AFORISMAS DO BARRETO
Prefiro a felicidade
À dureza solitária da razão.
Este blog nasce com objetivo de publicizar informações e comentários sobre arte, poesia e linguagens midiáticas relevantes na compreensão da vida na sociedade contemporânea.
Prefiro a felicidade
À dureza solitária da razão.
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poetadasolidão
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3/10/2010 06:39:00 PM
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3/10/2010 12:04:00 PM
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3/10/2010 11:59:00 AM
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TECNOLOGIAS INTELECTUAIS E LINGUAGENS NA CULTURA DO NOVO CAPITALISMO☻
Robério Pereira Barreto*
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3/08/2010 10:20:00 PM
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Traz em ti algo soberbo, divino
A beleza que carrega
Suplanta nossas tristezas
E nos faz sempre meninos
Que, a qualquer tropeço
Corremos a seus meigos braços
E os tomamos como nosso berço.
Só vocês, Mulheres são capazes
De nos fazer entender
Que a vida, o mundo e nós mesmos
Sem as suas antinomias,
Tudo uma desgraça seria.
Obrigado!
07/03/2010
Robério Barreto
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poetadasolidão
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3/07/2010 09:52:00 PM
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Seu cheiro embriagando o quarto,
onde ebrio do odor saliente
deixado pelo devasso amor
desmaiva em profundo torpor.
Hipnotizado sonhava que
a se entregar em lascivia
aos caprichos e fremindo
às mãos forte em malicia
entregar seu corpo em brasa
às lampejantes labaredas
do amor a dois...
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poetadasolidão
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3/04/2010 11:24:00 PM
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Sobre os cacos
Que restou de mim,
Andas com a exação
De quem que castigar.
Mascrado e sem defesa,
sobram cicatrizes ao coração
que, pulsando resisti...
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poetadasolidão
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2/28/2010 07:00:00 PM
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Sou à sombra de sua alma!
Por isso, estou à flor da pele daquele que um dia aqui existiu., e vi quanto o homem é um ser vil.
Vejam, vejam, vejam! No ar estão espalhados restos de minha vida.
Vida que um dia achei que fosse minha com formosura e alegria. Não era!
Olhem..., olhem e sintam que em cada um de vocês há um pouco de mim!
E sintam quanto o homem é um ser vil!
Por isso e com medo estou no olhar triste de quem vai amar sem ser amado, no riso amarelo de passividade na transa sem preliminares que dá a certeza de que não vai gozar!
Na alma que fica deprimida na abstinência de...,
Na dor de quem vai ser esquecido antes do sol se pôr.
Agora, quem sou?! Não sei, não sei... Apenas sei que sou restos de mim diluídos em tudo que existe por aí, inclusive em você;
Há um pedaço de mim naquele mendigo caído na praça defronte da Igreja sem poder adentrá-la para seus pecados confessar;
Na criança cuja inocência é poesia sem palavras em meio à confusão da vida;
Na Jovem prostituta parada na esquina que se escondendo atrás de uma espessa maquilagem e que ajuda negar sua idade o que anima os maus intencionados;
No bêbado cuja sabedoria supera as vãs filosofias da academia judaico-cristã;
No ladrão que maquina sua ação sem piedade ou emoção;
No policial que faz cara de mal para achincalhar legal;
No político que pousa de honesto para as câmeras, mas seu pensamento é roubar quando chegar à Câmara;
No coveiro cujo desprezo pela vida a ver descrente e, vive com a morte ver no defunto seu infame futuro: larva, lama, pó e infinito.
O que será de mim se o futuro vir a existir? Nada... naaada!
Oh, como dói minha existência. Que existencia?
Há, há, há...
Será que ainda existo ou existirei?!
Isso não importa! Porta, portão, infernal portal...
Porque sou a parte mais escondida de cada um de vós a viver na jaula de ferro de suas existências.
Não me deixes vir à tona porque os fareis seres infernais!
Mostrando suas contradições interiores: raiva, amor, alegria, tristeza e dor
Porque daí me reconstituirá e será em vós. Restos de mim!
Robério Pereira Barreto
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2/25/2010 05:32:00 PM
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ATIVIDADE DE ESCRITA:
O filme Entre os muros da escola, de Cantet (2008) traz como temática central os conflitos entre pensamento de ensinar de um professor, e as expectativas de aprender dos estudantes. Dessa maneira, discorra sobre as idiossincrasias nas formas de dizer e fazer escrita sob a ótica do professor e do aluno. Para isso tome como referência o texto que segue abaixo:
O longa metragem Entre os muros da escola é baseado em livro homônimo de François Bégaudeau (que interpreta a si próprio no longa), o filme relata as experiências de um professor de língua fracesa que usa a literatura como possibilidade para a aquisição da escrita e do bem dizer, em uma escola da periferia de Paris.
O diretor Laurent Cantet aproxima a câmera em constante movimentos da fisionomias dos atores, como que, querendo afirma que as relações entre os indivíduos ali eram marcadas pelo lugar de mistura étnicossocial, um microcosmo da França contemporânea, no qual há minorias estrangeiras, sobretudo, africanos advindos das antigas colônias francesas que, de certa maneira, não se reconhecem dentro de um sistema educacional pautada nas expectativas do mercado profissionalizante dos colonizadores.
