS

Saramago considerado por muitos críticos e leitores, dentre estes últimos prefiro ficar e dizer que tratou-se de um escritor corajoso e com estilo provocador, sobretudo ao questionar de maneira bastante premente o modo como a cultura judaico-cristã conduzia a vida da sociedade moderna.
Enquanto crítico literário é interessante afirmar que Saramago vivenciou todas as transformações ocorridas na sociedade contemporanea. Certamente isso lhe deu subsídios para se posicionar enquanto observador e, em seguida, narrar a seu modo, uma vez que a comunidade que relatava via e viver com visão turva para os acontecimentos cotidianos.
Saramago conhecido por seus ideias politicos e sociais sempre levantou a voz contra as injustiças, os grandes poderes econômicos, vindo a colocar em sua vozes de segmentos alijados. Nesse contexto, era irônico com os encaminhamentos feitos pela Igreja, visto que em seu último romance Caim - 2009  tece pesadas críticas à Igreja, vindo a ser mais uma vez criticado pelo poder eclesiático.
"estamos afundando na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista ou é estúpido,ou insensível ou milionário," afirmou Saramago em dezembro de 2008 ao lançar o seu livro "As pequenas memórias" na qual expoe suas vivências na infância. Vivendo sempre esses dilemas contidianos Saramago agora deve conversar com Deus em uma longa audiência para que tudo fique esclarecido para ambos o que certamente será transformado em grande romance em a personagem principal será Ele com suas indissiocrasias.

GERAÇÃO Y E AS ELEIÇÕES

Eleitores "calouros" estão de olho nos candidatos na rede


Andreia Santana, do A TARDE On Line



Lunaê Parracho / Agência A TARDELylliam Bezerra, 17, quer que candidatos mantenham presença nas redes sociais mesmo após a eleiçãoPesquisa recente divulgada este semana pelo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), mostra que a Geração Y, formada pelos jovens nascidos entre os anos 80 e 90, espera crescer rápido na carreira e para isso se preocupa cada vez mais com a formação superior. Super tecnológicos e hiperconectados, usuários avançados de ferramentas que para seus pais ainda são um mistério (msn, orkut, twitter, facebook, Youtube) os jovens Y focam na educação como meio de ascensão social e se preocupam com a qualidade do ensino no país e estados de origem. Usando meios digitais - internet e dispositivos móveis (celulares e i-phones) - como veículo principal de adquirir informação, essa turma se conecta em rede para acompanhar seus candidatos nas eleições majoritárias de Outubro próximo.



Boas propostas para a educação é a principal preocupação de estudantes como Lillyam Bezerra, 17, Madson Vinícius Meneses, 17, e James Richard, 19. Os três são calouros do curso de Direito da Faculdade Batista Brasileira e vão votar pela primeira vez este ano. A convite de A TARDE, os três revelaram suas percepções da campanha feita pelos principais candidatos ao Planalto e ao Palácio de Ondina, justamente no habitat por onde mais transitam: a internet. "Acompanho a agenda dos meus candidatos e também as propostas que eles trazem para essa campanha", diz Lillyam, a única dos três que já sabia em quem vai votar desde antes de começar a seguir os candidatos no Twitter, ferramenta de micro-blog que tem nos brasileiros o seu segundo maior público, perdendo apenas para os Estados Unidos em número de usuários.



Oriunda de uma família onde o interesse por política é incentivo desde cedo, Lillyam escolheu votar este ano, embora ainda seja facultativo, porque acha "importante

exercer essa liberdade e cidadania, fazer parte do exercício democrático", discursa. Demonstrando que além de usuária, também entende de internet, a adolescente acredita que a rede mundial de computadores é a melhor maneira dos candidatos manterem contato com seu eleitorado em qualquer hora do dia. "É a forma certa para chegar até os jovens, porque a gente passa muito tempo conectado e as informações se espalham rápido na internet"



Endossando a fala da adolescente, a advogada paulista e especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro lembra que a internet funciona 24 horas por dia, sete

dias por semana, além de ser uma forma barata de fazer campanha, "porque não é como a tv, que tem tempo específico". Patricia Peck afirma ainda que a campanha em ambiente virtual tem a vantagem de focar tanto no eleitor na faixa etária dos adolescentes ouvidos pela reportagem, 16 a 18 anos, ou seja, o público do primeiro voto, quanto nos indecisos. "E o eleitor de primeiro voto também é, na maioria das vezes, quem está indeciso".



Canudo para garantir emprego - A pesquisa do Ibmec foi iniciada em 2007 e mapeou estudantes de cursos de administração nas principais cidades do país. O estudo pontua que os jovens da Geração Y, embora não tenham perfil 100% homogêneo, possuem uma meta comum: todos querem garantir o ensino superior porque acreditam que com o diploma na mão, entrarão mais facilmente no mercado, principalmente no serviço público.



James Richard, que é filho de educadora e mantém um blog onde discute, entre outros temas, sociologia, confirma a tendência. "Educação é muito importante, porque o jovem se preocupa com o seu futuro. Existe uma 'febre de faculdade' e quem fala de qualidade de ensino nos cativa mais", enfatiza James, que tem na internet e na TV os seus principais meios de informação. Sendo que na rede, ele acessa prioritariamente os sites dos veículos de imprensa e complementa as informações através de blogs e redes sociais.



O rapaz acredita que a tv vem perdendo audiência na sua faixa etária porque "o foco do noticiário é sensaciolista, a qualidade está caindo e só se fala em violência. Na internet tenho a vantagem de buscar diversos tipos de informação ao mesmo tempo, o leque de opções é maior".



Educação, mas aliada a questão da segurança pública, é a principal motivação de Madson Vinicius para monitorar os candidatos na internet. O adolescente ainda está

ondeciso quanto ao seu voto, mas tem focado atenção nos candidatos que apresentam propostas para todos os segmentos da sociedade. "Educação, tráfico de drogas, violência na escola, acredito que os programas precisam abranger esses temas e mostrar ações concretas, porque a gente tem medo de sair de casa e chegar mais tarde e nas escolas acontece a venda de drogas abertamente", opina. Uma das vantagens de acompanhar a campanha online, para Madson, é a possibilidade de recuperar informações. "Dá para ver um vídeo de uma entrevista se a gente perdeu o programa", exemplifica.



A possibilidade de compartilhar dados, inerente a internet, é ainda enfatizada por Lillyam Bezerra, que diz re-twittar (distribuir através do twitter) informações sobre os candidatos que acha relevantes dividir com os próprios seguidores na rede de microblogs. "Procuro mandar para quem tem visão parecida com a minha. Um sempre alerta o outro para alguma coisa interessante, todo mundo fica conectado e o que não tem importância a gente já elimina da lista".



Sem revelar quem são seus candidatos, "O voto é secreto né"!, a jovem diz ainda que acompanha a oposição com o mesmo empenho. "É importante saber o que todos pensam". Ela também manda um recado para os políticos que se apropriam das redes sociais como forma de expor suas plataformas de campanha: "Será que depois que eles se elegerem vão continuar conectados nas redes? Porque durante a eleição tudo acontece, mas depois..."

Fonte: http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=3883472

terça-feira, 15 de junho de 2010

LOUCURA

Que as minhas loucas palavras
Revelem ao infinito o prazer
De existir entre as sanidades medíocres
Daqueles que louco me considerem.



As minhas falas são partes
Que se desprendem de mim
Como se vidas próprias tivessem.



Nesse conflito revela-se um existir
No mundo das palavras que
Nem mesmo eu sei possuir



Simplesmente as palavras estão
E vivem em mim dizendo para
Onde tudo pode ir; a loucura
É o meu jeito de existir.



15 de junho de 2010
Robério Pereira Barreto

domingo, 13 de junho de 2010

PROIBIDO...

Aquele beijo proibido está travado
Entre os lábios que sedentos
Clamam pelo sabor açucarado
Presente em tão nacarada boca.


Hoje, arrepende-se por tão racional
Ter sido diante do objeto proibido
A desejar-lhe ser possuído.

O desejo ainda toma-lhe o corpo
Com o calor da loucura do querer,
Mas a razão friamente disse não!


Entre o querer irracional em sentir
Seu doce sabor em proibido beijo
Se enternecer de remorso por
Não se permitir a realizar tal desejo.

sábado, 12 de junho de 2010

EGOCENTRISMO E NEUROSE NA ESCRITA DE SADE

O texto que segue foi  palestra realizada no Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias - DCHT - XVI - UNEB - Irecê - BA, a partir do convite feito pela professora Mestra Maria Aurenívea Souza de Assis, coordenadora do projeto de extensão: Estudos de criação literária: poesia, ao qual estava vinculada a mostra de cinema e teve como filme a ser debatido, Quills - Contos proibidos do Marques de Sade.
Então, diz-se que o segue abaixo é apenas uma síntese do que foi tratado após a exposição do filme aos estudantes do curso de Letras do já mecionado departamento. Obviamente, muitas outras coisas foram ditas em virtude da presença da audiência e que não estão expressas aqui, mas vai valer a intenção em espraia aqueles que não estiveram no debate.

Os seres humanos sempre questionaram, através da história, a sociedade e seus limites de moralidade. Pode-se dizer que o Marques de Sade foi o principal deles. Em pleno século 18, em meio à sangrenta Revolução Francesa, tornou-se o mais perigoso dos dissidentes, tendo inclusive criado o termo sadismo.

Vários de seus biógrafos o consideram uma pessoa contraditória. Algumas vezes era brilhante e sensível. Outras, era egoísta e demoníaco. Foi tão escandaloso que continua a chocar a todos no século 21 e seu legado ainda promove debates sobre o que fazer com aqueles que exploram alegremente os mais sinistros tabus.

O verdadeiro Marquês de Sade nasceu em 1740 em Paris e viveu durante um dos períodos mais tumultuados da história da França. Ficou conhecido pela palavra cuja criação foi inspirada nele: o sadismo, referindo-se aos prazeres sexuais derivados da dor. Mas, Sade foi muito mais do que um experimentador sexual. Foi um escritor que ficou preso durante 27 anos pelo crime de escrever sobre o lado mais obscuro do ser humano. Em 1772, foi sentenciado à morte por crimes sexuais e escapou abertamente. Mais tarde, tornou-se um revolucionário e, novamente, escapou da guilhotina. Publicou romances eróticos, foi banido da administração de Napoleão e passou os últimos anos de sua vida num asilo. Marquês de Sade transformou-se num mito.

Sade: uma maneira de ser, de viver a insensatez do ser

Há em Sade uma capacidade de mover o leitor de seu estado de conforto para o principio de realidade. Isso certamente ocorre pelo fato de que a escrita sadeana é tributária de uma sociedade pseudo-moralista é suas práticas sexuais são evidentemente escondidas no prazer insano da negação.

À medida que Sade traz á tona por meio de uma narratividade que beira o excêntrico e vão ao lume do erótico, vêem-se descritas de maneira explícitas os tabus sexuais de uma sociedade. Não obstante à culpa que se escritor parece querer expurga de si por meio de uma escrita cuja esquizofrenia é constituída por mutilações ao corpo no momento em que Sade se ver distante da possibilidade de se construir pronunciar sobre seus “demônios” íntimos que lhe ensandecem com as palavras.

Nessa mesma ótica é importante destacar a importância da palavra para Sade, uma vez que o ato de dizer é fundante para sua existência. Então “A instantaneidade da palavra de ordem, sua imediatidade, lhe confere uma potência de variação em relação aos corpos aos quais se atribui a transformação.” (DELEUZE, GUATARRI, 1995, p.21).

A obra do Marques de Sade é, sem dúvidas, uma realização do prazer individual que, traduzido pela efemeridade da dor o torna uma questão coletiva e, por isso, faz com que todos se sintam submersos no mundo eroticamente sugerido por seu estilo narrativo. Isso, por sua vez leva a decretação de um texto carregado de significados cujo prazer perpassa o conformismo cultural, seja por meio de um racionalismo intransigente daqueles que se sentem representados pelo discurso narrativo do autor, ou por meio de uma fetichização do corpo em virtude de suposições moralista sobre a sexualidade e o prazer individual ou coletivo.