Na narrativa, bem se articula o pensamento de que entre o que pensa e faz a escola e o pensam e querem os estudantes com suas ideias, perspectivas e problemas de várias ordens; sejam elas: sociais, econômicas e comportamentais há uma distancia abissal.
Há uma diferença cultural e social que gera incompreensão e atrito entre ambas as partes, retrato do que seria a França contemporânea. Os muros da escola são metonimicamente reveladores de uma divisão e uma impenetrabilidade entre dois lados. Há também outros muros invisíveis que estão sugeridos no filme. Por exemplo, o conflitos ocorridos na periferia de Paris nos últimos anos, em virtude de a polícia ter assassinado um jovem negro. Do lado de dentro do muro está François Marin, um professor de francês. Do outro, está um grupo de alunos entre 13 e 15 anos composto por negros africanos, asiáticos latino-americanos e franceses.
Nesse contexto, François pode ser visto em um primeiro momento, como um educador bem intencionado que, vislumbrando o crescimento intelectual e pessoal dos estudantes, imprimindo o rigor característico de uma escola rígida e disciplinador, mas também como uma espécie de colonizador.
Nessa esteira, se se quer empreender uma compreensão etimológica de seu sobrenome Marin, que pode ser traduzido ao português como marinheiro, este, por sua vez sugere desbravador dos mares e de novas terras. Por isso, sua luta em fazer com que seus alunos incorporem o idioma francês pode ser explicada como uma espécie de "processo civilizatório" imposto a esses alunos de diferentes etnias.
No estrado da sala de aula, lócus de interlocução e entendimento entre professor e estudantes, pode-se afirma que a linguagem é o grande campo de batalha onde é travado esse conflito cultural. O filme se sustenta basicamente apenas com longos diálogos, e muitos deles trazem a dinâmica do que seria de fato uma sala de aula, onde o improviso de ambas as partes predomina.
Conforme é dito pelo próprio diretor que, a inexistência de um roteiro em mãos, os jovens puderam criar seus próprios diálogos, o que dá a sensação de que a realidade daqueles garotos invadia a ficção de "Entre Muros". A invasão da realidade no filme também ocorre por meio dos nomes dos personagens, que é a mesma dos jovens na vida real. Porém, duas exceções merecem menção. Khoumba, vivida por Rachel Régulier, é uma aluna chamada de insolente por se recusar a atender uma ordem do professor. Souleymane, interpretado por Franck Keïta, é o garoto problemático que se indispõe com o professor e seus colegas.
São os dois personagens "rebeldes" e principais questionadores da autoridade de François. Apresentá-los como personagens fictícios parecem querer desvinculá-los do mundo real. Entretanto, eles se apresentam em todas as escolas, inclusive do Brasil.
É como se a visão deste filme francês fosse apenas capaz de ver o "verdadeiro" outro como o "bom selvagem", aquele personagem de outra etnia que se esforça a assimilar a cultura francesa. Talvez por isso, os professores lamentem a possibilidade de deportação do chinês Wei, um aluno dedicado no estudo do francês e bom moço, mas se reúnam para discutir a expulsão de Souleymane, um personagem que vemos falar outro idioma.
O filme reforça uma visão colonizadora a partir do ponto de vista de alguém que se toma, mesmo que inconscientemente, como a "civilização". Assim, o outro se torna o retrato da rebeldia que deve ser conquistado através da assimilação da cultura da "civilização".
Para o público brasileiro, a imagem de alunos que questionam a autoridade do professor e até mesmo são agressivos, possibilita outra discussão. Discussão saudosista de que os estudantes de hoje são menos respeitosos do que os de gerações passadas. “Na minha época o aluno tinha respeito ao professor”.Trata-se de um retrato que talvez não seja diferente do que vemos em escolas brasileiras, em que é comum o relato de desrespeito ao mestre e o inverso também é verdadeiro. Na realidade, infere-se que “entre os muros da escola” exista uma relação de disputa de poder onde os conflitos, as idiossincrasias de cada indivíduo, sejam colocados às claras e, com isso, os mundos se conflitam de maneira a colocar a realidade de relações pessoais bem definidas. “Manda quem pode e obedece quem tem juízo!”.
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2/24/2010 09:36:00 PM
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Na ausência de mim mesmo
E dialogando com meus demônios
Descobri quão infinito é viver a esmo
A procura de sonhos.
O solitudo traz em ti a beleza
De quem mesmo na ausência
É constante presença, Paixão!
O solitudo, sola beatitudo!
15 de fevereiro de 2010
Robério Pereira Barreto
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2/15/2010 08:53:00 PM
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ENCANTAMENTO
Encantei-me pelo seu singelo ser
E a luz que, involuntárias nascem de ti...
Seduzi-me aos seus acalantos sutis
Que ao sorrir me apaixonava
E, sinto a sutileza do seu olhar
Pensava em silencioso encanto:
Quão linda é a paixão e amor juvenis.
Boquiaberto o coração inflama e diz:
O encontro, encanto e acalanto
De seus meigos braços fazem-no
Ser o tão feliz!
Robério Barreto
08/02/10
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2/08/2010 05:25:00 PM
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Em silencio depois do amor,
Foge a alma dos corpos
E rumo ao infinito voa...