Na ribalta sadeana não é possível encontrar sujeitos ativos e ou passivos. Todos são sujeitos e objetos ao mesmo tempo. A narrativa sadeana é prescritiva de atitudes reais em que o ser humano vive a insensatez de ser simplesmente humano.

Em Sade se ver a questão do amor socrático no qual os corpos se juntam em buscar de um prazer alienável. Ambos se entregam aos desejos momentâneos e, com isso, a transformação corpórea é reconhecida pela devassidão que há em cada um. Desse ponto de vista é importante salientar que “o amor é uma mistura de corpos que pode ser representada por um coração atravessado por uma flecha, por uma união de almas” (DELEUZE, GUATARRI, 1995, p.19).

Infortúnios éticos e morais

Para Françoia a obra de Sade transita entre o infortúnio e a moralidade, posto que em sua filosofia libertina, o autor descreve as concepções que sociedade judaico-cristã tem do homem.

Isso fica evidente na obra justine quando no início Marquês nos pede que pela boa-fé possamos dar atenção misturada com interesse pelo que será narrado, a obra toda, do começo ao fim, é uma crítica acirrada tanto à justiça que só toma o homem próspero como o correto, o bom, quanto para a igreja, com sua falsa moral cristã, da liberdade roubada do fraco pela mão do mais forte, das ações criminosas para se alcançar de qualquer modo um fim desejado, dos vícios como contrapartida da virtude, do carrasco impiedoso com sua vítima. Não obstante, tomados estes exemplos não como desvio da regra, mas como a descrição fiel da natureza humana.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

GERME

O germe que devorará meu corpo

Um dia foi alguém dominado
Pela ambição tornou-se verme
E, escorrendo para baixo da derme
Da terra manduca-se de cada um
Que vilmente enterrado.



Ambicioso hoje, verme amanhã
Cuja voracidade torna-se afã
E cada vez mais alimenta-se
De coisas pequenas e vãs.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

BRIL...

Em seu olhar hostil
havia um grão maior, o Bril

Na sua face austera
existia a sabedoria de eras
em que somente o pó da terra
podia afirma seu poder de fera

Indomável em suas querelas
mas meiga em seus afagos
em manhãs de primavera

O perfume das flores
suaviza o clamor das feras
que habitam cada nosso interior
quando no peito pulsa a vida
e o desejo se faz amor.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

AFORISMA DO BARRETO

Sabedoria é ter paciência para compreender que somos inteligentes à medida que respeitamos as inteligências e humanidades alheias.

terça-feira, 18 de maio de 2010

TEIA DAS ESCRITAS

Esta produção aconteceu de maneira coletiva com a turma do Programa Todos pela Alfabetização, promovido pela  Minitério da Educação - Brasil Alfabetizado - Secretária de Estado de Educação do Estado da Bahia - Universidade do Estado da Bahia e Prefeitura de Itaguaçu - BA. Os sintagmas nominais e verbais abaixo citados foram expressões de pensamento do cursistas na perspectiva de construção de um entendimento de que as neuroses de cada um, são expressar por meio de palavras. Em seguida, a produção textual tenta articular esses pensamentos postos de maneira aleatória. Eis-nos produzindo coletivamente!


EXPERIENCIA DESAFIO APRENDIZADO IMAGINAÇÃO SOCIEDADE CORAGEM SOLIDARIEDADE CONHEÇIMENTO GOSTO CRIATIVIDADE SUPORTAR CAPACIDADE ESPERANÇA ATITUDE DETERMINAÇÃO PESAMETO AMIZADE VIDA ESCREVE LEITURA AMOR FORMA UNIAO



A experiência leva ao desafio do aprendizado associado à imaginação de uma sociedade solidária e de um conhecimento que, tomado pelo gosto à criatividade, faz suportar a (in)capacidades de cada um, e a esperança e a atitude se tornam a determinante do pensamento de que a amizade faz parte da vida e para escrever e fazer leitura do amor é fundamental o reconhecimento do outro com ser humano.

O amor é a forma da união de pensamentos e atenção. Só que para se ler e aprender na perspectiva é preciso dedicação à vida. Como desafios e os conhecimentos que a vivência traz facilitam a construção de uma teia tecida por meio de palavras sublimes e respeitosamente edificadas compõem a nossa maneira de se viver em sociedade e isso por sua vez é uma realização em rede, na qual todos são sujeitos proativos na elaboração de uma saber social e culturalmente baseado nas narrativas individuais e coletivas que como registro real das experiências de cada um, nos fazem sentir autorizados a ser cidadão do mundo da palavra e da escrita.

domingo, 16 de maio de 2010

CARPEN DIEM

O amanhã será o quê?
Para mim tudo ou nada.
Já para você ainda sei.


Sei que o amanhã pode não existir
Então resta apenas viver agora
E as tentações que a vida
Oferecem-nos há enfrentar.

CIBERCULTURA E A PUBLICIDADE

Jornal da Unicamp 178 - Páginas 12, 24 a 30 de junho de 2002


A arte que sai da tela: Publicitária mergulha nos espaços de criação da Internet



Roberto Costa



A seqüência de um mesmo rosto feminino, com a boca pressionada por uma mão (http://www.totalmuseum.org/webproject8/muzzle/); pictogramas de obras de arte famosas (http://www.ljudmila.org/~vuk/ascii/blind/); relógios exóticos e não-convencionais (http://massaclocks.com); sexo a distância (http://www.fu-fme.com/). A diversidade demonstra como artistas desenvolvem, na Internet, a chamada Net-Arte e a forma como designers se utilizam diferentemente da web como espaço de criação. O resultado dessas observações resultou na dissertação de mestrado da publicitária Hélia Vannucchi junto ao Departamento de Multimeios do Instituto de Artes (IA). “Os artistas trabalham com ‘maior liberdade’, enquanto os designers têm um problema a resolver, uma mensagem a comunicar”, resume Hélia.
Para chegar à conclusão, a pesquisadora “navegou” meses por sites de artistas e de designers (veja abaixo) escolhidos na web. Alguns deles foram indicados pelo professor Gilberto Prado, do IA, orientador da dissertação. Hélia queria conhecer a web como espaço de criação e fazer um contraponto entre sites de artistas e designers. Para isso trocou e-mails com suas fontes e permaneceu horas à frente de páginas que aparentemente não queriam dizer nada. Num destes enigmas aparecia a seguinte frase: “Seu número é 79. Por favor, espere”. Logo a seguir estava em destaque o número 77 (os números são aleatórios e mudam conforme a hora de acesso). Hélia conta que o site sempre larga o usuário esperando, até que vem a mensagem: “Perdeu a sua vez” e a proposta de um novo número para espera. A publicitária passou uma tarde à frente do computador. “Eu abri html, cgi, tentando descobrir se havia alguma coisa por trás”, explica Vannucchi. Isso porque em um outro trabalho, apenas citado na dissertação, da dupla Jodi – Joan Heemskerk e Dick Paesmanns (http://www.jodi.org)-, existiam elementos escondidos no código fonte, no html do site, só visível para aqueles que realmente exploravam o trabalho.
O gesto da mão na boca representa para o artista russo Alexei Shulgin uma crítica à censura que oprime homens e mulheres em diversos países. Os pictogramas de Vuk Cosic, artista esloveno, fazem uma crítica à forma como a história da arte, da net-arte, assim como a história de modo geral é contada de acordo com os interesses da classe dominante. Cosic é arqueólogo por formação e diz que existe uma semelhança entre o que ele faz agora, com a arte, e o que fazia como arqueólogo, já que ele continua construindo narrativas. O designer Roger Los fez o site para a Massa Clocks, que fabrica os relógios. Hélia analisou a construção visual e a navegação do site.
Sexo a distância? Para Alexei, o autor do trabalho, trata-se de uma crítica às pessoas que trocam as relações pessoais por relações mediadas pela máquina, fazendo uma alusão ao programa de videoconferência CU-SeeMe. A publicitária Hélia Vannucchi incluiu entre suas fontes uma brasileira, a designer Verônica D’Orey, de São Paulo, autora do site da cantora Marisa Monte. Conforme Hélia, seus trabalhos em geral têm um design limpo, com áreas de descanso para os olhos.
Das conclusões do trabalho de Hélia há informações de que Alexei Shulgin imprime críticas sociais em seus trabalhos, que Vulk Cosic atualiza a linguagem ASCII, enquanto Holger Friese trabalha a negação de elementos habituais de navegação em suas obras. A dissertação defendida no Instituto de Artes está disponível em http://www.actualis.com.br/mestrado.
Galeria on-line
Alexei Shulgin é russo, mora e trabalha em Moscou. É artista e curador de diversos projetos na Internet e já participou de mais de 60 mostras e inúmeros simpósios sobre fotografia, arte contemporânea, novas mídias e comunicação.
Vuk Cosic nasceu em Belgrado, Iugoslávia. Vive em Ljubljana, Eslovênia. Formado em arqueologia, é, também, um dos pioneiros da arte on-line.
Verônica D’Orey é designer e tem seu próprio escritório em São Paulo. Na exposição Design Ritmo, apresentou o trabalho daquipralá delápracá, realizado com a colaboração de Carolina Jabor e com música de Naná Vasconcelos.
Roger Los é autodidata. Em 1992 começou a trabalhar para a Microsoft em projetos multimídia. Em 1995 começou a trabalhar com a Internet e em setembro de 1997 abriu seu estúdio, Roger Los Studio, em Seattle.
Holger Friese é alemão. Estudou fotografia, trabalhou para uma gravadora de jazz e estudou design gráfico de 1993 a 1997, em Aachen, Alemanha.

CIBERDISCURSO: UMA PERSPECTIVA DE LINGUAGEM

Pretende-se nesta comunicação, apresentar algumas questões relativas às linguagens do ciberdiscurso ancoradas pelas tecnologias da informação e comunicação – TICs – na perspectiva de que elas têm na internet uma ferramenta de divulgação e, portanto, são permeadas de elementos de sentidos e de significação de linguagem.

Assim sendo, reconhece-se que a tecnologia tem crescido tão rapidamente que se torna difícil designar, classificar e ou acompanhar suas variações técnicas e, sobretudo, pontuar qual a linguagem que será a ela anexada pelos usuários, sobremaneira aqueles que se vinculam à internet. A cada dia, novos equipamentos surgem no mercado e, em pouco tempo, o que era de última geração passa a ser obsoleto, em nome do conforto e da rapidez.

Uma das áreas que mais tem avançado e se difundido em praticamente todas as classes sociais, é a internet. E, juntamente com esse desenvolvimento, cresce a preocupação de pais e professores com a linguagem que se praticam nesse ciberespaço. Essa linguagem tem até vários conceitos, ciberdiscurso (Barreto; Baldinotti, 2005) internetês (Araújo, 2004, Bisognin 2009).

A internet tem proporcionado um espaço no qual os internautas exploram suas capacidades cognitivas, comunicacionais e a criatividade linguística de maneira a caracterizá-los como seres humanos facultados de ação de linguagem.

Isso sem dúvida tem levado à interação social dos mesmos, se tornando cada vez mais rica em virtude das práticas socioculturais que levam à subversão da ordem instituída pela linguagem canônica da escola, visto que essa reconhece apenas a escrita como tecnologia estática empregada ao suporte do papel.

Para Bisognin (2009) o suporte tecnológico da internet tem facilitado o uso variado da linguagem no Chat, Orkut, Weblog, Msn, etc. de modo tal que os apologetas da variante canônica da língua chegam a considerar a linguagem da web como um empobrecimento. Por outro lado, reconhece na linguagem do ciberdiscurso e ou internetês uma forma de enriquecimento do idioma, visto que nesse particular exerce-se a liberdade e a democracia linguisticas.

Para compreender o que acontece com a linguagem quando cibernauta se comunica por meio, por exemplo, do Msn – que é um programa de bate-papo que permite conversas instantâneas – temos de considera a internet como um meio muito rápido de comunicação. Assim, isto revela que o texto usado no Msn é muito próximo da língua falada e, portanto, tem sua pertinência enquanto linguagem no suporte tecnológico que veicula e não há motivos para alarmes.