Entregues ao esplendor
Da interminável e letárgica
Sonolência...
07/02/2010
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2/08/2010 08:24:00 AM
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JOGO
Em seu corpo há perdição
E o coração sem razão,
Joga-se em constante
Busca de te amar em fogo.
Na senda do prazer
Você acende meu querer
Ao macio toque na sua pele.
Dos olhos brilhantes
Escorrem cachoeiras,
E o desejo de te querer
Salta às alucinantes
Que sem pudor lhe assalta.
31 de janeiro de 2010.
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2/01/2010 07:17:00 PM
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CONTRARIANDO...
Quando choram os olhos
É porque a alma sente dor
E a alma neste estado
É ruim ao amor.
Se lágrimas banham a face
É como se dissesse:
Ó coração, és enternecido sofredor!
Amam-se de verdade aqueles que
Não permita aos olhos venerados
O desamor de viver a dúvida
E menos ainda, prontos de horror.
Contrarie estampando ao Mundo
Sorrisos alegre e sedutor;
Ser amado sente-se em esplendor.
29 de dezembro de 2009, 22h05min
Robério Barreto.
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12/30/2009 06:24:00 PM
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FRENÉTICO AÇOITE
Na alcova ao lado
Convulsos fremidos de amor
Denunciam toda luta de corpos
Em movimentos em majestosa dor.
Na minha (...) há um querer alado
E o desejo em tê-la amado,
Ergue a plano elevado a imagem
De ti em afoita vadiagem.
Pernas, bustos, bocas fremem
Enquanto corações fustigados
Diante de tão efêmera paixão geme e;
Na obscuridade da noite,
Olhos declam poeticidade
Declarando o prazer à eterna
Longevidade do querer-te no acoite; Gozo!
27 de dezembro de 2009. 20h21min.
Robério Barreto
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12/27/2009 08:53:00 PM
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As ondas banham a praia
Lentamente em maré baixa,
E, igual às lágrimas
Silenciosamente irrigam
As raízes de minha alma;
Que se afogando nessa maré
Traz consigo as vontades de
Estar contigo e sem ressalvas te querer.
26 de dezembro de 2009, 20h58min.
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poetadasolidão
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12/26/2009 09:15:00 PM
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Nunca se viu tanta exibição pública de discursos demagógicos e falsas contendas sobre um tema mais do que óbvio; a temperatura do planeta está aumentando e isso não há que duvide. Por outro lado, se tem os desejos de crescimento econômico e de superação dos limites das bolsas de valores. No caso de Brasil, China e outros que a custa da miserabilidade e exploração humanas de muitos cidadãos, vai-se cada vez mais se construindo uma farsa sobre níveis de poluentes. Aqui no Brasil nosso discurso está centrado no desmatamento ilegal da floresta Amazônica, todavia não se tem visto projetos nem programas governamentais sérios a respeito da caatinga e do cerrado. Este último agoniza sob os grilhões das correntes acopladas aos tratores que o violentam sem piedade, para em seguida serem semeados de sementes de capim, soja, algodão e outros comodities agrícolas. No que se refere à caatinga pouca coisa se ouve falar. Afinal, no sertão não há muito que investir; chove pouco e o retorno seria ínfimo. Então, mata e queima-se a caatinga nos fornos das indústrias, estas sim, com sua fome monstruosa, precisa ser alimentada com carvão e energia elétrica que, por acaso advém de usinas hidroelétricas e nucleares.
Interessante em toda discussão na Cop15 é que tivemos delegações das nações mundiais que, eram meramente figurativas, veja o exemplo da delegação brasileira a qual viveu todo evento em discordância; lembre-se, pois as gafes de Ministra da Casa Civil e Ministro do Meio Ambiente, (que saudades da firmeza de Marina Silva) sem contar que o presidente em sua forma peculiar de se fazer o centro das atenções, se autorizando em nome não se sabe de quem e porque está disposto a aumentar as metas de reduções. Ele esquece o que pensa os plantadores de soja, os mineradores e os industriais que cada projeto amplia seus lucros sem se importar diretamente com questões ambientais.
Diante dessas evidências, não é difícil perceber que mais uma vez fomos enganados e levados a pagar as contas das vontades e do poder do capitalismo verde, amarelo, vermelho e branco, ou seja, cada um da América à África terá que desembolso dinheiro para pagar uma conta que ainda não foi calculada, mas se reconhece como enorme. Por fim, a Cop15 não passou de uma farsa em nome da defesa do planeta. Ate porque não se decidiu absolutamente nada! Ficou na promessa! Nada e coisa nenhuma!
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12/21/2009 03:07:00 PM
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Senhores leitores,
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12/20/2009 11:16:00 PM
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Amanheci com vontade de tê-la nos meus braços
Para amá-la até a exaustão
Tendo meu corpo debraçando sobre o seu
Dizer em brados e em suspiro-te ao infinito:
Gosto de ter você e, vivendo plenamente
Seus delirios de prazer
Deleito em gozos...
.