Destaca-se que, nesse caso, há uma economia na escrita das palavras, isto é, fazem-se corruptelas de algumas letras para evidenciar a emergência da escrita e, com isso, novos significados são atribuídos às conversações. Lembra-se, pois, que isso não é novo, visto que há muito tempo se praticava a corrupção e ou codificação do texto nos telegramas, sendo tal economia articulada na perspectiva de sintetizar a mensagem e assim diminuir o preço do serviço.

Sabe-se ainda que essas modificações levem à alteração dos sentidos da mensagem, uma vez que a linguagem passa a ter outro significado. Este de acordo com Coseriu (1979b) é o conteúdo de um signo linguístico em sentido estrito, é a configuração das possibilidades de designação.

No que se refere aos sentidos articulados nas mensagens postadas e trocadas na web pelos cibernautas, os sentidos passam a assumir destaque quando seu conteúdo especialmente é postos no próprio texto, isto é, só existe sentido no plano do texto, no ato da fala de um falante numa determinada situação, e não no falar em geral ou nas línguas. Coseriu (1979b)

Assim, tomando a produção de linguagem escrita no internet como ato comunicativo que se aproxima da fala, tem-se, na verdade, uma produção de significado e sentido efetivados por meio de uma variante de linguagem além da ideia canônica de escrita.

Ao se utilizar programas como o Msn, a comunicação ocorre através de um meio escrito, no entanto, o texto é oral. Sendo a internet um meio que exige agilidade e rapidez, a escrita por meio de abreviaturas faz com que a comunicação seja mais rápida, simulando assim a mesma rapidez da fala.

Então pais, professores que ainda não estão articulados sobre a produção de linguagem por meio das redes sociais e comunicacionais – Chat, Orkut, Weblog, Msn, etc. acalmem-se! Essa forma de escrita já faz parte do cotidiano virtual de todos nós e não tem mais como ignorá-la, tampouco impedi-la.

A língua à maneira de Bakhtin é dinâmica quando do ato real de comunicação e, portanto, se adequa às situações de comunicação. Isso não significa dizer que agora "pode-se escrever de qualquer forma na web.". As abreviações são permitidas no Msn, no Orkut, nos e-mails informais, nos chats (e até nesses textos existem regras! Caso contrário, nem mesmo os internautas se entenderiam), não cabe usá-las em outros gêneros textuais.

O ciberdiscurso ou internetês não prejudica o bom português, porque os comunicantes dessa modalidade sabem que se trata de uma linguagem de uso específico no ambiente virtual. Por outro lado, se sabe que os acessos a livros jornais e revistas da web compõem seus espaços de leitura. A nós professores, cabe o papel de ampliar a capacidade de recepção e produção textual dos alunos, priorizando a formação de escritores e leitores competentes, que saibam usar a língua nas diversas situações de interação.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

"POLICIA, QUEM PRECISA DE POLÍCIA"

Embora este espaço não tenha sido criado com objetivo de se fazer comentários além do propósito de discutir a arte, a linguagem e a literatura, foram noticiados dois absurdos na grande mídia - televisão - aos quais gostaria de me deter um pouco. Vamos a eles: primeiro foi o assalto ocorrido dentro de uma delegacia de policia numa cidade do interior do Estado de São Paulo. Atrelado a esse caos está a defesa do delegado aos agentes, dizendo que os policiais não tiveram tempo para entender a ocorrência. Eita que povo lerdo! A outra questão foi a prisão de imagens de santas recheadas de maconha. Parafraseado o adágio popular "Santa de pau oco", diz-se-ia: Santa, mas doidona, aê! É incrivel como cada dia as Instituições do Estado mostram-se falidas e, nós, pobres cidadão somos achacados cotidianamente pela voracidade do próprio Estado em cobrar impostos altissimos sobre tudo que fazemos. Agora,  nem a delegacia e santa são respeitadas. Quem poderá nos salvar? Chapolin, Kiku 

AFORISMO DO BARRETO

Quando a noite vai embora novo amanhecer anuncia a vida em suas loucuras... Viver cada manhã é estar pronto para o aborrecimento e o amor.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

AFORISMA DO BARRETO

O mais imperfeito que pode existir no ser humano, é ser humano!

PRA QUÊ TER RAZÃO

Se já é manhã e a solidão
Congela a alma
Como frio vento que,
Soprando da cordilheira
Judia da planície...

Chorar não é possível,
Frieza da solidão
É tão irresistível que
A dor do coração,
Sucumbe a caminho do chão,
A lágrima congela.

Para quê existe a razão?
Ficar com ela é se perder
Na dor e na solidão
Em meio à felicidade
Que a insanidade poderia ter.



06 de maio de 2010.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O VAGABUNDANTE

Os dias quentes de outono causam-lhe fadigas imensas e corpo pede clemência tamanho desejo... vagando pelas ruas entre multidões sente na alma clamor efervescente diante de corpos esculturais que ao calor do sol despem-se a cada olhar.
Em sua vagabundância os pensamentos voam e sem limites imagina: Quão lindas és tu, oh desfilas... Ufá! São devaneios de uma vagabundante?!
Tomba o dia e a noite prostrando-se mansamente traz consigo a brisa que, envolvendo o corpo em manto de frescor... deixa o coração em latência maior. Daí querendo alguém para traçar energias corporais debruça e sufoca-se em prantos.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

UMA ESCOLA EM REDE: CONSTRUINDO EDUCAÇÃO E INTELIGÊNCIA COLETIVAS

Este ensaio pretende anunciar a nova discussão que se inicia sobre as escola que, caracteristicamente está no basilada nos principios de analógico, enquanto a ação de produzir, socializar e aprender dos estudantes esta além, isto é, os estudantes atuam na perspectiva digital oferecida pelo ciberespaço.
Para todos os lados que se olhar, depara-se com mensagens midiáticas que revelam uma sociedade da escrita e, como tal, constitui-se num ecossistema de informação ao qual todos são submetidos.

A partir dessa premissa é que se vão destacando alguns pontos de confluência e contrastes que a escola em rede pode trazer para a educação numa perspectiva de inteligência coletiva. Por um lado as cenas midiáticas assumem o cotidiano da escola e, por isso tem ostentado espaços até então ocupados pelos processos sociotécnicos e unilaterais de aprendizagem, uso do livro didático.
Por outro, lembra-se que a escola há milhares de anos constitui-se como espaço de formação centrada na ideia de que dito do professor era a “verdade”. Tem-se ai a presença da tecnologia intelectual primária – oralidade – a serviço de uma educação baseada na comunicação – um – todos –. Ainda nesse raciocínio reconhece-se que a aproximadamente a 5 séculos, a tecnologia intelectual secundária – escrita – passou a existir entre professores e alunos, configurando-se em elemento mediador na comunicação um – todos – todos.
Dessa maneira, torna-se compreensível a permanência de ideias em que a escola ainda é pensada para atender modelos centralizados no saber do profissional da educação, evitando-se com isso a presença de saberes que a rede digital potencializa ao oferecer acesso a informações até então privilegiada.
Com isso, “as próprias bases do funcionamento social e das atividades cognitivas modificam-se a uma velocidade que todos podem perceber diretamente” (LÉVY, 1993, p. 8), porém há um distanciamento da pratica escolar dessa realidade, haja vista as quantias direcionadas pelos programas de governo à informatização das escolas.
É judicioso que a mudança seja lenta e gradual, mas quanto à formação dos indivíduos que atuam nesse contexto, limita-se ao simples manuseio de sistemas operacionais e aplicativos que nem sempre possibilitam a ampliação de acessos aos mundos do conhecimento latentes nas redes.
Assim sendo, a compreensão de que se vive, hoje, numa sociedade contemporânea em que as perplexidades se acentuam cada vez mais, em virtude da ampliação dos saberes disponíveis nas redes sociais. Então, a escola não pode se furtar a essa realidade. Mas para isso necessita de projeto políticos e pedagógicos que lhe assegure um fazer proativo, face às descobertas cotidianas dos estudantes ao acessarem as redes sociais e digitais do ciberespaço.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Padecência...

Ao teu olhar me derreto
e aos seus jugos submento
e nego as vontades...

Solitário,vivo as contradições
que me tomam o peito
sem piedade e...

Na querência de você
Nem vejo quanto
doi o meu padecer...

Daí, simplesmente entrego
As ocorrências da vida
em solidão comum; desejo a ti.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CANÇOES DE NINAR:  ENTRE ANJOS E FERAS☻




Antes de adentramos no elemento temático deste trabalho – A manipulação do corpo infantil a partir das canções de ninar – façamos, pois, um passeio pelos usos que pais e babás fazem das canções de ninar. Normalmente, as canções selecionadas por eles para embalar o sono das crianças são culturalmente formatadas a partir do poder dos seres sobrenaturais (Cucas, Boi da cara-preta, Bicho do mato, Bicho papão, etc.) existentes nos textos que as compõem. Portanto, isso parece demonstrar que eles [pais] perderam o controle sobre as vontades das crianças e (in)conscientemente apelam para esse tipo de discurso, cujo ritmo e sonoridade fixam na mente dos pequenos algo paradoxal: a possibilidade de ter um sono tranqüilo conquanto anjos se mistura com as feras mostradas por aqueles que deveriam os proteger. Com efeito, compreendemos que, a todo o momento, há nessa atividade o resgate de elementos que historicamente cristalizam o poder do adulto, fixando assim, nos seres humanos em desenvolvimento a disciplina, usando a figura do medo. Isso nos remete ao pensamento foucaulteano que discorre sobre os corpos dóceis. As crianças por essência são corpos manipuláveis, e assim os protetores têm nas canções de ninar o instrumento perfeito para tanto. Parafraseando Michel Foucalt diríamos que, o corpo e a mente da criança são postos num esquema em que o poder dos adultos os esquadrinham de tal sorte que ela torna-se disciplinada. “Esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeiçao constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade, são o que podemos chamar as disciplinas. ”Para exemplificar o que estamos discutindo, seguem fragmentos de canções de ninar mais conhecidas na cultura popular brasileira: Boi, boi, boi/Boi da cara preta,/pega essa criança/Que tem medo de careta.(Boi da cara-preta); Bicho do mato,/que come mandubi ,/ pega essa criança/que não quer dormir. (Bicho do mato); Dorme nenen,/Que a cuca vem pegar,/Papai foi na roça, Mamãe foi passear .(Cuca). Conforme já mencionamos, este tipo de atitude apenas reforça o poder que os adultos exercem sobre os corpos infantis, causando neles marcas psicológicas que os acompanharão por toda a vida. Entendendo que a palavra em sua essência busca a imagem, logo vimos que tais textos estão carregados de imagens negativas e, por isso, as crianças que ouvem essas canções rotineiramente terão sua imaginação voltada para tendências maniqueístas, ou seja, aquelas que seguirem os ensinamentos pré-estabelecidos pelo corpo social, ora representado pelos pais ou babás [dormir na hora certa sem chorar ou protestar quando estiver sentido algo] terão a companhia dos anjos. Já as que se recusarem terão em seus sonhos a presença de feras e monstros. Com efeito, nesses discursos a significação poética visa à fixação das imagens a partir do ritmo e da sonoridade das palavras. Nessa perspectiva é importante destacarmos que, as canções de ninar são cantadas em horários fixos, indicando que desde cedo o ser humano tem regras para seguir. Portanto, eis aí os primeiros elementos que indicam que “o tempo penetra o corpo, e com ele todos os controles minuciosos do poder .” Concluindo provisoriamente, esta receita tradicional [embalar o sono sob som de cantigas de ninar] é manter ações coercitivas sobre o corpo e a mente da criança, a pretexto de que; a arte e música a mantêm calma. Entretanto, o uso dessa técnica, disciplinará a criança para a execução dos desejos dos adultos [pais e babás ocupados com a correria da vida moderna] e, que precisa estar livre o maior tempo possível, aplica-lhe tais regras sob o pretexto da iniciação ao conhecimento artístico e popularmente aceito.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CIBERDISCURSO: UMA PERSPECTIVA DE LINGUAGEM