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poetadasolidão
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12/11/2009 08:44:00 PM
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poetadasolidão
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12/10/2009 11:10:00 PM
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poetadasolidão
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11/30/2009 11:58:00 PM
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poetadasolidão
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11/30/2009 11:17:00 PM
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poetadasolidão
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11/24/2009 12:33:00 AM
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EU, REFLUXO DE MIM Estou na cidade e ando pelas ruas Entre carros, gentes passantes, Luzes, cores e sons esvoaçantes Mas não me sinto aqui; Ninguém sabe ou se importa com O meu existir. Entre caneletas esgotos correm Como rios desviando de carros Apressados que me banham Do fétido suco humano liberado Das casas lindas e infames. Grita com todo meu pulmão, Mas não me ouve o cidadão Que, protegido pelo terno cinza Nem olhar para mim se anima. Na clara escuridão da vida Sou mais uma luz que não mais cintila: Sou refluxo de mim! Robério Pereira Barreto
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11/17/2009 03:19:00 PM
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11/15/2009 11:35:00 PM
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11/08/2009 11:30:00 PM
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Pretende-se neste subtópico apresentar algumas questões relativas às linguagens do ciberdiscurso ancoradas pelas tecnologias da informação e comunicação – TICs – na perspectiva de que elas têm na internet uma ferramenta de divulgação e, portanto, são permeadas de elementos e sentidos e significação de linguagem. Assim sendo, reconhece-se que Uma das áreas que mais tem avançado e se difundido em praticamente todas as classes sociais, é a internet. E, juntamente com esse desenvolvimento, cresce a preocupação de pais e professores com a linguagem que se praticam nesse ciberespaço. Essa linguagem tem até vários conceitos, ciberdiscurso (Barreto; Baldinotti, 2005) internetês (Araújo, 2004, Bisognin 2009). A internet tem proporcionado um espaço no qual os internautas exploram suas capacidades cognitivas, comunicacionais e a criatividade linguística de maneira a caracterizá-los como seres humanos facultados de ação de linguagem. Isso sem dúvida tem levado à interação social dos mesmos, se tornando cada vez mais rica em virtude das práticas socioculturais que levam à subversão da ordem instituída pela linguagem canônica da escola, visto que essa reconhece apenas a escrita como tecnologia estática empregada ao suporte do papel. Para Bisognin (2009) o suporte tecnológico da internet tem facilitado o uso variado da linguagem na web, inclusive no chat, Orkut, weblog, Msn, etc. de modo tal que os apologetas da variante canônica da língua chegam a considerar a linguagem da web como um empobrecimento. Por outro lado, reconhece na linguagem do ciberdiscurso e ou internetês uma forma de enriquecimento do idioma, visto que nesse particular exerce-se a liberdade e a democracia linguisticas. Para compreender o que acontece com a linguagem quando cibernauta se comunica por meio, por exemplo, do msn – que é um programa de bate-papo que permite conversas instantâneas – temos de considera-se a internet como um meio muito rápido de comunicação. Assim, isto revela que o texto usado no msn é muito próximo da língua falada e, portanto, tem sua pertinência enquanto linguagem no suporte tecnológico que veicula e não há motivos para alarmes. Sabe-se ainda que essas modificações levem à alteração dos sentidos da mensagem, uma vez que a linguagem passa a ter outro significado. Este de acordo com Coseriu (1979b) é o conteúdo de um signo lingüístico em sentido estrito, é a configuração das possibilidades de designação. No que se refere aos sentidos articulados nas mensagens postadas e trocada na web pelos cibernautas, os sentidos passam a assumir destaque quando seu conteúdo especialmente é postos no próprio texto, isto é só existe sentido no plano do texto, no ato da fala de um falante numa determinada situação, e não no falar em geral ou nas línguas. Coseriu (1979b) Assim, tomando a produção de linguagem escrita no internet como ato comunicativo que se aproxima da fala, tem-se, na verdade, uma produção de significado e sentido efetivados por meio de uma variante de linguagem além da ideia canônica de escrita. Ao se utilizarem programas como o msn, a comunicação ocorre através de um meio escrito, no entanto o texto é oral. Sendo a internet um meio que exige agilidade e rapidez, a escrita por meio de abreviaturas faz com que a comunicação seja mais rápida, simulando assim a mesma rapidez da fala. Então pais, professores que ainda não foram articulados sobre a produção de linguagem por meio das farramentas da internet – chat, orkut, weblog, msn, etc acalmem-se. Essa forma de escrita já faz parte do cotidiano virtual de todos nós e não tem mais como ignorá-la, tampouco impedi-la. A língua à maneira de Saussure é um sistema vivo e, portanto, adequa-se às situações de comunicação. Isso não significa dizer que agora "pode-se escrever de qualquer forma na web.". As abreviações são permitidas no msn, no orkut, nos e-mails informais, nos chats (e até nesses textos existem regras! Caso contrário, nem mesmo os internautas se entenderiam), não cabe usá-las em outros gêneros textuais. O ciberdiscurso ou internetês não prejudica o bom português, porque os comunicantes dessa modalidade sabem que se trata de uma linguagem de uso específico no ambiente virtual. Por outro lado, sabem que o acesso livros, jornais e revistas da web compõem seus espaços de leitura. A nós professores, cabe o papel de ampliar a capacidade de recepção e produção textual dos alunos, priorizando a formação de escritores e leitores competentes, que saibam usar a língua nas diversas situações de interação.
tecnologia tem crescido tão rapidamente que se torna difícil designar, classificar e ou acompanhar suas variações técnicas e, sobretudo, pontuar qual a linguagem que será a ela anexada pelos usuários, sobremaneira aqueles que se vinculam à internet. A cada dia, novos equipamentos surgem no mercado e, em pouco tempo, o que era de última geração passa a ser obsoleto, em nome do conforto e da rapidez.