Pretende-se nesta comunicação, apresentar algumas questões relativas às linguagens do ciberdiscurso ancoradas pelas tecnologias da informação e comunicação – TICs – na perspectiva de que elas têm na internet uma ferramenta de divulgação e, portanto, são permeadas de elementos de sentidos e de significação de linguagem.
Assim sendo, reconhece-se que a tecnologia tem crescido tão rapidamente que se torna difícil designar, classificar e ou acompanhar suas variações técnicas e, sobretudo, pontuar qual a linguagem que será a ela anexada pelos usuários, sobremaneira aqueles que se vinculam à internet. A cada dia, novos equipamentos surgem no mercado e, em pouco tempo, o que era de última geração passa a ser obsoleto, em nome do conforto e da rapidez.
Uma das áreas que mais tem avançado e se difundido em praticamente todas as classes sociais, é a internet. E, juntamente com esse desenvolvimento, cresce a preocupação de pais e professores com a linguagem que se praticam nesse ciberespaço. Essa linguagem tem até vários conceitos, ciberdiscurso (Barreto; Baldinotti, 2005) internetês (Araújo, 2004, Bisognin 2009).
A internet tem proporcionado um espaço no qual os internautas exploram suas capacidades cognitivas, comunicacionais e a criatividade linguística de maneira a caracterizá-los como seres humanos facultados de ação de linguagem.
Isso sem dúvida tem levado à interação social dos mesmos, se tornando cada vez mais rica em virtude das práticas socioculturais que levam à subversão da ordem instituída pela linguagem canônica da escola, visto que essa reconhece apenas a escrita como tecnologia estática empregada ao suporte do papel.
Para Bisognin (2009) o suporte tecnológico da internet tem facilitado o uso variado da linguagem no Chat, Orkut, Weblog, Msn, etc. de modo tal que os apologetas da variante canônica da língua chegam a considerar a linguagem da web como um empobrecimento. Por outro lado, reconhece na linguagem do ciberdiscurso e ou internetês uma forma de enriquecimento do idioma, visto que nesse particular exerce-se a liberdade e a democracia linguisticas.
Para compreender o que acontece com a linguagem quando cibernauta se comunica por meio, por exemplo, do Msn – que é um programa de bate-papo que permite conversas instantâneas – temos de considera a internet como um meio muito rápido de comunicação. Assim, isto revela que o texto usado no Msn é muito próximo da língua falada e, portanto, tem sua pertinência enquanto linguagem no suporte tecnológico que veicula e não há motivos para alarmes.
Destaca-se que, nesse caso, há uma economia na escrita das palavras, isto é, fazem-se corruptelas de algumas letras para evidenciar a emergência da escrita e, com isso, novos significados são atribuídos às conversações. Lembra-se, pois, que isso não é novo, visto que há muito tempo se praticava a corrupção e ou codificação do texto nos telegramas, sendo tal economia articulada na perspectiva de sintetizar a mensagem e assim diminuir o preço do serviço.
Sabe-se ainda que essas modificações levem à alteração dos sentidos da mensagem, uma vez que a linguagem passa a ter outro significado. Este de acordo com Coseriu (1979b) é o conteúdo de um signo linguístico em sentido estrito, é a configuração das possibilidades de designação.
No que se refere aos sentidos articulados nas mensagens postadas e trocadas na web pelos cibernautas, os sentidos passam a assumir destaque quando seu conteúdo especialmente é postos no próprio texto, isto é, só existe sentido no plano do texto, no ato da fala de um falante numa determinada situação, e não no falar em geral ou nas línguas. Coseriu (1979b)
Assim, tomando a produção de linguagem escrita no internet como ato comunicativo que se aproxima da fala, tem-se, na verdade, uma produção de significado e sentido efetivados por meio de uma variante de linguagem além da ideia canônica de escrita.
Ao se utilizar programas como o Msn, a comunicação ocorre através de um meio escrito, no entanto, o texto é oral. Sendo a internet um meio que exige agilidade e rapidez, a escrita por meio de abreviaturas faz com que a comunicação seja mais rápida, simulando assim a mesma rapidez da fala.
Então pais, professores que ainda não estão articulados sobre a produção de linguagem por meio das redes sociais e comunicacionais – Chat, Orkut, Weblog, Msn, etc. acalmem-se! Essa forma de escrita já faz parte do cotidiano virtual de todos nós e não tem mais como ignorá-la, tampouco impedi-la.
A língua à maneira de Bakhtin é dinâmica quando do ato real de comunicação e, portanto, se adequa às situações de comunicação. Isso não significa dizer que agora "pode-se escrever de qualquer forma na web.". As abreviações são permitidas no Msn, no Orkut, nos e-mails informais, nos chats (e até nesses textos existem regras! Caso contrário, nem mesmo os internautas se entenderiam), não cabe usá-las em outros gêneros textuais.
O ciberdiscurso ou internetês não prejudica o bom português, porque os comunicantes dessa modalidade sabem que se trata de uma linguagem de uso específico no ambiente virtual. Por outro lado, se sabe que os acessos a livros jornais e revistas da web compõem seus espaços de leitura. A nós professores, cabe o papel de ampliar a capacidade de recepção e produção textual dos alunos, priorizando a formação de escritores e leitores competentes, que saibam usar a língua nas diversas situações de interação.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

LAN HOUSE: DO UNIVERSO PARALELO AO ACESSO À CULTURA DIGITAL

Sabe-se que as lan houses surgem a partir do modelo fliperama, onde se dizia que ali era um local de desvio de crianças e adolescente e que, portanto, não poderia ficar próxima a escola. Entretanto, o tempo mostrou que aqueles que o freqüentavam para diversão e lazer, se mantiveram ajustados social e culturalmente.

Diante disso, há que ainda tenha e defenda com tacanha percepção da realidade que as lan houses são locais de desvio e perdição, visto que ali não há controle ao sitio eletrônico ao qual o cibernauta vai se conectar. Em verdade, as lan houses são espaços livres e, talvez por isso, tenha mais possibilidade de os sujeitos buscarem e terem acessos a informações que levem à cobrança por seus direitos.

È sabido ainda que em todos os espaços e instituições sociais há aqueles que praticam ações paralelas. Então, não é por essa ótica que se deve perceber a lan house, mas ao contrário, este espaço de conexão com o mundo e a cultura digitais é a única forma que a maioria da população jovem de classe sócio-econômica tem para se conectar a internet e por meio dela sair e socializar através das infovias seus saberes e culturas até então desconhecidos.