Destaca-se que, nesse caso, há uma economia na escrita das palavras, isto é faz-se corruptelas de algumas letras para evidenciar a emergência da escrita e com isso novos significados são atribuídas às conversações. Lembra-se, pois, que isso não é novo, visto que há muito tempo se praticava a corrupção e ou codificação do texto nos telegramas, sendo tal economia articulada na perspectiva de sintetizar a mensagem e assim diminuir o preço do serviço.
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11/05/2009 12:20:00 AM
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Olha para céu e vejo a lua Passeando pela rua Lindamente nua... A falta que sinto no peito É a ausência sua... Percebendo o meu desânimo, Ela [lua] se envolve na nuvem branca Que a rodeia escondendo seu ânimo No véu que passeia por seu corpo Cálido e misterioso me faz invejoso. 03 de novembro de 2009, SSA, 20h50min. Robério Pereira Barreto
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11/03/2009 11:49:00 PM
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Este trabalho tem como objetivo visualizar o silêncio e a reificação do corpo feminino, em 234 contos – Dalton Trevisan -, buscando destacar o poder masculino empreendido no discurso direto dos personagens masculinos Escrever sobre o silêncio é uma tarefa que apresenta de imediato dificuldades, sobretudo, quando a escrita está relacionada com o texto literário, sendo que a linguagem literária, sustenta-se num sistema semiótico secundário, o qual busca afirmação para o significante no sistema lingüístico. Logo, é licito dizer que é a partir desse entendimento que se constrói os discursos literários numa perspectiva de conotação. Se entendermos que o silêncio, também é um tipo de expressão/discurso e que tem certo grau de conotação, sem dúvida, a contribuição de Lefebvre sobre o conceito de conotação corrobora de maneira magistral para a compreensão das nuances que subjazem o silêncio que torna o corpo feminino das personagens de Trevisan algo reificado no texto literário. Uma verdadeira conotação só se manifesta quando a palavra é empregada precisamente por oposição à palavra corrente'flingue' é calão e reenvia, por isso, a um certo meio social. Parece, pois, que o termo conotação deve ser reservado para sentidos de uma palavra ou de uma expressão que podem existir virtualmente na experiência que temos da coisa designada por essa palavra, ou nas associações que nascem do uso que se faz dessa palavra (ou expressão) na linguagem em geral, ma que só se actualizam pelo seu emprego particular num certo discurso. A conotação é um sentido que só advém à palavra numa dada situação e por referência a um certo contexto (de linguagem ou vivido). Dessa maneira, convém deixar claro que, tomo o silencio como uma forma de discurso que, certamente provoca reflexão, de qualquer maneira, crê que seja interessante dizer já de imediato que a premissa básica para o desenvolvimento desse trabalho é a observação das marcas que o silencio deixa no discurso do texto literário moderno. Todavia, convém afirmar que tal procedimento será realizado a partir da análise dos contos de 234, de Dalton Trevisan, que em seu bojo tem uma série de expressões discursivas que conotam ideologias que não são completadas pela linguagem verbal. há uma dimensão do silêncio que remete ao caráter de incompletude da linguagem: todo dizer é uma relação fundamental como não dizer. O silêncio é assim a "respiração" (o fôlego) da significação; um lugar de recuo necessário para que se possa significar, para que o sentido faça sentido. Reduto do possível, do múltiplo, o silêncio abre espaço para o que não é "um", para o que permite o movimento. O silêncio como horizonte, como iminência do sentido..." (ORLANDI, 1997, 12-13). As relações discursivas criadas na narrativa de ficção contemporâneas têm movimentado uma série de estudos, despertando assim o interesse da crítica e dos estudiosos. Todavia, isso não é gratuito, pois os debates atinentes, a questão sígnica do silencio no discurso literário, tem de tal modo considerado esta marca lingüística como uma forma de expressão. No plano lingüístico, este evento leva-nos a velha polêmica da filiação teórica, isto é, o signo lingüístico é interpretado de maneiras diferentes, de forma que a Semiótica e a Analise do Discurso tem realizado ações conflitivas quando das observações das marcas que configuram o silencio. Se aceitarmos a idéia de que a teoria da análise do discurso, certamente parte para o porto que leva a inferência de que somos resultado dos discursos apreendidos ao longo de nossa existência, em contrapartida temos a Semiótica e o Estruturalismo Lingüístico que nos remete ao pensamento de que todo signo tem uma função ideologia, estando implícita ou não na construção discursiva. Entendendo que este estudo deve pauta-se numa teoria, elegemos para tal fim a teoria de Bakhtin, destacando a linha que dá conta da interação verbal, cujo cerne é o pensamento filosófico - linguístico que liga os discursos literários. Este trabalho visa argumentar e colocar em discussão alguns pontos que marcam o processo narrativo de Dalton Trevisan, de maneira que a eleição da obra 234, dar-se em virtude da configuração do espaço discursivo empreendido na narrativa, de tal maneira que o autor realiza o discurso em uma linha seqüencial, possibilitando assim a diluição do silencio num contexto altamente contrastivo, isto é, de um lado a cultura machista – poderosa, imponente - de outro a feminina, submissa e quase imperceptível na fala do narrador, concretizando assim o pensamento bahktiniano que afirma: O subjetivismo individualista apóia-se também sobre a enunciação monológica como ponto de partida da sua reflexão sobre a língua. É verdade que seus representantes não abordaram a enunciação monológica do ponto de vista do filólogo de compreensão passiva, mas sim de dentro, do ponto de vista da pessoa que fala, exprimindo-se. Assim sendo, busca-se sustentação teórica nas observações dos estudos semiológicos realizados pelos membros do círculo de Bakhtin, o que conseqüentemente, levará aos estudos da análise do discurso, pois o texto de Trevisan está carregado de símbolos, inclusive o silêncio, que está configurado nas marcas lingüísticas. Dessa maneira, é lícito que se transite também nas idéias de Roland Barthes y Pêcheux, que certamente nos orientará sobre os processos lingüísticos que subjazem a questão do silencio no discurso literário. Entende-se que o silêncio é uma forma de expressão, de modo que o discurso empreendido por Trevisan na obra em questão, situa-se num ponto nefrálgico deste trabalho, de tal maneira que o texto em estudos está repleto de pontos em que se apresenta a submissão da mulher. Com efeito, registra-se isso com maior vigor nos contos em que as personagens femininas ouvem os discursos dos personagens masculinas sem fazer contestação. No plano filosófico e, sobretudo, ideológico da linguagem Bakhtin (1997:31-38) corrobora ao afirma que "um produto ideológico faz parte de uma realidade (natural ou social) como todo corpo físico, instrumento de produção ou produto de consumo; mas, ao contrário destes, ele também reflete e refrata outra realidade, que lhe é exterior. Tudo que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo. [...] tudo que é ideológico é um signo. Sem signo não existe ideologia." Neste caso, é possível perceber que o silêncio em um discurso carregado de pausa como o existente em 234 leva-nos a inferir que tal atitude narrativa é uma forma ideológica, em que está implícito todo poder de uma cultura baseada nos mandamentos machistas. Todavia, as personagens femininas agem de maneira silenciosa, possibilitando uma ação dissimulada dos episódios que estão presentes na estrutura discursiva dos personagens masculinas. Partindo de um pressuposto filosófico, sobretudo no que se refere ao processo condenativo empreendido pelos personagens masculinos contras as femininas dos contos em estudos, poder-se-ia dizer que Foucault (1987), estabelece este tipo de castigo como sendo o resultado de um no código corretivo, no qual "as punições estão menos diretamente físicas, certa discrição na arte de fazer sofrer, um arranjo de sofrimento mais sutis, mais velados e despojados de ostentanção." BACCEGA, Aparecida Maria. Palavra e discurso: história e literatura. 2. ed. São Paulo, Ática, 2000. FOUCAULT, M. História da sexualidade I: vontade de saber. Trad. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1990. LEFEBVE, Jean-Maurice. Estrutura do discurso da poesia e da narrativa. Coimbra, Livraria Almedina, 1980. ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. 4. ed. Campinas, Editora da UNICAMP, 1997. TREVISAN, Dalton. 234 contos, Rio de Janeiro: Record, 1997. WALDMAN, Berta. Do vampiro ao cafajeste: uma leitura da obra de Dalton Trevisan. 2. ed., São Paulo, Hucitec, 1989.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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11/03/2009 04:58:00 PM
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11/02/2009 08:41:00 PM
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AMENIDADES Quando estou triste Pequeno e me sentido Imerso no mundo no qual A solidão me toma a alma, Lembro de seu sorriso que, Feliz e reluzente tal a lua cheia, Faz me reagir. Enxugando as lágrimas que Banham-me a alma nessa hora Entrego o meu ser em seus braços Para viver intensamente essa paixão. No seu colo deitarei meu calor Para nos seus seios beber a seiva do amor Que escorrendo de nossas bocas Iguala-se ao rio que sai do imo da serra E desliza mansamente leito a fora... 29 de outubro de 2009, 19h30min Salvador -BA
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10/29/2009 07:37:00 PM
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CIBERESPAÇO: LIBERALIDADE LINGUÍSTICO-COMUNICACIONAL Robério Pereira BarretoL Introdução Ferreiro Após as descobertas de Saussure, é normal ver-se em grandes compêndios a afirmação de que o papel fundamental da língua é a comunicação. Não havendo, portanto, muito que se obstar a isso, se aceita que a comunicação só se realiza com êxito quando os agentes do ato comunicativo compreendem bem o que ambos dizem. Por isso é necessário que os interlocutores estejam aptos a decodificarem as mensagens e códigos lingüísticos usados no sistema (fala e escrita) para, assim, interagirem de maneira significativa. Nesse processo, os comunicadores, os quais, segundo a teoria da comunicação são as pessoas que participam do processo de interação comunicativa e, portanto, os responsáveis pela continuidade da língua como mecanismo de interação sócio-cultural. Com efeito, nesse arcabouço lingüístico comunicativo se estabelece de fato à comunicação, porque os sujeitos do enunciado e da enunciação fazem uso da linguagem comum, à qual se dá no processo de interação que, a partir da construção e negociação dos sentidos propostos se define como mensagem inteligível. Portanto, a linguagem abre aos comunicadores várias possibilidades de interação quando apreendem os sentidos por ela veiculada, uma vez que é formada pelo verbal e não-verbal. Sendo que a verbal tem como sua unidade básica a "palavra". Já não-verbal tem como meio de transmissão de sentidos a imagem, o gesto, a música, etc. além dessas, há também as chamadas linguagens mistas que, segundo teóricos da comunicação, estas se dão por meio da junção de imagens e palavras. Por exemplo, nas histórias em quadrinhos, no cinema, na publicidade, etc. No que se refere à capacidade comunicativa promovida pelas linguagens da web, afirma-se que, devido à unicidade da palavra, a linguagem verbal é mais eficaz, porque transmite a informação com mais objetividade, inclusive