Nesse contexto, pode-se dizer que no Território de Irecê as lan houses têm desempenhado papel importantíssimo na constituição de uma nova mentalidade das crianças e jovens que, por meio das redes sociais disponíveis na Internet vem se alfabetizando digitalmente, de modo que, cada um dá sua contribuição ao assumir a autoria das informações através de up-loads vindo conforme Tofller se chegaria a uma época em que todos se tornariam prosummer – produtores e consumidores – digitais.

Esta realidade se concretiza cada vez mais na medida em que os cidadãos atuam na produção de audiovisual e suas postagens nos sítios de relacionamento. Exemplo disso são os vídeos produzidos pelos jovens a partir de aparelhos de celular e que são publicados no Youtube. Isso só reforça a ideia de que esses jovens estão se alfabetizando de maneira autodidata, posto que em redes consigam trocar experiências, vindo a desenvolver técnicas de produção e publicação na internet que, infelizmente a escola ainda não dispõe de disciplina especifica para isso. Ao contrário, a escola em sua pseudo-ortodoxia tenta a custos altos descaracterizar as práticas social, cultural e, sobretudo, linguística desses sujeitos sob a premissa de ali se produz na informalidade.

Mediante este quadro está evidente a necessidade de políticas públicas que valorem o acesso a web seja em lan houses – isso já acontece porque os micro-empresários, sobretudo, das cidades do interior do Brasil já praticam esse comércio algum tempo – que mesmo sendo a preços consideráveis está fazendo a inclusão digital, a qual deveria ter sido efeito pelo governo.

Há que se dizer que o Governo a partir do Programa computadores para todos tem papel fundamental no processo de inclusão digital - ainda incipiente -, visto que com isso houve o barateamento dos equipamentos. Os grandes varejistas percebendo esse nicho de mercado, passaram a vender computadores a preços e prazos acessíveis. Nem tudo está perdido! Mas a iniciativa privada continua levando vantagens. Para variar!

Dessa maneira, os acessos a lan house vem caindo acentuadamente nos últimos anos, conforme pesquisas divulgadas recentemente as pessoas passaram a acessar a internet de casa e do trabalho. De qualquer modo, as lan houses deve ser vistas como possibilidades acesso à cultura digital e à formação cultural além da que a escola pode oferecer.

domingo, 11 de abril de 2010

"SORDADE MATADEIRA"

A Saudade é abstrata?

Deveria ser,
Mas quando invade a alma
Parece tão real
Que faz o coração sofrer



A Saudade dói tanto
Que parece ser letal
E não há coração que
Segure tão grande mal
Sem sangrar o coração

A Saudade é real
E não que fuja dela
Porque não importa
Do que se sente falta,
Simplesmente a Saudade dói

terça-feira, 6 de abril de 2010

INESPERADAMENTE

Se me vir caminhar a esmo
Tome meu braço,
E no seu abraço me guie.


Se me vir a ficar bobo,
Dizendo que te quero
Tome minha boca
E no seu beijo me sufoque.


Se por isso me vir a ficar louco
Tome para si um pouco
E me ame como se tivesse
Num mundo novo.


Se eu não resistir e vir a morrer
Tome em suas mãos o meu corpo
E me mate de ti
Para viver o que vier de novo.



06 de março de 2010, 13h50
Robério Pereira Barreto

segunda-feira, 5 de abril de 2010

NO SILÊNCIO HA QUERER

No silêncio de minha dor
Sinto o peito queimando
Em demasiado fervor.

Assim posso viver esse clamor:
Quero poder ter você e seu riso
Na minha presença como o calor
Da chama que silenciosamente
Queima e me doi o peito.

LULA: "O CARA" É MESMO "BAGRE ENSABOADO"

Veicula agora., 04 de abril 2010, 23h, na Band, a entrevista de Lula aos Dinossauros da impressa Brasileira: Teles, Boris, Betting, etc. e o fanfarrão Datena, os quais fizeram ao Presidente perguntas sobre diversos temas, da economia e relações internacionais à questão da infra-estrutura de transporte, quando foi citado os casos dos motoboys 6.000,000 de trabalhadores das 2 rodas e, que Datena chamou a atenção para o fato de que morre um desses trabalhores por dia, vítima do trânsito e, o Presidente saiu pela tangente dizendo ter assistido a um filme sobre a questão que o deixou estarrecido. Sabe-se que a Bande vai aproveitar para comercializar essa entrevista que será gravada em dvd- HD - alta definição. Mas, o mais interessante em tudo isso é que se via nas expressões dos entrevistadores o olhar de admiração pelo "O Lula", "O Cara" que saia com esmeradas escorregadas do foco das perguntas sobre as quais não tinha retórica suficiente para mostrar quão o governo dele tem sido "bom" para os banqueiros e empresários, ao mesmo tempo em que os "pobres" o idolatram por ter implantado os programas sociais que os tiraram da miséria abosulta. Será que foi mais beneficiado? Bom o certo é que "O Cara" é mesmo um "bagre ensaboado" que, tendo aprendido as nuances da política por dentro..., pedia para não ser crucificado por não ter feito a Reforma Tributária, transferindo, elegantemente a responsabilidade ao Senado e à Câmara, posto que tentou por meio de acordo duas infrutíferas vezes a mal fadada reforma. Lula é ou não é o Cara?

segunda-feira, 29 de março de 2010

AFORISMO DO BARRETO

Descobrir a si mesmo
é desnudar-se diante
de sua própria plateia crítica
que, por dever moral,
deve ser muitíssima severa.

domingo, 28 de março de 2010

SEPARAÇÃO

DISTANTE MEIA LUA


O sol em sono esplêndido
E acordo pensando em você
Que a meia lua distante
Aumenta meu querer.

Agitado sonho te perder
Mas a meia lua distante
Não sei como proceder.


A meia lua distante
Sempre estou sem você
Essa distancia insana
Nos separa para valer.


28/03/2010 3h27min

Robério

sábado, 27 de março de 2010

AFORISMO DO BARRETO

A melhor coisa de ser humano é vivênciar
as nossas próprias mediocridades
sem mutilarmos a nossa alma.