dá aos interlocutores, maior poder na atribuição de sentido à mensagem. A linguagem visual, contudo, é a mais econômica, porque veicula a informação com maior rapidez. Assim, há quem considere este tipo de mensagem mais complexa, posto que exija dos agentes comunicativos um nível maior de conhecimento, por isso, às vezes, não atinge o objetivo desejado durante a comunicação. Nessa perspectiva, é pertinente lembrar que além da palavra (oral e escrita) há também os códigos convencionalmente articulados, como por exemplo, os emoticons - :), ): - e as omonomatopeias – kkkkk, hehehe, rsrsrsr – da comunicação via chat e scraps. Historicamente, a sociedades se compõem de sujeitos que através do assujeitamento lingüístico, ideológico e cultural vivem as contradições: liberdade e submissão. Isto, segundo Orlandi (2003:50) significa dizer que os naturais e os migrantes convivem num espaço no qual são livres e submissos uns aos outros ao mesmo tempo; submisso às suas tradições – colocando-as como superiores às locais - e livres quando às praticam como sendo uma inovação na cultura do local. "[...] o assujeitamento se faz de modo que o discurso apareça como instrumento (límpido) do pensamento e um reflexo (justo) da realidade."(Orlandi, 2003, p. 50). Ainda segundo Orlandi é possível compreender que: Ao dizer, o sujeito significa em condições determinadas, impelido, de um lado, pela língua e, de outro, pelo mundo pela sua experiência, por fatos que reclamam sentidos, também por sua memória discursiva, por um saber/poder/ deve dizer, em que os fatos fazem sentido por se inscreverem em formações discursivas que representam no discurso as injunções ideológicas. (Orlandi, 2003, p. 50). Em verdade, o sujeito discursivo, ser da memória ideologicamente formada na enunciação, está de algum modo, submetido às regras da língua, à história em quando discurso realizado, fazendo, portanto, parte da materialidade da histórica. Em que a representação simbólica da realidade está no cotidiano da linguagem, levando estes falantes a mostrarem por meio dos sentidos, as evidências de sua ideologia. "A evidência, produzida pela ideologia, representa a saturação dos sentidos e dos sujeitos produzida pelo apagamento de sua materialidade, ou seja, pela sua des-historicização" (Orlandi, 2003, p. 55). A interação verbal é a comunicação realizada a partir do pensamento saussureano de que a língua é um sistema ao qual estão ligadas a fala e língua, sendo que está última é colocada em movimento através da relação direta entre falante e destinatário. Tais usuários desempenham papéis importantes no processo de comunicação pois, o falante tem em sua fala informação cujo paradigma é resultado de suas experiências sócio-culturais, bem como o destinatário, também os tem. Assim, o falante ao dirigir seus enunciados ao destinatário deseja realizar algum tipo de mudança no paradigma deste. Através da intenção, tenta antecipar o grau de modificação promovido no ouvinte; perspectiva igual é esperada pelo ouvinte ao interpretar a mensagem a ele proposta, reconstruíndo-a por meio de seus paradigmas. Dessa maneira, a competência que o ser humano tem em manter relações comunicativas com o outro, é devido à mediação proposta pela sociedade, de maneira que os símbolos, gestos, cores, figuras e palavras se organizam em sistemas cuja complexidade é singular. Isso se torna meios de interação verbal e é o único meio de expressão que traduz os sentimentos e desejos dos agentes envolvidos na comunicação: emissor e receptor em conversa por telefone na qual se empregam os mais variados recursos interação verbal. A interação verbal – que é a interação social estabelecida por meio da linguagem – constitui uma forma de atividade cooperativa estruturada: "estruturada", porque é governada por regras e convenções, e "cooperativa", porque necessita de, pelo menos, dois participantes para atingir seus objetivos. Para Bakhtin, na verdade, é na categoria de expressão que verifica a interação verbal. Através dela inferimos o seguinte esquema: Ainda conforme discute Bakhtin, é possível ver no esquema acima que a categoria de expressão, mantém em si as características sociais e ideológicas para que haja comunicação entre os sujeitos da enunciação. Para autor russo, "tudo que é essencial é interior, o que é exterior só se torna essencial a título de receptáculo do conteúdo interior, de meio de expressão do espírito." (Bakhtin, 2000, p. 111). Com efeito, diz-se que a enunciação é o produto da interação de dois indivíduos socialmente organizados em um dado sistema lingüístico e, mesmo que não haja interlocutor real, este pode ser substituído pelo representante médio do grupo social ao qual pertence o locutor. Em síntese, o pensamento bakhtineano pode assim entendido: A interação verbal sob esse enfoque, leva-nos a crer que; o mundo interior e a reflexão de cada indivíduo tenham determinado espaço social, o qual deve ser bem apropriado. Por isso, não haverá interlocutor abstrato ou neutro. Porque a palavra é, segundo Bakhtin produto da interação do locutor e do ouvinte. Configurando assim numa espécie de ponte a qual que está ligado aos seres na/da comunicação. "Se ela se apóia sobre mim numa extremidade, na outra se apóia sobre o meu interlocutor." Dessa maneira, o contexto social imediato determina quais serão os ouvintes possíveis, amigos ou inimigos para os quais serão orientados a algum tipo de consciência individual ou coletiva, quando da interação de ambos. Cumpre-se, então, o círculo ideológico da interação verbal. O qual, segundo Bakhtin, ocorre por que "a enunciação enquanto tal é um puro produto da interação social, quer se trate de um ato de fala determinado pela situação imediata ou pelo contexto mais amplo que constitui o conjunto das condições de vida de uma determina comunidade lingüística." (Bakhtin, 2000, p. 121).
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10/28/2009 09:08:00 PM
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10/25/2009 07:39:00 PM
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Estar em seu pensamento É sentir passeando no firmamento. É nesse momento que sinto Estando dentro de minha essência. Por dentro de Mesmo na distancia não tenho arrependimento E encontro nisso todo meu alento.
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10/22/2009 09:06:00 PM
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Queria viver num mundo Que apaixonasse como A luz do dia impulsiona A flor a ter perfume Mesmo nascida no munturo. Queria amar como as mães Amam incondicionalmente suas crias, Acordando manhãs frias. 22 de outubro de 2009. Robério Pereira Barreto
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10/22/2009 08:10:00 PM
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Na vontade de querer-te
Sempre lembro de nós
em momentos de...
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10/22/2009 05:40:00 PM
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Hoje, segunda à noite
Nos bares da vida
Misturam-se cheiros
E sabores da vida...
Aos vazios de homens
E mulheres vazias.
No cavo humano à noite
Todos se preenchem na falta
De si e todos ao mesmo tempo.
Acelerados ou lentos sob a alquimia
Da noite repleta de vazios
Homens e mulheres vazias
Entopem-se de sinistros vasilhames
Existenciais...
19 de outubro de 2009, 23h33min.
Robério Pereira Barreto
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10/19/2009 11:43:00 PM
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No desejo de tê-la
E no espaço nós
Nossos corpos e olhares
Esmagam-nos no querer...
Nossas bocas a distâncias
Devoram-se com a volúpia
Da escuridão que, voluptuosamente
Envolve no manto da noite
Os raios do dia.
18 de outubro de 2009, 22h
Robério Pereira Barreto
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10/19/2009 12:39:00 PM
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Quando estou contigo
seja onde for rio de tudo
sentido seguro qual menino
que, segurando a mão firme
se diverte sem tem o escuro.
Com você em meu colo
e mente tono-me valente,
gritando o quão emocionante
é sentir seu corpo quente
tocando o meu lentamente.
16 outubro de 2009.
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10/16/2009 07:08:00 PM
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Software Livre como Política Estruturante do Governo Federal.
Ministro José Dirceu afirma que o Software Livre faz parte do conjunto de políticas estruturantes do Governo Federal
Durante a realização do IV Fórum do Planalto, cujo tema desta edição era Desenvolvimento com Distribuição de Renda, realizado nas dependências do Palácio do Planalto, o Ministro José Dirceu, ao responder pergunta sobre a política e critérios de utilização de Software Livre no Governo Federal como forma de desenvolvimento e independência, afirmou que o tema Sofwtare Livre faz parte do conjunto de políticas estruturantes do Governo Federal e não se corre o risco de deixar de fazer parte dessas políticas ou o Governo se afastar das mesmas.
O Ministro disse ainda que no momento da elaboração dessas políticas o pensamento é direcionado para a maioria da sociedade e quando o Governo não age assim os resultados não são satisfatórios.
Sobre Software Livre, destacou ainda o Ministro, existe a consonância com a Câmara de Deputados e o Senado Federal pois os presidentes daquelas casas, Deputado João Paulo e Senador José Sarney, respectivamente, são defensores e entendem a importância da adoção do Software Livre como política governamental, seja no uso, na pesquisa e no desenvolvimento.
fonte: http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/declaracao/view
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10/14/2009 06:48:00 PM
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10/14/2009 05:47:00 PM
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Para Aristóteles a cidade é constituída a partir da associação e, como tal se forma acerca de algo e bens comuns. Assim sendo, no que se refere ao governo político e real, dizem que quando um homem governa só e com autoridade própria, o governo é real; e sendo, pelos termos da constituição do Estado, alternadamente, senhor e súdito, o governo é político. (ARISTÓTELES, 2006, p. 10). Nesse contexto, Hannah (2009) propõe que a díade "ação e discurso são as atividades políticas por excelência, diferença e igualdade são dois elementos constitutivos dos corpos políticos. (HANNAH, 2009, p. 109).
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9/24/2009 02:37:00 PM
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9/20/2009 07:33:00 PM
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